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O mercado pede e a hora é dos seminovos e usados

Carros seminovos estão nas vitrines das concessionárias de veículos, atendendo à demanda do consumidor

Segundo a Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) o público procura os carros usados para comprar veículos mais econômicos, com manutenção simples, sem que haja dificuldade na reposição de peças, confiando em marcas tradicionais.

Os carros que costumam ser campeões de vendas são conhecidos pelos que trabalham em grandes revendedoras, dentre os quais destacamos aqui os cinco mais vendidos:

  1. Gol – da Volkswagen

Desde o seu lançamento, o Gol é um dos carros mais vendidos no Brasil. Por representar a tradição da marca Volkswagen, reúne confiança e um apelo popular. Está no mercado desde 1980. Modelos de outras montadoras não conseguiram chegar ao mesmo nível de popularidade, porque o consumidor brasileiro confia muito nesse modelo.

  1. Novo Uno – da Fiat

Com design esportivo, tenta captar o consumidor jovem.

O Novo Uno vem se mostrando um carro confiável e principalmente, é mais barato do que os concorrentes. É um carro para deslocamentos diários a trabalho, é resistente e sua manutenção é mais barata. Entretanto, é preciso cuidado, porque também está em terceiro lugar na lista dos mais roubados do Brasil.

  1. Palio – da Fiat

Da mesma maneira que o Uno, o Fiat Palio também tem manutenção fácil. Seu estilo agrada, porque não deixou de ser um carro básico, mas agregou alguns itens, como direção hidráulica e ar condicionado. Tem mais opcionais do que o Gol, pelo mesmo preço.

  1. Corsa – da Chevrolet

Depois do Gol, Palio e Uno, o Corsa é um carro também muito procurado, por ter baixo custo, comparativamente com modelos mais sofisticados e sua manutenção não é cara. Seu design não foi atualizado como de seus concorrentes, mas é um carro que continua ocupando uma posição de destaque no mercado porque mantém um preço atraente e a mecânica não decepciona.

  1. Celta – da Chevrolet

Os revendedores garantem que o Celta é mais procurado quando se trata da compra do primeiro carro. A mecânica é praticamente a mesma do Corsa, mas o preço é mais baixo. Há 15 anos no mercado, o modelo não mudou, perdendo para a concorrência. Em junho de 2015 a imprensa anunciou que o Celta saiu de linha.

Neste momento de dificuldades econômicas, o setor automotivo vem registrando queda nas vendas. As concessionárias de veículos novos reduziram seu número em 5% até o mês de agosto, num total de 347 lojas a menos.

Como estratégia para fugir da crise, as concessionárias estão inovando, colocando à venda carros usados e seminovos em suas lojas, expostos juntamente com os novos.

O mercado de novos sofreu queda de 31,82% em setembro, em relação ao mesmo mês de 2014, com acumulado no ano de 21,73% de retração. A projeção para o final de 2015 é uma queda de 23%. Já a venda de usados cresceu 4,1% este ano e deve terminar 2015 com crescimento de 4,5%, segundo dados da Federação dos Revendedores de Carros Usados.

Esses dados explicam porque concessionárias como a Hyundai Caoa, no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), passaram a vender 40% de usados. Na Ford Forte, no mesmo bairro, as vendas de usados agora representam 45% do total. São indicadores que demonstram que o mercado está mantendo essa tendência.

O mercado pede e a hora é dos seminovos e usados

 

Na frente das lojas

Algumas concessionárias são proibidas de expor carros usados no interior das lojas, caso das lojas da Ford. Para exibir os seminovos estão agora usando o pátio externo e o estacionamento, quando forem veículos usados da própria marca da concessionária. Somente as lojas da Hyundai estão fazendo a exibição dentro do showroom. Já as da Fiat não sofrem restrição e os carros novos e usados compartilham o mesmo espaço.

Comportamento do consumidor

As restrições que foram impostas ao crédito, com juros altos e sem perspectivas de crescimento para 2016, estão levando o consumidor a buscar os seminovos na troca de carro. O seminovo é o automóvel cujo tempo de uso está entre um e três anos.

O mercado de usados registrou até agosto de 2015 um total de 8,8 milhões de veículos vendidos, o que, comparativamente à venda de 1,8 milhão de carros novos, representa uma preferência absoluta por parte dos consumidores. E a tendência provavelmente vai continuar em 2016.

Por que a opção de comprar o seminovo

Existe uma demanda de compra que, para evitar os altos preços dos carros zero, é canalizada para um usado mais novo.

Mesmo com as vendas em declínio, os preços dos carros novos subiram, entre 5% e 7% em 2015. Já o preço dos usados ficou estável. O que determina o valor de um usado seminovo é o seu estado de conservação, portanto, é possível encontrar no mercado dois carros da mesma marca e ano, com preços diferentes, o que possibilita que o consumidor encontre uma opção de acordo com seu orçamento.

O carro seminovo, com até dois anos de uso, muitas vezes ainda se encontra na garantia da fábrica, que hoje estão dando prazo de cinco e até seis anos de garantia. Além disso, há a garantia da loja, que oferece seis meses para o seminovo revisado.

Os carros usados são, em grande parte financiados, em cerca de 35%. Mas a maioria é paga a vista, ocasião em que o carro antigo entra como parte do pagamento e o comprador paga a diferença.

Para as concessionárias é vantagem vender seminovos também porque a margem de lucros está sendo maior, já que quando vendem os novos precisam oferecer descontos maiores para conseguir efetuar as vendas.

Com a crise, o consumidor está prolongando o uso do carro e adiando a troca. Aumentou a procura por carros mais econômicos e principalmente pelos veículos cujo preço é inferior a R$ 55.000.

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