Seta Balao

COTE AQUI SEU SEGURO AUTO RAPIDINHO!

Qual é a marca do seu carro?

Contratação do seguro de garantia estendida e de proteção financeira

Contratação do seguro de garantia estendida e de proteção financeira A retração nas vendas afeta os seguros populares do comércio varejista.

Durante o período de expansão do crédito e das vendas, até o ano passado, os consumidores das classes C e D aderiram ao seguro da garantia estendida e a prestamista, ou de proteção financeira. No entanto, com a retração nas vendas em 2015, a contratação vem se reduzindo. A expectativas para os próximos meses é de que seu crescimento fique bem abaixo dos anos anteriores.

O que é a garantia estendida

A garantia estendida é a extensão do período normal de garantia de um produto, que a loja oferece para um bem durável. O valor costuma ser aproximadamente de 11% a 15% do preço final do produto. A contratação pode estender o prazo do seguro por até 2 anos.

No primeiro trimestre de 2015 houve uma queda de 6,9% na contratação dos prêmios desse seguro, segundo a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).

A venda de seguros populares segue a tendência do consumo em momentos de crise econômica. Na hora de definir prioridades, provavelmente o consumidor prefere não abrir mão de benefícios como a escola particular dos filhos e a TV por assinatura. O seguro passa a ser considerado um bem supérfluo.

Já o seguro prestamista é aquele que é oferecido nas compras parceladas no comércio varejista e que garantem a quitação da dívida nos casos de morte, invalidez temporária, invalidez permanente e desemprego. Esse seguro costuma ser contratado pelas classes C e D, com valores mensais em média de R$8, e é oferecido não apenas por lojas, mas também por concessionárias de veículos e em financiamentos da casa própria.

Seguro popular pode ganhar força

Para as corretoras de seguros, mesmo em tempos de baixa atividade econômica, a venda dos seguros populares pode ser bem rentável. A rede de corretoras de seguros vem se expandindo ano a ano. O seguro prestamista é adquirido pelos chefes de família que se preocupam em não deixar dívidas para seus familiares, caso ocorra algum sinistro. Além disso, a taxa de desemprego vem crescendo em decorrência dos ajustes adotados na política econômica, o que reforça a tendência de contratação desse seguro. Somente em 2015, as indenizações por desemprego aumentaram 30%.

Algumas empresas de seguros optaram por alternativas além da venda no balcão de grandes lojas populares. É o caso, por exemplo, da Porto Seguro, que atua em parceria com a rede brasileira de vestuário Renner e com financiamento de veículos. Outra operadora, a Yasuda Marítima, que tem sua atuação maciça com seguros para consórcios e condomínios residenciais, com um seguro que quita até 12 parcelas da taxa de condomínio no caso de falecimento. Entretanto, a companhia não pretende entrar no comércio varejista.

Entenda mais sobre o seguro popular

O seguro popular foi planejado para atender um público com baixa renda, que recebe até R$1.200 mensais. Entretanto, segundo especialistas do BB e da Mapfre, o seguro não está conseguindo atingir mais amplamente as classes populares, que passaram a consumir e contam com outras alternativas de apoio em situações de emergência, como ajuda por parte da família e do poder público.

O produto fez sucesso na China e Índia, entre as populações mais carentes, com  renda média abaixo da brasileira. Algumas redes varejistas conseguem sucesso com sua própria atuação vendendo coberturas básicas aos seus clientes, como cobertura por morte acidental e acidentes pessoais. Conforme o perfil da loja, são oferecidas outras coberturas, como, por exemplo, assistência odontológica. Em lojas de material de construção são vendidas coberturas para danos em residências. Em algumas lojas de informática existem coberturas para danos elétricos nos equipamentos vendidos.

O melhor desempenho vem sendo obtido pelo BB e a Mapfre, que adotaram a estratégia de venda do produto através de canais que tem um contato mais direto com seu público-alvo, como é o caso das agências bancárias, onde se vendem pequenos seguros.

Um outro fator que impede a expansão maior dos seguros populares são as pequenas comissões pagas as corretores, que são proporcionais aos pequenos valores dos prêmios desse tipo de seguros. Para vender mais seriam necessários maiores investimentos junto ao público do comércio varejista, mas na atual conjuntura econômica essa possibilidade não está animando as seguradoras.

A realidade brasileira parece oferecer desafios para os planejadores, que não contavam com a especificidade do Brasil, quando se refere ao seguro popular, de garantia estendida ou prestamista. Apesar de fazer sucesso em outros países, o seguro popular não conquistou o público brasileiro. Na classe de baixa renda, o consumidor prefere economizar o dinheiro do seguro e espera contar com outras alternativas para contornar eventualidades futuras. Seria esse mais uma característica do “jeitinho brasileiro” para enfrentar imprevistos?

Artigo: Seguro popular perde fôlego com a crise – Guilherme Meirelles – Revista Valor Econômico, edição especial, Maio de 2015 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *