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Acordo Brasil – Argentina deve movimentar a indústria automobilística

Acordo Brasil – Argentina deve movimentar a indústria automobilísticaVocê se acostumou com a rivalidade entre Brasil e Argentina, no futebol? Mas nas relações econômicas o objetivo é melhorar a economia dos dois países.

O Brasil e a Argentina estão buscando um acordo para o livre comércio de veículos entre os dois países, segundo foi informado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O mercado argentino é um importante mercado para a exportação dos veículos fabricados no Brasil. O livre comércio é uma esperança para as montadoras brasileiras, que enfrentam forte crise no mercado interno. O Brasil tem interesse no livre comércio, com um acordo equilibrado, que considere a geração de empregos, a integração produtiva, a expansão para novos mercados e agregação de novas tecnologias.

Os dois países ainda deverão estabelecer um cronograma para negociações. O atual acordo automotivo vigente estabelece cotas de compra e venda e deve expirar no final de junho deste ano. De acordo com as regras atuais, a cada 1,5 dólar que o Brasil exporta para a Argentina, sem imposto, as fábricas brasileiras precisam importar 1 dólar, também livre de impostos.

Montadoras produzem nos dois países

As montadoras instaladas no Brasil também têm produção na Argentina, exportando e importando para o mercado brasileiro. Dentre esses veículos que são intercambiados entre as montadoras, então o Focus Hatch, o Focus Fastback e a picape Ranger, da Ford. Também o Clio e o Fluence, da Renault. Destacam-se o SUV HR-V, da Honda, a picape Hilux e o SUV SW4 da Toyota.

As exportações são a tábua de salvação da indústria de veículos

A iniciativa visa ampliar o comércio com o país vizinho, para aproveitar a valorização do dólar frente ao real. O cambio atual torna o preço dos produtos brasileiros mais competitivos para o mercado externo. O plano é reduzir as dificuldades da indústria brasileira de veículos.

Acordo Brasil

Enfrentando queda nas vendas de veículos novos no mercado interno, da ordem de 26,5%, a indústria automobilística brasileira comemorou um aumento de 24,8% nas exportações em 2015, motivadas pelo dólar mais valorizado em relação ao real. 

Livre comércio no Mercosul

Atualmente o Brasil também mantém acordos de comércio com o Paraguai, a Colômbia e o Uruguai, com os quais foi assinado acordo sobre livre comércio automotivo no ano passado.

A nova proposta brasileira, que será apresentada ao governo de Maurício Macri, eleito presidente da Argentina em 2015, pretende estabelecer um livre comércio dentro do setor automotivo, com o Argentina e futuramente, em todo o Mercosul. Os representantes brasileiros confiam que a tendência mais liberal do novo governo argentino irá facilitar a proposta.

A estratégia do Brasil é aumentar o acesso aos mercados latino-americanos, aproveitando o contexto do real desvalorizado frente ao dólar, o que torna os produtos brasileiros mais atraentes.  A opção pelas exportações parece ser a saída para que a indústria nacional supere a queda na demanda doméstica, que não dá mostras de recuperação a curto prazo. Segundo o que foi informado pelo Ministério da Indústria e Comércio, o resultado da balança comercial brasileira deverá chegar a U$ 35 bilhões de superávit em 2016.

A única saída para o setor automobilístico brasileiro é aumentar as exportações. O momento de câmbio favorável deve ser combinado com ações de política comercial que favoreçam o acesso ao mercado brasileiro.

Governo de Cristina Kirchner barrou acordos com o Brasil e União Europeia

No governo de Cristina Kirchner havia grande resistência contra a liberalização do comércio de veículos. Os empresários argentinos sempre temeram o que eles veem como invasão de carros brasileiros na Argentina, o que afetaria a indústria local. A tendência é de que um novo acordo agora não será tarefa muito fácil para o governo brasileiro.

O argumento que deverá ser usado pelos representantes do Brasil é o de que o nosso país também tem recebido muitos veículos argentinos e que o livre comércio beneficiaria ambos os lados. O acordo com o Uruguai, cujo mercado é menor, com indústria local menos expressiva, deve servir de exemplo para convencer os argentinos.

Governo de Cristina Kirchner barrou acordos com o Brasil e União Europeia

A cada vez que se aproxima a data para a renovação do acordo comercial entre Brasil e Argentina acontece uma prorrogação. A última vez que isso ocorreu foi em 1º. de julho de 2015. O acordo vigente adota o sistema “flex”, no qual cada dólar exportado pela Argentina ao Brasil deve corresponder a 1,5 dólar em importação de produtos brasileiros.

Um outro tema importante que deve ser levado pelo governo brasileiro ao argentino é a possibilidade de acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. As negociações vêm sendo tentadas há anos e enfrentou resistência do Brasil e da Argentina, que receiam abrir seus mercados aos produtos industriais europeus, que em troca resiste em diminuir as barreiras aos produtos agrícolas brasileiros. Entretanto, as negociações avançaram e está em fase final de consolidação. O acordo entre o bloco do Mercosul e a União Europeia deve intensificar o relacionamento político e econômico da América Latina com os países europeus.

As negociações devem incluir uma troca, em que os produtos terão redução das taxas de importação, até chegar a zero. É interesse do governo brasileiro que essa política seja efetivada, mas a proposta do Mercosul foi muito atrasada pelas dificuldades impostas pelo governo Kirchner. Depois disso, os europeus pediram adiamento das discussões para 2016 e uma reunião deverá ocorrer nos próximos meses.

O MDIC pretende avançar e chegar até os ajustes necessários para fazer uma oferta aos europeus ainda no primeiro semestre de 2016. Outra frente de negociação será com o México, para um acordo que amplie a participação dos produtos brasileiros no mercado mexicano, de 500 para 2.000, além de tentar firmar um livre comércio bilateral.

A resistência argentina

Apesar do otimismo brasileiro, as últimas notícias publicadas pelo jornal “La Nación” informam que o governo argentino não deverá aceitar a proposta de livre comércio brasileira.

A Argentina teme uma invasão de produtos brasileiros, que atualmente ganharam bastante competitividade pela desvalorização do real. O governo argentino tem a intenção de proteger a indústria argentina e os empregos no setor.

O acordo ajudaria a indústria brasileira, que até janeiro de 2016 registrou queda nas vendas de 38,8% em relação ao mesmo mês de 2015. O número de funcionários empregados no setor diminuiu 10,2%.

A Anfavea (Associação das Montadoras Instaladas no Brasil) sugeriu à Adefa (entidade do setor na Argentina), que o comércio deveria ser livre entre os dois países e ser regulamentado por um acordo entre os governos.

No entanto, sem muitas chances de sucesso, a proposta será discutida pelo ministro Armando Monteiro, do MDIC e o argentino Francisco Cabrera.

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