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Leve a sério o aviso: bebida e direção é mistura fatal!

bebida-e-direcaoAo adquirir seu novo carro ou ao trocar o seu veículo, provavelmente sua primeira opção vai ser adquirir um Seguro Auto. Essa atitude é a garantia para a segurança que você precisa ao dirigir na cidade ou na estrada. Mas adquirir um Seguro Auto não basta, é preciso outros cuidados que também vão garantir a sua vida e de sua família.

De acordo com as mudanças que vão ocorrendo na sociedade, mudam as leis que regulamentam a condução de veículos, e elas existem para proteger e melhorar a vida do motorista, tais como a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e o controle do consumo de bebidas alcoólicas por parte dos condutores de veículos.

Segundo a Seguradora Líder, que paga o Seguro DPVAT, só no ano passado mais de 60 mil pessoas foram mortas e 52 mil tiveram invalidez permanente, em razão de acidentes que em grande parte foram causados por embriaguez. A fiscalização parece não estar dando conta de coibir a imprudência dos motoristas, apesar da Lei Seca.

Lei Seca

A chamada Lei Seca está em vigor desde dezembro de 2012, regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito no fim de janeiro de 2013. A partir dessa última versão da lei, a tolerância de porcentagem de álcool no sangue é praticamente zero. O motorista que apresentar 0,05 miligrama de álcool por litro de ar, medido pelo bafômetro, deverá pagar multa de R$ 1.915,30, além da apreensão do documento do carro e a habilitação. Em caso de reincidência, o valor da multa sobe para R$ 3.830,60 e o motorista fica suspenso da direção por um ano.

No caso do exame de sangue mostrar resultado igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou o teste do bafômetro registrar 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido, estará caracterizado um crime com pena prevista de seis meses a três anos, além do pagamento de multa, suspensão ou proibição da habilitação para direção.

De acordo com a nova Lei Seca, o testemunho de policiais ou cidadãos e também gravação de vídeos, que mostrem os sinais claros de alteração do comportamento por consumo de álcool, poderão ser usados para comprovar a embriaguez.

Pesquisas apontam o consumo de álcool como decisivo para os acidentes no trânsito

O Ministério da Saúde apresentou os resultados de sua pesquisa sobre o impacto do uso do álcool nos acidentes de trânsito, mostrando que 21% das ocorrências estão relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas.

As estatísticas oficiais registram que uma em cada cinco vítimas de acidente de trânsito que são atendidas nos hospitais do País estava sob efeito de bebida alcoólica. Esse fato traz grande impacto para os atendimentos de urgência e emergência do SUS (Sistema Único de Saúde).

O estudo foi realizado em 71 hospitais e foram ouvidas 47 mil pessoas, em todas as Capitais. Os casos de embriaguez mostraram a maior gravidade nas hospitalizações e na incidência de morte em decorrência do acidente. Essas informações devem servir para campanhas de conscientização de motoristas, passageiros e pedestres.

O movimento social Não Foi Acidente é uma reação popular ao que está acontecendo. Os integrantes afirmam que a Lei Seca de nada adianta e pedem a mudança das leis de trânsito, que são muito permissivas. O movimento Não Foi Acidente pede mais educação no trânsito e campanhas de conscientização, eliminação de limite para a concentração de álcool no sangue e aumento das penas para 5 a 9 anos de reclusão aos infratores.

Parte do pressuposto que aquele que dirige alcoolizado conhece o risco a que expõe a vida de terceiros e a própria e é sempre responsável pelo que provoca.

Sinal vermelho para quem bebe e dirige

Apesar de parecer óbvio que o uso do álcool afeta os motoristas, o que leva à enorme taxa de acidentes fatais, persistem dúvidas sobre os efeitos no organismo e os riscos reais para quem bebe e assume a direção de um veículo.

Estudos científicos demonstram que muito antes que os sinais físicos da embriaguez comecem a aparecer, o cérebro já está sob seus efeitos, com a diminuição da destreza e das habilidades necessárias para a direção, comprometendo a tomada de decisões. Depois dos primeiros goles o álcool atua como estimulante, mas rapidamente o efeito passa para a inibição da capacidade de julgamento.

As alterações que ocorrem rapidamente afetam o tempo de reação e os reflexos, comprometendo a capacidade para dirigir o veículo. Com o aumento das doses, a bebida passa a causar sonolência e por fim a perda da consciência ao volante.

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Os estudos no Brasil e no exterior demonstraram que os motoristas alcoolizados, comparados aos motoristas sóbrios, estão mais propensos a dirigir em alta velocidade, não usar cinto de segurança e provocar colisões. Quanto maior a concentração de álcool no sangue, maior a velocidade média e maior é a gravidade dos ferimentos causados pelo acidente.

O que fazer para prevenir esses acidentes

A melhor forma de prevenção e a informação. Além da divulgação dos resultados das pesquisas científicas, precisamos de novas alternativas para ações e campanhas de conscientização, para esse grave problema, que não é apenas brasileiro, mas mundial. A diferença é que em muitos países as leis são bem mais rigorosas e a fiscalização é mais eficiente.

Todos devem saber algumas informações muito importantes:

  • O álcool é uma substância facilmente absorvida pelo organismo. Depois de ingerido na bebida chega aos principais órgãos vitais do corpo, entre eles o cérebro.
  • O álcool altera a comunicação entre os neurônios, diminuindo os reflexos. As áreas mais afetadas do cérebro são o córtex frontal (responsável pela coordenação motora) e o cerebelo (responsável pela leitura espacial e equilíbrio).
  • A pessoa que bebe, perde a capacidade de resposta motora e espacial, aptidões essenciais para conduzir um veículo.
  • Um teste simples de equilíbrio pode mostrar se o seu cérebro foi afetado pelo álcool. Além do bafômetro há o teste do 4, famoso até nas marchinhas de carnaval. Se uma pessoal ingeriu álcool além da conta não conseguirá andar sobre uma linha reta estendida no chão e não conseguira fazer o número 4 com as pernas. Esse teste simples é o suficiente para que um cidadão americano seja punido por embriaguez se estiver dirigindo.
  • Em países como a França, Alemanha, Itália e Japão os índices de morte no trânsito caíram nos últimos 10 anos, depois que leis severas e fiscalização rigorosa foram colocadas em prática. Além disso, um trabalho de educação foi posto em prática em toda a sociedade, incluindo as crianças nas escolas.
  • Faz parte da cidadania a tarefa de nos tornarmos educadores para que deixemos de conviver com as notícias de famílias destruídas por causa do álcool e acidentes no trânsito.

Comentários

Dicas sobre a sinalização de placas para evitar multas nas estradas - multas.PT - 16 de Fevereiro de 2015 às 21:15

[…] Mais uma questão de bom senso – ainda que reforçada pelo rigor da lei – do que pela legislação, não se permite dirigir embriagado nas estradas. É sempre bom frisar que “bebida e direção são uma mistura fatal”. […]

Magnus Sanna - 17 de junho de 2014 às 04:23

Boa noite, Regina!

Excelente artigo. Sou corretor de seguros em Conselheiro Lafaiete-MG e estou colocando um novo site de minha corretora no ar por esses dias. Posso colocar um link para seu artigo?

Parabéns.

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