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Recall, leve a sério ou seu carro pode atropelar você!

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Um veículo cujo modelo estava em “recall” causou a morte do ator Anton Yelchin. O astro da série “Star Trek”, de 27 anos, foi atropelado e esmagado pelo seu próprio carro, um Jeep Grand Cherokee.

Recall, leve a sério ou seu carro pode atropelar você!

Anton Yelchin, no dia 19 de maio, estacionou o veículo numa área inclinada, confiando no “modo estacionado” do carro, que se movimentou e atropelou o ator, contra um obstáculo de tijolos, em frente à sua casa em San Fernando Valley, perto de Los Angeles, EUA.

Esse modelo estava em recall pelo problema no “modo de estacionamento” automático, o que causou a morte do ator. Desde o final de abril de 2016 a Fiat Chrysler, dona da marca Jeep havia anunciado o recall, com a necessidade de retirar mais de um milhão de veículos do mercado. O defeito apresentado causou ferimentos em dezenas de pessoas, porque o carro continua em movimento após ter sido estacionado.

O recall dos modelos Jeep Grand Cherokee e o Chrysler 300 se estende ao mundo todo, inclusive os vendidos no Brasil, em que um total de 5.525, que foram notificados.

Recall, leve a sério ou seu carro pode atropelar você!

No dia 4 de maio, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) no Brasil havia anunciado o recall para os modelos Jeep Grand Cherokee, anos 2014 e 2015, além do Chrysler 300, anos 2012 e 2014.  A montadora afirmou, em comunicado, que fará uma atualização de software, para atualizar a programação eletrônica dos veículos. O reparo a ser feito impedirá que os motoristas saiam de seu veículo sem posicionar o câmbio na indicação “P” (Park). O que tem sido verificado é que o veículo pode movimentar-se, com risco de acidente, caso o motorista não acione o freio de estacionamento e coloque o câmbio na posição “P” enquanto o veículo está ligado.

Ou seja, o reparo será algo provisório, enquanto que fábrica nos Estados Unidos ainda está desenvolvendo uma solução para o problema. Os proprietários dos carros serão chamados para o conserto em uma das concessionárias Jeep ou Chrysler e enquanto o software não é atualizado deverão sempre posicionar o câmbio na função “P”, acionar o freio de estacionamento e desligar o motor.

Motorista brasileiro não atende ao recall de seu veículo

Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que monitora os recalls, a maioria dos veículos em recall em 2015 não passou por reparos até março de 2016.

O volume total dos veículos chamados de volta às concessionárias no ano passado foi de 2,82 milhões. Entretanto, de forma bastante surpreendente, até março de 2016 apenas 1,78 milhão foram reparados.

De um total de 110 recalls diferentes, abertos entre janeiro e dezembro de 2015, em 59 deles o número de veículos em que os reparos foram feitos é inferior a 50% do total envolvido. Em 28 recalls, o índice de atendimento foi inferior a 20%, sendo que as chamadas foram abertas há mais de seis meses. Esse dado demonstra que, em muitos casos, há falta de informação e mesmo desinteresse dos proprietários em atender ao chamado das montadoras, correndo muitas vezes sérios riscos por esse motivo.

Por obrigação legal, as montadoras e importadoras devem atualizar o número de atendimento a cada dois meses e em casos de descumprimento são multadas.

Se comparado com o índice mundial de atendimento de recalls que é da ordem de 60%, a resposta no Brasil é muito inferior e nos faz perguntar o motivo desse comportamento. Esse baixo índice de comparecimento não existe em lugar nenhum do mundo, de acordo com o DPDC.

A ausência dos proprietários ocorre mais em veículos de menor valor. Além disso, quando o veículo mudou de dono a resposta também é baixa. Sem contar os casos em que os proprietários comparecem à concessionária ao ser feito o recall, mas não há estoque de peças para fazer o reparo.

Ainda segundo o DPDC, uma comunicação mais eficiente poderia melhorar a resposta ao recall. Atualmente os avisos são veiculados em TV, rádio e jornais, mas esses canais poderiam ser ampliados.

Jeep Grand Cherokee nos Estados Unidos – cinco recalls em 2014

O Grand Cherokee teve cinco recalls nos Estados Unidos, feitos pela sua matriz, a Chrysler, no ano de 2014. O veículo  apresenta problemas de freio, aceleração não intencional e risco de incêndio na cabine.

O modelo que é topo de linha da marca americana foi chamado, no terceiro recall, no mês de setembro de 2014, por uma falha elétrica que impedia os motoristas de serem avisados que as lâmpadas indicadoras da parte traseira estavam falhando, o que poderia representar um perigo de acidente grave.

Mas esse é apenas um problema da longa lista de problemas do Grand Cherokee. Outras chamadas para retorno foram mais graves: impulsionadores de freio corroídos, que poderiam falhar, minimizando a capacidade de frenagem do veículo, sistemas de freio problemáticos, alongando a distância necessária para parar o veículo, sistema de controle de aceleração falho, com aceleração contínua e um perigo de incêndio ligado à fiação da iluminação.

Em 2013, o mesmo modelo teve dois recalls, para as luzes de lanterna deficientes, que não eram suficientemente brilhantes e uma falha elétrica potencialmente perigosa, que poderia impedir que os sistemas de freio e controle eletrônico de estabilidade trabalhassem.

Recall por problemas nos airbags – 100 milhões de veículos com um risco mortal

 Recall por problemas nos airbags – 100 milhões de veículos com um risco mortal

Veículos feitos por 14 fabricantes de automóveis diferentes entraram na lista de recall para substituir os airbags dianteiros do lado do condutor e do lado do passageiro. Airbags do fornecedor de peças Takata, em sua maioria instalados em carros modelo de 2002 a 2015, foram chamados nos Estados Unidos, por oferecerem risco potencial de explodir, ferindo ou mesmo matando os ocupantes do carro. Um desastre provocado por um dispositivo supostamente criado para salvar vidas.

O NHTSA (Administração Nacional da Segurança no Tráfego das Estradas, em inglês), que integra o Departamento de Transportes dos EUA, identificou que os airbags usam propelente à base de nitrato de amônio, sem um agente de secagem química. Com a umidade do ambiente, altas temperaturas e tempo de uso, essa condição pode inflar os airbags, que ao explodir envia estilhaços para o ocupante. Foram até agora 10 mortes e mais de 100 feridos devido a este problema, só nos Estados Unidos. Esses incidentes são trágicos, com fragmentos de metal que atingem o rosto e o pescoço do motorista. Em junho de 2015, o fabricante dos airbags, Takata, declarou que foram 88 rupturas, 67 do lado do motorista e 21 do lado do passageiro.

Atualmente esse recall está em mais de 100 milhões de veículos no mundo que possuem airbag inflável com necessidade de ser substituído antes de 2019.

O NHTSA entrou em acordo com os fabricantes de automóveis afetados para determinar um cronograma de implantação para o recall, priorizando os veículos de maior risco, começando por áreas de alta umidade.

Conclusão

Recall

Todos os recalls, por definição, estão preocupados com a segurança e devem ser tratada com seriedade. Recomenda-se que se agende o serviço sempre que se tem a informação do recall e assim que as peças estejam disponíveis, que seja feito o serviço.

É importante que os proprietários de carros mais velhos saibam que o tempo de uso do veículo é um fator chave para a maioria dos acidentes, principalmente as rupturas do airbag. Os reparos do recall devem ser feitos sempre em uma concessionária, nunca se deve procurar mecânicos independentes para executar esse serviço.

Apesar de alguns recalls que já foram realizados terem tido um custo bem alto para a indústria automobilística, eles certamente não serão os últimos. Todos os dias, os consumidores continuam a descobrir muitos problemas no processo de fabricação de automóveis, que forçam a indústria a sofrer ainda mais recalls e levantam a necessidade de campanhas por mais segurança. Portanto, dirija com cuidado por ai, porque você nunca sabe qual o próximo veículo a ser chamado por ser perigoso.


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