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Mercado de seguro de carro para 2016

Em 2016 é possível esperar um crescimento para o setor de seguros em geral e o de carros não está fora dessa.

Nos últimos 10 anos o setor de seguros vem acumulando uma crescente devido aos incentivos que tem recebido do governo e como consequência tem contribuído para o sistema financeiros gerando liquidez e reduzindo os custos das transações. Porém em 2015 por conta da crise esse cenário começou a mudar e o setor de seguros automotivos apresentou um crescimento abaixo da média dos últimos anos já no primeiro semestre.

Para se ter uma ideia do setor de seguros em geral é possível analisar o gráfico abaixo que agrupa seguros, previdência e capitalização.

Mercado de seguro de carro para 2016

As receitas do setor também cresceram ano a ano, sendo que permaneceu estável apenas em 2001 e 2002 e a partir dessa data apresentou crescimento constante.

Por conta dessa crescente do setor também se observou um pagamento maior de prêmios, isso significa que as pessoas realmente passaram a utilizar o seguro que adquiriram e que esse serviço é necessário.

Na hora de analisar os prêmios pagos pelas seguradoras presentes no mercado é possível observar que a maior parte está concentrado nas 10 maiores empresas. Isso é resultado de inúmeros processos de fusões e incorporações que ocorreram principalmente a partir de 2006.

Apesar de haver algumas variações de acordo com o período elas não chegam a ser tão discrepantes o que confirma a tendência.

O pagamento de prêmios de acordo com cada segmento do setor de seguros também já passou por mudanças. O setor de seguros altos já foi o maior responsável por esses pagamentos em 2003, com o passar do tempo sua participação diminuiu, mas mesmo assim continua a ter uma parcela significativa.

 

Mesmo a porcentagem de prêmio do seguro auto tendo diminuído em relação ao demais, hoje 70% das coberturas visam repor o carro e não danos causados a terceiros, e esse pode ser um dos motivos de percentuais tão elevados. Esses números poderiam ser bem maiores se a quantidade de veículos segurados, fosse maior uma vez que atualmente somente 30% dos veículos em circulação possuem esse tipo de serviço.

Mas isso não parece ser um problema, isso porque as vendas atingiram R$ 16,1 bilhão apenas no primeiro semestre, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior.

O que deve ocorrer em 2016

Apesar dos números positivos no setor nos últimos anos 2016 promete ser mais desafiador por conta da crise. Como consequência se espera um aumento na sinistralidade, mas uma desaceleração dos prêmios. As seguradoras que quiserem se manter competitivas podem precisar reduzir as margens de lucro para conseguir manter e conquistar novos clientes.

O resultado disso é um diminuição do crescimento do setor, e o crescimento previsto para o setor de seguros em geral que era de 13,2% já foi recalculado para 11,4%. O principal responsável por puxar esses números para baixo foi o seguro saúde que foi bastante afetado por conta da crise econômica e também pela Lava Jato que resultou em diversas demissões.

Já o setor de seguros pode comemorar, mesmo que modesta é esperado um crescimento de 3,9% para 2016. Em relação ao ano anterior era esperado um crescimento de 3,5%, isso prova que o mercado ainda tem bastante a expandir.

Os produtos securitários ganharam bastante relevância e são uma grande aposta de diversas empresas como a empresa de rastreamento e monitoramento Ituran. Nesse caso o segurado adquire um rastreador e tem a opção de adquirir um seguro securitário mais simples, assim o cliente pode ter um seguro com um custo acessível. Para 2016 a empresa espera um crescimento de 30%, bem acima do que é previsto para o setor.

Outra grande aposta das seguradoras está sendo o seguro popular que é utiliza peças usadas para a reposição nos veículos. Com isso será possível conquistar pessoas que até então não possuíam um seguro, sendo que no Brasil cerca de 51,9 milhões de veículos com mais de anos de uso não possuem seguro.

Para que as peças possam ser utilizadas será preciso que sejam cadastradas de acordo com a lei e isso deve baratear o valor do seguro e se seguir o exemplo da Argentina também reduzir a sinistralidade.

As seguradoras também devem passar por mudanças em 2016 com aquisições e vendas de carteiras. Já no primeiros trimestre se espera a formação de uma join venture entre a Bradesco seguros e um parceiro internacional. A HDI vai perder o balcão do HSBC por conta da venda do banco e a venda da carteira de seguro de vida do Itaú Unibanco também deve ser vendida.

Já a Caixa Seguridade e IRB Brasil Re planejam colocar ações na bolsa brasileira, porém até o momento tudo está sendo mantido em sigilo.

Um futuro mais distante

Apesar de 2016 ainda ter projeções positivas as seguradoras precisam começar a pensar no futuro, isso porque a tecnóloga pode revolucionar esse mercado. Em poucos anos já está previsto para circular o carro sem motorista o que deve diminuir significativamente o número de acidentes e também de roubos uma vez que os carros não mais precisarão ficar estacionados nas ruas.

Os carros compartilhados também devem se tornar outra realidade e nesse caso como seriam feitas as apólices se não será possível traçar o perfil do motorista? Essas são questões que precisam ser discutidas já que a tendência é que a forma de dirigir e ter um carro como conhecemos hoje tende a se transformar e passar por grandes mudanças. E as seguradoras, qual seria o seu papel nesse novo cenário?

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