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A greve dos caminhoneiros e o reflexo em nosso dia a dia

A greve dos caminhoneiros já dura 4 dias e o abastecimento começa a influenciar na economia e na dificuldade de encontrar produtos.

Há 4 dias parados, a greve dos caminhoneiros tem afetado todo o país. Eles estão paralisados nas estradas em busca de diversas reivindicações. A principal delas é uma redução no preço do diesel, pois, devido ao seu alto custo está tornando inviável a atividade desses profissionais.

Para reivindicar, eles já bloquearam 270 trechos de rodovias federais e estaduais.

A fim de que o problema seja amenizado, entidades que representam os caminhoneiros querem que o governo estabeleça regras para o reajuste do diesel e que ele deixe de acompanhar o mercado internacional como ocorre hoje.

Outra reivindicação da classe está relacionada a cobrança de pedágios. Eles querem que os eixos suspensos não sejam tarifados.

Greve dos caminhoneiros

O governo e a Petrobras perante a greve dos caminhoneiros

Antes da greve iniciar, o governo havia recebido um comunicado das entidades representantes de classe sobre uma possível paralisação.

A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) pediu que fossem feitas negociações e que os preços do combustível fossem congelados, mas não foi atendida.

Como não houve negociação, teve início a greve, que inicialmente o governo informou que não estava causando grande impacto. Para tentar resolver o problema, na quarta-feira (23/05/18) pediram uma greve de 3 dias. Porém, o pedido não foi atendido.

A Câmera dos Deputados fez um acordo com o governo para zerar o imposto Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), e, entrando em vigor, a redução seria de R$ 0,10 por litro de gasolina e R$ 0,05 no litro do diesel, o que os caminhoneiros consideraram pouco.

O Senado também iniciou uma discussão para limitar a incidência de ICMS sobre o preço do combustível. Hoje cada estado tem liberdade para escolher o percentual aplicado, desde que respeite o limite de 30%. A ideia é que o combustível seja limitada a um ICMS de 18%.

A Petrobras teve que se posicionar e, para tentar amenizar a situação, anunciou uma redução de 10% no preço do diesel nas refinarias por 15 dias, o que representa algo em torno de R$ 0,20.

Até o momento o governo não conseguiu chegar a um acordo com os caminhoneiros que seguem com a greve.

Os impactos da greve

A greve dos caminhoneiros tem provocado um grande impacto porque a maior parte do transporte brasileiro é realizado por rodovias.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que em 3 dias de paralisação diversos mercados já estavam com falta de alimentos.

Outro impacto notado foi a grande alta de preço nos alimentos, principalmente nos perecíveis, como frutas e legumes.

Os frigoríficos também sentiram com a paralisação. Eles afirmam que os prejuízos passam os R$ 200 milhões por conta as exportações que deixaram de ser realizadas.

Alguns aeroportos do país estão sem combustível para abastecer as aeronaves, e isso pode comprometer voos nacionais e internacionais.

Os Correios estão com as entregas comprometidas, alguns serviços estão suspensos, principalmente os de entrega rápida.

Muitos postos de combustível já sofrem com o desabastecimento, e não há mais combustível para que os carros circulem.

A montadora Fiat está com falta de peças para a montagem dos veículos e verifica a possibilidade de antecipar o feriado devido à greve.

Outro ponto é em relação ao transporte nas cidades porque a falta de combustível fez com que a frota fosse reduzida. Em Belo Horizonte, fora dos horários de pico houve uma redução de 50% da frota de ônibus.

Em São Paulo, capital, até o momento os ônibus circulam normalmente, mas a prefeitura já autorizou a redução de 40% da frota após o horário de pico.

O rodízio de veículos no município paulista também foi suspenso nessa quinta-feira, assim carros com placas final 7 e 8 estão autorizados a rodar.

No Rio de Janeiro, a greve afetou o BRT. Apenas 50% da frota está circulando e boa parte das estações dos corredores Tranoeste e Transcarioca estão fechadas.

Em Curitiba, a situação é normal, porém, foi preciso fazer a escolta dos caminhões-tanque nessa madrugada para garantir que se tenha combustível até domingo.

Enquanto não há um fim para a greve dos caminhoneiros diversas empresas e a população acabam sendo afetadas com a falta de abastecimento de diversos produtos.

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