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Salão do Automóvel de São Paulo – memórias e novidades

O Salão do Automóvel de São Paulo tem 58 anos e completa sua 30ª. edição em 2018. Este é o maior salão de automóveis da América Latina, com uma mostra a cada dois anos.

A primeira exposição do Salão do Automóvel SP ocorreu em 1960, reunindo 12 fabricantes. O início foi no Parque do Ibirapuera, no chamado Pavilhão da Indústria e do Comércio. As montadoras da época de estreia eram a DKW-Vemag, Ford, General Motors, Willys Overland, Simca, FNM, Volkswagen, Romi-Isetta, Toyota, Scania Vabis, Mercedes-Benz e International Harvester. A International, Mercedes, FNM e Scania eram produtoras de ônibus e caminhões, que também eram apresentados nas primeiras edições da exposição.

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Imagem: DKW-Vemag

O primeiro Salão contou com 400 mil visitantes, com destaques de atração para o Fusca, o Simca Chambord e o Romi-Isetta. Até o ano de 1962, a exposição era anual e em 1970, na 7ª. edição o evento passou a ser sediado no Anhembi, que foi sua “casa” até 2014.

Em 1980, o Brasil vivia uma crise no mercado de automóveis, registrando uma queda de 40% na venda de veículos, o que motivou o cancelamento do Salão de Automóveis. Em 1983, a exposição foi destinada aos veículos a álcool, refletindo um momento em que o álcool estava sendo promovido pelo governo, como combustível alternativo à crise do petróleo. O público então começou a poder comprar os veículos, porque as montadoras deram lugar aos revendedores.

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Imagem: Simca Chambord

Uma nova crise aconteceu no setor em 1986, e as montadoras deixaram novamente de participar do Salão. Até então, o mercado brasileiro não era aberto a veículos importados, mas nesse ano a organização do evento resolveu importar 59 carros, como o Porsche 911 e a Ferrari 348. Na exposição seguinte, de 1988, o evento promoveu a novidade da injeção eletrônica.

A partir de 1990, os importados começaram a ser as estrelas da exposição, com abertura do mercado porá importadoras. No evento seguinte, as marcas como Mercedes-Benz, BMW e Jaguar fizeram grande sucesso e a partir daí o Salão passou um evento internacional.

Os carros importados chineses entraram com grande sucesso no país, a preços competitivos e foram expostos no salão de 2010. Marcas como Haima, Lifan, Brilliance, Chery, Chana, Hafei, JAC Motors e Effa Motors. Mas o governo decidiu conter esses importados com um aumento substancial no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Um modelo superesportivo brasileiro, o Voraz, fez parte da exposição de 2010, mas não foi lançado oficialmente.

No evento de 2012, foi a vez de promover o Gol, da Volkswagen, renovado. A celebridade que ajudou a promoção foi Neymar, que chegou dirigindo o carro, mas, no entanto, saiu dirigindo um outro modelo, um Audi R8. Dois anos depois, em 2014, o Salão deixou de ser realizado no Anhembi. Em sua última edição, o público que compareceu foi recorde, de 756 mil visitantes.

A partir de 2016, o Salão passou a ser realizado no São Paulo Expo. A última exposição teve 500 carros, oferecendo a possibilidade de test-driver para vários modelos. Esse é o local do evento em 2018, um espaço moderno, que conta com ar-condicionado, atendendo a uma queixa constante que era feita ao Anhembi.

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Imagem: São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes.

No Salão de 2018, estiveram presentes os fabricantes: Chevrolet, Chery, BMW, Audi, Dodge, Fiat, Ferrari, Honda, Ford, Jeep, Hyundai, Lamborghini, Lifan, Lexus, Kia, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Maserati, Porsche, Nissan, Subaru, Rolls-Royce, Toyota, Suzuki, Subaru, Troller e Volkswagen.

O Salão do Automóvel 2018

Os grandes destaques do Salão de São Paulo deste ano foram os carros elétricos. Além disso, foram mostrados o novo conceito de SUV da Fiat, o Fastback e uma picape da Volkswagen, a Torok. A Fiat era a única entre as que mais vendidas no Brasil que ainda estava fora do nicho mais cobiçado do mercado, o dos SUVs.

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Imagem: Chevrolet Bolt

No seu primeiro dia o Salão de SP 2018 destacou os carros elétricos em uma apresentação reservada à imprensa. São três as marcas que anunciaram carros elétricos “populares”, com preços considerados “acessíveis”. São eles o Nissan Leaf, o Renault Zoe e o Chevrolet Bolt. Será o final de uma espera de três anos para que esse tipo de elétrico chegasse ao Brasil. Não são modelos luxuosos, mas o preço será superior a R$ 140 mil, para os brasileiros.

A Nissan anteriormente antecipou lançamentos da marca no Salão do Automóvel, como os modelos Frontier, Kicks e Versa. Para 2019, está confirmado o seu elétrico Leaf, que é o grande destaque desse estande. Esse é um carro 100% elétrico e é o mais vendido em todo o mundo. O preço de pré-venda no Brasil é de R$ 178,4 mil, superior ao do Chevrolet Bolt, que foi anunciado no evento por R$ 175 mil.

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Imagem: Nissan Leaf

O elétrico da Renault foi anunciado no dia 6 de novembro, no Salão SP. O preço do modelo na pré-venda era de R$ 149 mil.

Outras promessas de elétricos

O carro elétrico da Kia, uma versão do Soul, chegará ao país no ano que vem, mas o preço ainda não foi revelado. Em uma faixa considerada de luxo, a Audi iniciará a venda do E-tron, a partir de 2019 no Brasil. É o primeiro veículo desse tipo, com fabricação dessa montadora, que pertence ao grupo Volkswagen. A Mercedes-Benz exibiu também o seu elétrico, futuro rival do E-tron, o EQ Concept, primeiro modelo da montadora na linha dos “verdes”.

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Imagem: Chevrolet Tarok

Novas picapes

O segmento chamado de “picapes médias médias” começou a ser apresentado em 2015 pela Renault, com o seu modelo Oroch, que se encaixa entre as picapes compactas, como a Fiat Strada e a Chevrolet S10. Depois disso, a Fiat lançou a Toro, que é líder dessa nova categoria. Na disputa, está entrando a Volkswagen, com o conceito da nova Tarok.

Marcas asiáticas

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Imagem: Suzuki Jimny

A Suzuki confirmou o lançamento da nova geração do seu Jimny. Será um modelo que irá conviver com a versão atual, que já é produzida no Brasil, em Catalão (GO). O novo carro terá o nome Sierra, e chegará no segundo semestre. O motor será 1.5, com câmbio manual ou automático. O preço ficara 20% maior do que o atual.

Outra novidade apresentada é o Tiggo 7, rival para o Jeep Compass, que chega às lojas em janeiro de 2019, com motor turbo e que também será produzido em Catalão (GO). O sedã Arrizo 5 foi apresentado em versão manual custará R$ 65.990, enquanto a versão automática terá o preço de R$ 72.990, com vendas a partir de novembro, nas concessionárias da marca.

A Mitsubishi apresentou o seu novo Pajero Sport. Ele chega no primeiro semestre de 2019, com motor diesel 2.4, de 190 cv e tração 4×4. Terá versão única, com preço de  R$ 259.990, mais caro do que o anterior, Pajero Full.

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