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Num mercado de automóveis em crise, carros premium vendem mais do que nunca!

Num mercado de automóveis em crise, carros premium vendem mais do que nunca!Em 2015, o Brasil caiu da quarta para a sétima posição no ranking internacional de venda de automóveis, mas segmento de carros de luxo não vê crise.

Segundo a Jato Dynamics, que publicou dados de pesquisa relativos a 2014, o Brasil detinha a quarta colocação entre os maiores mercados do mundo em venda de carros, acima mesmo do mercado da Alemanha.

Mas, em 2015, a posição brasileira caiu para o sétimo lugar, nesta ordem, de acordo com o número de novos emplacamentos:

1) China: 22.358.140 emplacamentos (+6,44%)*
2) Estados Unidos: 17.469.043 (+5,75%)
3) Japão: 4.975.791 (-9,46%)
4) Alemanha: 3.439.767 (+5,47%)
5) Índia: 3.060.671 (+4,81%)
6) Grã-Bretanha: 3.005.333 (+7,41%)
7) Brasil: 2.476.981 (-25,59%)
8) França: 2.294.265 (+5,96%)
9) Canadá: 1.901.025 (+2,59%)
10) Coreia do Sul: 1.799.813 (+10,91%)

Considerando automóveis e veículos leves, incluindo picapes e furgões, foram emplacados  2.476.981 veículos no Brasil em 2015, registrando-se uma queda de 25,5% em relação a 2014.

O Brasil não foi o único país entre os 20 maiores produtores do mundo, a registrar queda na venda de automóveis. O mesmo aconteceu com o Japão, com uma queda de 9,46%, mas que continua em terceiro lugar. A Rússia registrou uma queda de 35,68%, passando da oitava posição para o 12º. lugar.

A China é líder na venda de veículos

Pela segunda vez consecutiva, a China manteve-se como o maior mercado de veículos do mundo, com alta de 6,44%, considerando os emplacamentos de carros. O crescimento econômico da China vem possibilitando que seus cidadãos tenham acesso ao carro próprio, fato impensável até algumas décadas atrás.

O segundo mercado do mundo continua sendo o americano, com aumento de 5,75% nas vendas.

A Volkswagen é a marca que mais vende no mundo

Se considerarmos apenas os automóveis e veículos leves, a campeã mundial de vendas é a Volkswagen, com 8,79 milhões de veículos, uma margem ligeiramente superior à Toyota, com 8,37 milhões. A General Motors ficou em terceiro lugar.

As demais marcas mais vendidas são Ford, Hyundai, Nissan, Honda, Fiat Chrysler (FCA), Peugeot Citroën (PSA) e Renault. Somente a FCA fechou 2015 com queda nas vendas, de 1,1%.

As marcas premium fazem sucesso

No Brasil, 2015, foi um ano de crise profunda para a indústria automobilística. Entretanto, as marcas “premium”, com carros de valor acima de R$100 mil, as vendas continuam sem serem abaladas. Entre elas, as marcas alemãs gigantes do mercado, Audi, Mercedes e BMW, tiveram vendas recordes no país. Em números absolutos as vendas não são representativas em relação ao total do mercado, mas em percentuais, o crescimento no mercado da Audi e da Mercedes foi de impressionantes 40% em comparação com o ano anterior.

A Audi e a Mercedes-Benz são as montadoras que no Brasil lideram o segmento de carros de luxo. Em 2015, ambas alcançaram a marca de 17,5 mil veículos vendidos cada uma.

Os bons resultados vêm sendo colhidos depois do lançamento de novos modelos, com preços competitivos, nova rede de concessionárias e excelente atendimento no pós-vendas, com revisões e assistência técnica eficiente. 

A BMW operava a mais tempo no mercado, com fabricação nacional já consolidada e apresentou crescimento menor, mas bastante expressivo, de 5,3%. No mercado de carros premium brasileiro a BMW está em terceiro lugar.

Já outras marcas do mesmo segmento apresentaram queda no número de emplacamentos, como é o caso da Land Rover, com queda de 17% e da Porsche, que diminuiu 3%. A sueca Volvo cresceu 22% e a Jaguar, 34%.

A Audi é campeã de vendas, com crescimento de 40%

A montadora registrou a maior participação no mercado de carros premium, com um total de 17.541 unidades vendidas e um crescimento de 40% em relação a 2014. Em número de unidades, o valor parece inexpressivo se comparado com as vendas dos carros populares, mas assim mesmo é notável.

audi

A Audi investiu mais de R$700 milhões no Brasil, na linha de produção, e R$200 milhões na ampliação da rede de concessionárias, que em 2013 era de 27 lojas e em 2015 passou para 49 revendedores autorizados.

Os preços

O modelo A3 Sedan da Audi começou a ser vendido a partir de R$97,9 mil, atraindo clientes em competição com o Toyota Corolla e o Honda Civic, que, com versões mais equipadas, tinham preço superior a R$100 mil. Assim, o crescimento aconteceu nos modelos mais baratos da marca. A Audi pretende continuar no mesmo ritmo de crescimento em 2016, apostando agora no modelo Q3.

Segundo especialistas, o crescimento das vendas premium, através dos modelos básicos da categoria, reflete a tendência do brasileiro a preferir a propriedade dos carros que conferem status, que demonstrem sua ascensão social, por ser o carro novo um símbolo de consumo. O crédito facilitado também contribuiu para que se tornasse um bem mais acessível, pois as vendas, em sua maioria, foram feitas através de opções de financiamento. Para os carros Mercedes, os financiamentos chegaram a 40% do total das vendas e na BMW a proporção foi de 25%.

Mercedes-Benz GLS

Além disso, a legislação beneficiou as empresas estrangeiras que investem para produzir os carros no Brasil. De outra forma, se fosse cobrado o imposto sobre carros importados, a grande expansão das vendas da Mercedes e da Audi seria impossível. A Mercedes-Benz, por exemplo, terá uma fábrica na cidade de Iracemápolis – SP, a partir do início de 2016.

Assistência técnica no pós-vendas é fator de sucesso das marcas

Com a produção no Brasil têm sido resolvido um problema antigo que afetava os carros importados, que é a manutenção e reposição de peças. Até algum tempo atrás, o proprietário do carro importado, no caso de um problema mecânico, precisava esperar meses por uma peça. Hoje as peças podem ser encontradas no Brasil, o que torna os clientes mais fiéis e confiantes na marca.

As marcas continuam apostando no mercado brasileiro

Para as fabricantes dos modelos premium, o Brasil continuará a ser um dos mercados importantes para suas metas de expansão. A Audi, por exemplo, quer chegar a 30 mil unidades vendidas até 2020 e a Mercedes-Benz planeja se tornar a líder mundial nesse segmento. As projeções calculam que o setor vai triplicar suas vendas até esse ano.

Os planos só devem esbarrar na volatilidade do dólar em relação ao real e nos 40% de imposto que os carros pagam no Brasil, o que diferencia muito o carro produzido no país e o mesmo carro produzido no exterior.

Apesar dos preços terem subido em janeiro, o que fez com que o A3 Sedan não fosse mais encontrado por menos de R$ 100 mil, as montadoras acreditam que nem os preços mais caros vão afetar o consumo dos brasileiros por esses modelos. A Audi e a Mercedes-Benz apostam num crescimento de vendas de mais de 10% em 2016, num mercado cada vez mais competitivo.

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