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O carro está deixando de ser prioridade entre os jovens?

Será que os jovens já não estão mais tão interessados em dirigir quanto a geração de seus pais? A carteira de motorista já não é tão desejada pelos jovens como antes. Conheça os motivos que levam a esse desinteresse.

Dados da Feneauto – Federação Nacional das Autoescolas e Centro de Formação de Condutores mostram que a situação econômica do País, o medo de dirigir no trânsito caótico das grandes cidades, além das novas opções de mobilidade, levam os jovens desistirem da Carteira de habilitação.

O carro está deixando de ser prioridade entre os jovens?

Imagem: Pixabay

Nas décadas anteriores, a posse de um automóvel era símbolo de maturidade, status e autonomia.

Atualmente, há um desinteresse crescente dos jovens pelo carro, o que foi identificado pelo setor automotivo e as autoescolas.

Os motivos apontados incluem, além da crise econômica, os custos de manter o carro próprio, o trânsito congestionado e os aplicativos de transporte.

De acordo com a Feneauto, muitos jovens não consideram a CNH [Carteira Nacional de Habilitação] como uma prioridade.

Para o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul o fato passou a se destacar a partir de 2015, com o surgimento da crise econômica e o concomitante surgimento dos serviços de aplicativos de transporte por celular.

Os dados mostram que no Distrito Federal, a emissão de CNH caiu 45% em três anos.

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Imagem: Pixabay

Por outro lado, muitos jovens estão procurando adiar o momento de conseguir sua habilitação.

Isto porque as famílias estão enfrentando maiores dificuldades financeiras e precisam direcionar seus recursos para outras prioridades, como em escolas e cursos para os filhos.

Até a alguns anos atrás, o sonho dos garotos de classe média era, ao completar 18 anos, poder dirigir o próprio carro.

Atualmente, eles atualmente analisam os custos com IPVA, seguro, manutenção, trânsito nas cidades e receio de acidentes.

Além disso, em consequência da Lei Seca, que aplica pesadas multas para quem dirige alcoolizado, muitos acabam optando por outras formas de transporte, como os aplicativos de celular.

O carro está deixando de ser prioridade entre os jovens?

Imagem: Pixabay

O transporte público, principalmente os ônibus, também está sendo mais utilizado, o que tem um efeito positivo, porque os usuários jovens podem cobrar do poder público um serviço de qualidade e melhores condições para a mobilidade urbana.

Com a diminuição da procura por aulas, em um momento de incertezas, a margem de faturamento das autoescolas vem sendo derrubado, segundo a Feneauto, o que vêm forçando muitas a reduzirem o número de funcionários e a frota de veículos.

No Distrito Federal, a emissão total de CNHs (incluindo novas, renovação, segunda via e mudança de categoria) vem diminuindo desde 2015.

Nesse ano foram emitidas 554.554 carteiras.

Em 2016, o número caiu para 386.422, em 2017, estabilizou-se em 392.147 e, em 2018, caiu mais ainda para 333.952.

A redução atinge todas as faixas etárias, mas destaca-se entre os condutores de 18 a 24 anos.

Em 2015, eram 26.537 as primeiras habilitações para essa faixa etária.

Em 2018, o número caiu drasticamente para 14.581, uma redução de 45%.

O carro está deixando de ser prioridade entre os jovens?

Imagem: Pixabay

Até seis anos atrás, poucos previam a popularização dos aplicativos.

Atualmente, até veículos que não precisam de condutores estão sendo testados.

Em pouco tempo todo o cenário poderá mudar e as autoescolas perderão ainda mais clientes na faixa mais jovem do público.

Segundo analistas de economia, existe uma tendência para os próximos cinco anos de diminuir o interesse pela propriedade de automóveis e aumentar a procura por compartilhamento de veículos e uso de soluções alternativas, como bicicletas e patinetes.

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Imagem: Pixabay

Pesquisa sobre mobilidade

Uma recente pesquisa apresentado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em novembro de 2018, analisou a questão da mobilidade em relação com diferentes gerações.

A pesquisa realizou entrevistas com 1.789 pessoas de 11 capitais: São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Recife e Salvador.

Os resultados apresentados foram classificados como surpreendentes. Na faixa etária dos 25 aos 35 anos, apenas 39% dos entrevistados possuíam carro.

Entre os mais jovens, até 25 anos, o percentual é ainda menor: 23%.

Entre os que não possuem automóvel, 31% disseram não desejar comprar carro nos próximos cinco anos.

O mesmo foi dito pelos entrevistados na faixa etária de 36 a 55 anos de idade.

Entre os mais jovens, até 25 anos, 30% não tinham interesse algum em adquirir automóvel.

Os que não possuem habilitação para dirigir, em 8% dos casos, não pretendem tirar o documento.

O que surpreende é que o fato de fato de saber dirigir ser considerado um fator que amplia as chances de conseguir um emprego.

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A tendência também acontece entre os americanos

Jovens americanos também estão dirigindo menos do que seus pais.

Infelizmente para as empresas automobilísticas, os jovens atualmente, adolescentes e os que estão na faixa dos vinte anos, não se mostram muito interessados em comprar seu próprio carro, como notou o analista Jordan Weissmann em publicação do site TheAtlantic.com.

Os jovens não estão particularmente interessados em dirigir, como declarou também um documento do PIRG Education Fund americano.

A tendência não tem precedente e colocou em evidência alguns indicadores, tais como:

– O número médio de veículos dirigidos por jovens nos Estados Unidos diminuiu 23 por cento entre 2001 e 2009.

–  O grupo de jovens de 14 a 34 anos que foram flagrados dirigindo sem habilitação aumentou 5 por cento, de 21% em 2000 para 26% em 2010, conforme a Administração Federal das Estradas americana.

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Imagem: Pixabay

Os jovens estão fazendo mais uso das bicicletas e caminhadas.

O número dos que usam as bikes aumentou 24% e o número que vão andando para o seu destino aumentou 16%.

Parte das razões dessa mudança é financeira.

Um relatório calculou que o custo médio anual para ser proprietário de um carro, além do preço do combustível, fez com que os jovens desempregados tivessem decidido que não conseguem ao mesmo tempo manter um carro e gastar dinheiro em outras coisas.

Uma pesquisa da Zipcar/KRC mostrou que 80 por cento dos jovens entre 18 e 34 anos de idade afirmam que o alto custo da gasolina, estacionamento e manutenção fazem com que possuir um carro seja muito difícil.

Mas dinheiro não explica tudo.

Os jovens estão escolhendo não dirigir  e aumentaram em muito o uso do transporte público, em um aumento de 100%, com o uso crescente das bicicletas, que aumentou 122% e do deslocamento a pé, que cresceu 37%.

A mudança que mostra um distanciamento do carro é parte de um novo modo de vida adotado pelos jovens americanos, que estão atribuindo menor ênfase aos carrões e mansões como símbolos de status e essenciais para sua vida.

Jeniffer Elaina da Silva

Especialista em seguros, Jeniffer Elaina trabalha com redação, revisão e otimização SEO desde 2012. É formada em Marketing com pós em Administração na FGV e atualmente cursa Gestão de Seguros. Possui mais de 2.000 textos e 5 e-books publicados na área de seguros.

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