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O setor de seguros está entre os que se mantém forte durante a crise financeira

O setor de seguros está entre os que se mantém forte durante a crise financeiraO cenário de pleno emprego no mercado de trabalho brasileiro parece ter acabado. Quais as perspectivas para quem procura emprego?

Quem quer mudar de emprego ou está desempregado precisa saber o que esperar do mercado em um momento de crise.

O desemprego tem aumentado no Brasil, com um desarranjo do mercado de trabalho, o que traduz uma economia fraca, com a alta da inflação e aperto monetário. Essa conjuntura atual dificulta a abertura de novos postos de trabalho e com uma queda nos índices de ocupação.

 

Em setembro o desemprego no país alcançou o índice de 7,6%, a mesma taxa registrada em agosto deste ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse índice é o maior para esse período, desde 2009, quando era de 7,7%.

Ainda segundo o IBGE, o aumento da taxa média de desocupação, registrado de janeiro a setembro de 2015, comparado com a média de 2014, foi de 36,4%, o que representa um índice bastante elevado.

Queda na renda média

Tanto os trabalhadores por conta própria, quanto os empregados com carteira assinada perceberam uma queda no seu rendimento médio real. O rendimento médio em setembro de 2015 foi de R$ 2.179,80, com uma queda de 4,4% em relação a 2014.

Em maio deste ano, o rendimento médio era de R$ 2.117,10, enquanto que no ano passado era de R$ 2.229,28.

O cenário do mercado de trabalho mudou. Nos grandes centros urbanos, nos últimos anos, os profissionais mudavam rapidamente de emprego, atraídos por melhores salários e condições de trabalho. Eram comuns as queixas de empresários quanto à rotatividade dos trabalhadores, que forçava as empresas a oferecer sempre maiores benefícios.

No entanto, com a crise financeira, algumas empresas estão demitindo, o que leva a uma maior competição pelos postos de trabalho disponíveis. Oportunidades também demoram mais para surgir. 

A Pesquisa Mensal do Emprego (PME), publicada pelo IBGE informa que nos últimos meses o setor que mais cresceu, em termos de vagas e salários, foi o de serviços domésticos. A ocupação de empregada doméstica, que não exige especialização e oferece baixa remuneração, parece estar se tornando uma alternativa para pessoas que desejam voltar a trabalhar.

Entretanto, não é verdade que as boas oportunidades desapareceram. Isto porque, há setores da economia que são mais fortes frente à crise, adaptando-se mais facilmente e até criando empregos, mesmo que num ritmo mais lento. As empresas que se reestruturam financeiramente também precisam de novos profissionais especializados.

Segundo consultores das grandes agências de emprego no Brasil, o que existe é a procura por profissionais polivalentes, criativos e flexíveis e que conseguem ter um bom desempenho no contexto de crise.

O setor exportador tem boas perspectivas de crescimento, com a alta do dólar. Também o setor da saúde está em expansão, por causa do aumento da demanda pelos serviços médicos, que cresce com o envelhecimento da população.

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São estas as áreas de atuação que têm mostrado resistência frente à crise econômica e ainda oferecem boas oportunidades profissionais: 

  1. Tecnologia

É a área que continua oferecendo o maior número de empregos, para trabalho em sites de internet, empresas de tecnologia e startups. Os salários são atraentes e a área mostra dinamismo para contratações, principalmente de desenvolvedores. 

  1. Saúde

A área da saúde mantém contratações mesmo durante a crise, pois é um setor em que as famílias preferem não fazer cortes, mesmo quando precisam economizar. Um maior acesso aos planos de saúde privados estimulam as boas perspectivas para o setor. O segmento da saúde representa 10% do PIB e vem atraindo investimentos, incluindo capital externo, que já pode participar desse mercado. A médio e longo prazo é um setor que deve continuar crescendo.

O setor de seguros está entre os que se mantém forte durante a crise financeira

 

  1. Seguros e setor financeiro

O segmento de seguros está, em grande parte, ligado aos bancos e resistem à crise econômica. Mesmo com um aumento da inadimplência é possível continuar a manter a atividade com sucesso. A única ameaça, segundo especialistas, é o impacto no mercado causado pela situação das empresas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato.

No atual cenário de crise econômica no Brasil, o mercado de seguros de vida e outras modalidades, tais como seguros de automóvel, cresceu durante o ano de 2015. De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o total pago pela contratação de seguros de vida no primeiro semestre foi de R$ 6 bilhões, o que significou uma alta de 12,99% em relação a 2014. São dados que demonstram a consolidação do setor de seguros no Brasil.

Alguns impactos no setor têm sido sentidos com os seguros para planos corporativos, em função da diminuição do quadro de funcionários de algumas empresas.

Os profissionais que trabalham com seguros precisam ter um entendimento amplo dos negócios, sabendo reduzir custos, mas também ampliar as vendas.

No setor bancário, há uma demanda pelos profissionais de controladoria, governança e especialistas na interface com o público, gerindo regras de transparência, o que foi criado pela necessidade de resposta aos escândalos recentemente constatados. Entretanto, a competição por vagas no setor bancário aumentou após a saída do HSBC do Brasil. 

  1. Educação

O mercado de trabalho no setor de Educação mostra sempre grande dinamismo, mesmo durante crises econômicas e apesar de cortes de programas governamentais.

O segmento da educação atrai investimentos por exigir aportes financeiros iniciais baixos se comparado com outros setores. As perspectivas de longo prazo são de crescimento, mantendo a geração de vagas para funções acadêmicas e também atividades administrativas.

  1. Vendas

Os bons profissionais de vendas são muito procurados em momentos de crise, são eles que podem mudar a situação de uma empresa. Em todos os segmentos há demanda por bons vendedores, que tragam resultados positivos. Mesmo entre empresas que enxugam o quadro de pessoal, há uma certa restrição em cortar o pessoal de vendas ou diminuir contratações, o que pode afetar diretamente a situação dos negócios.

  1. Agronegócios

O agronegócio deve continuar a ter um papel preponderante na economia brasileira, acima de outros setores da economia. Os segmentos que mais estão em expansão são os da carne e os produtos florestais.

Com a alta do dólar, há um efeito benéfico para as exportações, que são pagas em dólares. O resultado é, portanto, positivo para o agronegócio.

Existem diferenças setoriais, mas os especialistas reconhecem que as empresas que mais sofrem impactos com a crise econômica e seus efeitos no quadro de pessoal são as de construção civil, montadoras de automóvel, indústria de transformação, empresas de subprodutos do petróleo, como gás. Outras, principalmente do setor de serviços, há mais resiliência, ou seja, a adaptação e resistência são maiores.

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