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Carros com piloto automático, será que são seguros?

O estágio atual do desenvolvimento dos carros com piloto automático ainda é o de testes. A adoção pelas montadoras esbarra em acidentes que ocorrem com o sistema.

A Tesla americana é a fabricante dos veículos com sistema de condução automática, chamado de ‘Autopilot’, ou piloto automático. O sistema controla a velocidade, faz o carro mudar de pista e freia para evitar as colisões. Entretanto, a função é ou não ativada pelo motorista.

A empresa está sob investigação oficial nos EUA depois que um homem morreu utilizando esse sistema, em maio de 2016. O acidente foi na Flórida, com um carro Model S da Tesla, usando o ‘Autopilot’. Tanto o motorista como o sistema do piloto automático não acionaram os freios quando um caminhão cruzou a frente do veículo.

Carros com piloto automático, será que são seguros?

Em julho deste ano, a Tesla anunciou que o sistema de condução automática não será desativado, informando que ele está em fase de teste avançado, não estando ainda totalmente aperfeiçoado. Os dirigentes da empresa afirmam que os usuários não podem ainda confiar totalmente no sistema e que devem manter informados antes de utilizar os seus carros elétricos de luxo, dotados de piloto automático.

O carro da Tesla foi destruído no acidente na Flórida, além da morte do motorista. Esse foi o primeiro acidente fatal com um veículo com ‘piloto automático’. Os detalhes ainda não eram conhecidos, até que as fotos do acidente, feitas pelo dono da casa cujo jardim foi invadido pelo veículo na batida, acabaram sendo divulgadas.

O que é o sistema do piloto automático

No sistema desenvolvido pela Tesla, o carro assume parcialmente o controle do veículo, obedecendo a certos limites e regras, como por exemplo, a de que o motorista precisa manter a mãos no volante, para que possa reassumir o controle a qualquer momento, caso seja necessário.

Carro autônomo em teste em Singapura.

Imagem: carro autônomo em teste em Singapura. (Imagem: G1)

Essa tecnologia é ainda semiautônoma, sendo que a autonomia total seria se o sistema tivesse já um controle completo durante toda a jornada, a ponto de dispensar a total atenção do motorista, o que ainda não acontece. Os carros totalmente autônomos ainda estão em teste e não estão sendo comercializados por nenhuma montadora no mundo.

Motorista precisa estar atento na direção do veículo

O que mais chamou a atenção, no caso do acidente fatal com o carro da Tesla, é que um aparelho de DVD foi encontrado no veículo. Aparentemente os sensores do veículo não detectaram o caminhão, que fez uma curva repentina à esquerda, nem tampouco o motorista, que provavelmente estava distraído.

Em que pé está o desenvolvimento dos carros que dispensam o piloto

A Tesla é uma pequena fabricante de carros nos Estados Unidos, que ganhou fama rapidamente, começando a fazer carros elétricos. Estreou com o Model S, o primeiro esportivo elétrico, depois passou a fazer o SUV Model X. Em março de 2016, a Tesla lançou um modelo econômico, o Model 3, que custa US$ 35 mil. A empresa disse que pretende vender o carro no Brasil.

A Tesla pretende ser inovadora, dispensando grandes concessionárias, não trabalha com revendedores, os pedidos são realizados diretamente no site da empresa.

Piloto automático: o debate sobre a segurança

Carro autônomo do Google nas ruas da Califórnia (EUA).

Imagem: Carro autônomo do Google nas ruas da Califórnia (EUA). (Foto: Divulgação/Google)

O acidente com o automóvel da Tesla, equipado com um “piloto automático” parcial, levantou o debate sobre a tecnologia dos carros com sistema autônomo. Entre as fabricantes de veículos existe uma competição para lançar o primeiro veículo que vai trafegar sozinho. Há muitos desafios científicos para serem vencidos, mas há outros obstáculos também, de ordem econômica e de mercado, para que isso aconteça.

O debate envolve alguns pontos polêmicos e dúvidas, que relacionamos a seguir:

  1. Conceito do carro autônomo

O carro autônomo é o que se dirige sozinho, com computadores que interpretam em tempo real os dados enviados por sensores e radares, a respeito do trânsito, obstáculos na rua, o caminho a ser adotado, a velocidade correta, etc. Quando essa tecnologia for aplicada em versão completa, o ocupante do carro poderá usar o tempo do trajeto para trabalhar ou relaxar, sem preocupações com o trânsito.

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  1. O carro da Tesla que sofreu o acidente não era totalmente autônomo

O Tesla Model S é dotado de um sistema semiautônomo, um “piloto automático” parcial. Se acionado, o carro dirige sozinho com a condição de o motorista permanecer atendo e com as mãos no volante, para poder reassumir o controle do carro quando necessário.

Outro modelo que possui esse sistema é o Volvo XC90, também vendido no Brasil. O modo semiautônomo é limitado a até 50 km/h.

  1. Os carros autônomos não estão à venda

Ainda não existe no mercado um carro totalmente autônomo, mas diversas fábricas estão testando a tecnologia. Existem à venda modelos com sistemas parciais, como o assistente de estacionamento, para manobras, a frenagem automática, etc.

  1. Quando estão disponíveis os carros autônomos

As montadoras que trabalham nesse projeto prometem lançar os veículos totalmente autônomos na próxima década. A produção em série poderá acontecer com a BMW, a partir de 2021. Mas a venda dos carros autônomos depende também das leis dos países que autorizem as regras para o sistema, além da necessidade de adaptações nas vias das cidades para que eles possam ser utilizados.

  1. O objetivo do carro autônomo é a segurança

As montadoras que desenvolvem a tecnologia afirmam que o objetivo do sistema é a segurança, garantindo que ele evitará acidentes. Como exemplo, a Volvo pretende alcançar o objetivo de zerar o número de acidentes fatais com seus veículos até 2020.

Entretanto, ainda a falhas no sistema. Existe um carro autônomo do Google, que já se envolveu em acidentes nos Estados Unidos. A empresa diz que a culpa foi dos outros motoristas, que vivem distraídos. O veículo já bateu em um ônibus, porque o computador não soube avaliar o que o ônibus faria e colidiu com a lateral do veículo. 

  1. O carro autônomo ainda não é regulamentado por lei

No Japão, Suécia e EUA os carros autônomos podem trafegar em ruas e estradas para testes, mas com um motorista, que possa assumir a direção se necessário. Já o Google quer autorização do governo para que os testes sejam feitos sem pessoas no carro.

Ainda não há definição sobre a lei que vai reger o uso dos carros autônomos.

  1. Diversas montadoras concorrem para o lançamento

Não é possível prever qual será a primeira empresa a lançar o carro totalmente autônomo, mas certamente será a partir de 2020. As grandes montadoras têm projetos próprios. Empresas de tecnologia como o Google, a Intel e a Mobileye estão trabalhando juntamente com as montadoras, como por exemplo, a BMW.

Há testes sendo desenvolvidos pela Mitsubishi, a Parker, a Delphi Automotive, com projeto para 2019 e a Ford indicou que o seu autônomo será lançado em 2021.

  1. O Brasil poderá ter um carro autônomo

Os maiores projetos de fabricação desses carros estão nos EUA, Europa e Japão. Mas há pesquisas sendo realizadas no Brasil, por universidades, como a USP. O problema maior no Brasil será a possibilidade de venda, porque o custo da tecnologia é muito alto.

  1. Os carros não vão precisar mais de motoristas no futuro?

A ideia dos projetos tecnológicos e das indústrias é desenvolver os carros autônomos para que circulem nas cidades ou estradas no caso de trânsito intenso. Algumas montadoras, como a Renault/Nissan, acreditam que o motorista deve ter a opção de assumir ou não o volante quando ele quiser. Segundo eles, o carro deve facilitar a vida do motorista, que vai decidir se dirige ou não.

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