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Manutenção preventiva de carros, vale a pena, é economia

A troca periódica dos componentes de um veículo é recomendação das montadoras e especialistas. O motorista deve estar atento e conhecer a vida útil das peças para providenciar a substituição no prazo correto.

Não importa a marca ou modelo, a manutenção preventiva é importante para todos os veículos, quer sejam carros ou motos. As falhas na manutenção costumam provocar problemas mecânicos caros, além de acidentes. Eles precisam ser mantidos em boas condições e para isso precisamos saber quais são os itens de manutenção preventiva obrigatória. Além disso, escapamos de sermos enganados por mecânicos e oficinas desonestas.

Especialistas do setor foram consultados e falaram sobre as trocas e o tempo médio entre elas. Abaixo você pode consultar o calendário para trocas obrigatórias e inspeção periódica.

Manutenção preventiva de carros, vale a pena, é economia

Imagem: Getty

Quais são os itens de troca obrigatória

São os componentes que tem hora certa para serem trocados:

Alinhamento dos pneus 10 a 20 mil km
Correia dentada 40 mil a 100 mil km, em média 60 mil km
Correia do compressor do ar-condicionado Com a correia dentada
Correia do alternador Com a correia dentada
Correia da bomba d’água poly-v Com a correia dentada
Filtro de combustível 20 mil km
Filtro de óleo Na troca de óleo
Filtro de ar Na troca de óleo
Filtro de cabine antipólen Anual
Fluído das transmissões ou câmbio 60 a 100 mil km ou 2 a 4 anos
Óleo de freio Seis meses a um ano
Limpeza do ar condicionado Anual
Líquido de arrefecimento A cada dois anos
Limpeza do sistema de arrefecimento Na troca do líquido de arrefecimento
Óleo lubrificante A cada 5 mil km, 10 mil km – pode variar
Pneus A cada 5 anos
Velas Podem variar de 15 mil a 100 mil km

Obs.: O óleo lubrificante varia conforme o tipo, se mineral, sintético ou semi-sintético, e a durabilidade também varia em função do uso do veículo.

Itens para serem inspecionados e trocados se necessário

Componentes que precisam ser inspecionados e trocados se apresentarem desgaste ou perda de função. São eles:

Água do limpador de pára-brisa De acordo com o nível
Buzina Se for danificada em alagamentos
Cintos de segurança Se estiverem desgastados
Embreagem De acordo com o carro, manual ou automático
Estepe Calibrar a cada 2 meses
Fluído da direção hidráulica De acordo com o nível
Fluído do freio ou óleo do freio Medir o nível de contaminação
Limpadores de pára-brisa Conforme o desgaste das palhetas
Luzes Verificar faróis, lanternas, luz da cabine, luz das setas e luzes do painel
Pneus Conforme o desgaste dos sulcos
Sistema de carga Bateria – 2 anos
Sistema de freios Desgaste de pastilhas, discos, ou lona e tambor
Sistema de suspensão Desgaste de amortecedor, bandeja, pivô, articulações e molas

Alem destas indicações, é muito importante consultar o manual do seu carro. Nele estão as informações de manutenção e os produtos específicos que devem ser utilizados no seu carro. As indicações que são feitas por publicações especializadas ressaltam que os períodos de troca dependem dos diversos modelos. O que se procura recomendar representa uma media do tempo necessário. Os carros populares se encaixam dentro dessas indicações, já carros importados podem constituir exceções.

O calendário aqui indicado para manutenção preventiva serve de orientação geral, que deve ser completada pelas informações do manual do veículo, onde se encontra uma tabela completa e específica dos serviços necessários.

Faça a manutenção preventiva para evitar a corretiva

A manutenção preventiva é muito necessária. O motorista bem informado escapa de oficinas desonestas, que querem vender serviços desnecessários. Atualmente, a indústria automobilística segue a tendência de aumentar o período de troca dos componentes, para favorecer o consumidor. O óleo do motor, por exemplo, que antes tinha validade de 1.500 a 3.000 km, passou a 5.000 km e depois a 10.000 km. As concessionárias também aumentaram o tempo de garantia e o intervalo para que seja necessário fazer uma revisão no carro.

Na revisão regular são feitas várias checagens da manutenção preventiva, que já garantem que o veículo esteja em boas condições de funcionamento. A manutenção regular preventiva evita quebra dos componentes e reduz em muito a necessidade de manutenção corretiva, ou seja, o conserto ou a troca de peças de alto custo que se danificaram.

A manutenção corretiva é sempre mais cara que a manutenção preventiva. Por isso, dizemos que a manutenção preventiva é economia. Os itens de troca obrigatória são os fluídos e peças que tem tempo de validade, porque se degradam com o uso, como o óleo do motor e o filtro de ar. Portanto, sua substituição é obrigatória.

Os componentes de inspeção obrigatória têm durabilidade incerta, dependendo do uso, do cuidado do motorista e da qualidade do item. Sem a inspeção não é possível decidir trocar ou não. É o caso das palhetas dos limpadores de para-brisas, das pastilhas de freio ou das embreagens. Se não houver desgaste, não há necessidade de troca.

Calendário de manutenção preventiva

Segundo os especialistas, os períodos de troca variam de acordo com o modelo do carro e as características dos produtos usados. Alguns fatores podem diminuir ou aumentar o intervalo de troca dos componentes. Por exemplo, o uso do carro, que pode ser leve, quando o carro anda na estrada em percursos mais longos, ou uso severo, quando o carro é utilizado a maior parte do tempo na cidade, fica em engarrafamentos e faz percursos curtos, várias vezes ao dia.

O carro que roda a maior parte do tempo na cidade tem uso severo e isso faz com que seu óleo lubrificante e o filtro de ar durem menos tempo. O desgaste do motor com o uso nas grandes cidades também é maior. Os componentes também sofrem desgaste quando o combustível não é de boa qualidade. Gasolina ou álcool adulterados comprometem o motor e diminuem a durabilidade de peças de borracha e mangueiras, danificando o filtro de combustível, com a consequente contaminação do óleo lubrificante.

Regulagem de farol deve ser feita juntamente com alinhamento de pneus

Os faróis alinhados são imprescindíveis para a segurança no trânsito. Eles garantem a boa visibilidade e evitam acidentes. Faróis desregulados constitui infração de trânsito, passível de multa.

Segundo o diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Dirceu Alves, ao anoitecer a percepção visual do motorista cai em 50%. Nessas condições, se altera a avaliação de distância e velocidade. Quando o motorista não enxerga bem acontecem acidentes graves, que, em muitos casos, podem ser evitados com a regulagem do farol.

Em 2017, das 19hs às 6hs, período em que são necessários os faróis, foram registrados 31 mil acidentes, pela Polícia Federal, nos quais 3.000 pessoas perderam a vida.

A regulagem de farol pode salvar o motorista

Um fator complicador presente nos acidentes de trânsito que ocorrem à noite é o ofuscamento da visão do motorista. O fato é que a visão leva aproximadamente quatro segundos para se normalizar depois de cruzar o foco de luz de um farol desregulado. Essa é uma reação da pupila, que se contrai para reduzir a quantidade de luz que atinge o olho. Se o carro estiver a 100 km/h, em quatro segundos o carro cruzaria a distância de 80 a 120 metros, o suficiente para provocar um acidente grave.

A regulagem do farol, com especial cuidado para o uso da luz alta é imprescindível não apenas para você que dirige o carro, mas para os demais motoristas que cruzam com você na estrada.

A regulagem dos faróis deve acompanhar o alinhamento dos pneus ou quando for necessária a substituição de uma lâmpada. Também se o carro tiver alterada a suspensão ou quando faz uma viagem com muito peso, as luzes precisam ser alinhadas.

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Foto de Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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