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Carros voadores deixam de ser ficção e se tornam realidade

Apesar do potencial inegável, ninguém conseguiu ainda fazer com que eles voem da fantasia para a realidade. Mas muitas empresas estão se empenhando, com projetos e investimentos, para que o carro voador logo seja uma realidade.

Carros voadores – porque eles ainda não chegaram?

Henry Ford havia dito em 1940: “Escrevam minhas palavras – está chegando uma combinação entre o avião e o carro”. A previsão parece que está se concretizando, mas a espera foi longa. Oito décadas depois, ainda não temos nada concretizado.

As pessoas sempre quiseram voar e, portanto, assim que os carros apareceram já havia gente querendo que eles voassem também. Apesar do conceito de “carro voador” parecer meio estranho, o sonho foi alimentado ao longo do século XX com a ficção científica e desenhos animados, como o dos Jetsons. Mas parece que algo ainda melhor vai ocupar esse lugar.

Carros voadores deixam de ser ficção e se tornam realidade

Imagem: O primeiro carro voador, ConVair Car Model 118, de 1947.

A História nos ensina que veículos multiuso não dão certo. O que é um design perfeito para uma aeronave não é perfeito para um carro. Especialistas afirmam que a tentativa de combinar os dois é um compromisso difícil de ser cumprido.

O Convair Model 118 (1947), por exemplo, era simplesmente um carro com asas no seu topo, semelhante a um Frankenstein metálico. Ele foi lançado no ar em duas ocasiões, com resultados perigosos. Esse é um bom exemplo do porque ônibus não são anfíbios e submarinos não voam.

É geralmente consenso que a pistas de alta velocidade não combinam com a maioria dos ambientes urbanos. Portanto, o carro voador precisa ser capaz de ser silencioso, estável, com descidas e subidas verticais.

Até o presente isso significa propulsores de algum tipo, não necessariamente drone gigante. Da mesma forma, qualquer coisa com motores a jato presos nas asas parece com um avião e, além disso, ninguém quer o ruído de um jato decolando do vizinho ao lado. Para completar, um jato devora combustível e, já que não consegue algum tipo de levitação, existe a questão de pressionar muito ar para baixo.

Carros voadores deixam de ser ficção e se tornam realidade

Imagem: bbc.com

Ao lado de problemas técnicos, se no futuro os carros voadores estiverem disponíveis, todo mundo vai querer um e nossas estradas congestionadas são o suficiente para mostrar o que o tráfego se tornaria. De fato, poucas pessoas não gostariam de ter um veículo voador pessoal, que fosse confortável, conveniente e libertador. Helicópteros não são assim e aviões não trafegam em uma pista.

Veículos autônomos voadores serão utilizados pela polícia e atendimentos de emergência. Talvez você não seja um piloto, mas será um passageiro, em um veículo comandado por um sistema de GPS complexo, num transporte um tanto assustador, com um conceito totalmente novo de controle de tráfego aéreo. É difícil, mas não é impossível.

O que está sendo preparado para ser lançado

Carros voadores estão sendo desenvolvidos por empresas como Uber, Volocopter e Ehang. Essa realidade não parece mais estar em um futuro distante. Um projeto, inclusive, está sendo testado, o Vahana, veículo de decolagem vertical com motor elétrico, isto é, um carro voador.

São táxis que mais parecem helicópteros, destinados a ser um novo meio de transporte. O responsável pelo projeto do Vahana na Airbus, Zach Lovering, declarou à revista The Economist, que esse será “um novo modo de transportar as pessoas”.

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Imagem: Elevate, carro aéreo da Uber.

A Uber já está negociando a tecnologia e a infraestrutura de segurança do Elevate, uma frota de taxis aéreos elétricos e autônomos, essencialmente drones com passageiros, o que está sendo planejado para ser lançado em 2020, em Dubai e outras cidades posteriormente. Ele vai necessitar de “vertiportos”, no centros das cidades, controlados por um controle de tráfego aéreo aperfeiçoado.

O Elevate foi mostrado em vídeo, em que uma mulher abre o aplicativo da Uber no celular e seleciona o UberAir. Depois de entrar em um edifício, ela sobe até o topo, no andar do Uber Port, onde está o seu veículo de carona. O local é um porto, cheio de carros aéreos preparados para decolar.

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Imagem: Vertiporto

A Embraer está na corrida

A empresa brasileira Embraer faz parte do projeto, anunciado nos Estados Unidos, em que estará em parceria com o aplicativo da Uber. A operação comercial está prevista para 2023. A Embraer pretende criar todo o projeto da aeronave, fabricá-la e ficar responsável pela manutenção, além do controle aéreo. Entretanto, há em andamento a compra da Embraer por parte da gigante americana Boeing, que tem interesse em fabricar aviões comerciais de menor porte no Brasil.

A parceria Embraer – Boeing pode alterar o projeto com a Uber, mas ainda faltam ser definidos os detalhes fundamentais sobre os termos financeiros do negócio, os termos estão sendo finalizados e no final do ano vai ser preciso receber a aprovação do governo brasileiro, dos acionistas e dos órgãos reguladores de pelo menos 10 países. Logicamente, o resultado das eleições presidenciais no Brasil poderá alterar o rumo dessa negociação.

Carros voadores deixam de ser ficção e se tornam realidade

Imagem: youtube

Segundo declaração do presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, na parceria com a Uber, essa empresa será responsável pelo sistema que receberá os pedidos de deslocamento dos passageiros, por administrar a demanda de passageiros. O modelo da aeronave será um sistema com piloto, que deverá funcionar em vários terminais nas cidades, os “hubs”, de onde será possível decolar. Será um veículo elétrico, com baixa emissão de gases poluentes ou ruído. A Embraer é responsável pelos desenhos por definir os requisitos das aeronaves.

O carro voador da Uber, em seu serviço de carona paga, deverá ter um preço estimado semelhante ao mesmo deslocamento de carro. Por exemplo, uma viagem entre São Paulo e Campinas poderá custar cerca de US$ 24. A Uber acredita que seus táxis aéreos terão autonomia de voo de 80 km e poderão voar a uma velocidade superior a 300 km/h.

Além da empresa brasileira, a Uber também tem parceria com outras empresas, como a Aurora Flight Sciences, empresa americana de drones e helicópteros, a Pipistrel Aircraft, fabricante de pequenos aviões da Eslovênia, a Mooney e a Bell Helicopter. No entanto, a Embraer é a de maior porte.

A Boeing está patrocinando o prêmio GoFly, com uma bolsa de US$ 2 milhões para quem conseguir projetar e construir um carro voador seguro, que não seja muito ruidoso, que seja compacto e capaz de transportar uma pessoa por 30 km.

Carros voadores deixam de ser ficção e se tornam realidade

Imagem: Veículo Voador Flyer Kitty Hawk

A competição despertou o interesse de milhares de pessoas, e este é claramente um momento de inovação em que a convergência das tecnologias se mostra viável. As baterias vão precisar ter mais densidade de energia, mas isso está acontecendo.

Há veículos de propulsão elétrica, como o Vahana, o que permite preços mais baixos nas passagens e sem emissão de poluentes. Ele possui diversos rotores, para maior segurança e é 20 decibéis mais silencioso do que um helicóptero.

Algumas dificuldades que os carros voadores ainda enfrentam estão relacionados com o espaço aéreo próximo às grandes cidades. Os aeroportos já têm atualmente dificuldades por conta do grande fluxo de aeronaves, piorado com a concorrência de um número cada vez maior de drones comerciais. Os táxis voadores não viajarão na linha de visão dos controladores do espaço aéreo. Isso está obrigando a Nasa a criar um sistema automatizado de tráfego aéreo, o que permitirá que os carros voadores possam se comunicar uns com os outros diretamente, sem depender totalmente das instruções de uma torre de controle.

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