dcsimg

Mortes devido ao uso de álcool: penas insuficientes X estatísticas

Todo motorista sabe que direção e bebida alcoólica não combinam, porém, mesmo assim, muitos se arriscam dirigindo após beber. Em muitos casos, acham que beberam pouco e que não haverá nenhum problema, porém, as estatísticas apontam outra direção.

Esse ato causa riscos não apenas para quem dirige, quem está no carro como passageiros, pedestres e até mesmo pessoas em outros veículos podem acabar em um acidente de trânsito por conta dessa imprudência. Em alguns casos, os resultados são feridos leves, mas em situações mais graves, mortes são registradas.

Mas será que realmente existem motivos para se preocupar ou tudo não passa de exagero? As campanhas de conscientização e as leis contra a bebida e direção não foram criadas à toa, elas se baseiam nas estatísticas de trânsito.

Mortes devido ao uso de álcool: penas insuficientes X estatísticas

 

Como andam as estatísticas

A Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) observou mais de 5.000 pacientes em um estudo sobre álcool e direção e pôde chegar à conclusão que a bebida aumenta em até 140 vezes o risco de morte em acidentes. Isso demonstra que a ingestão da bebida provoca um grande risco.

Para se ter uma ideia, cada percentual de álcool no sangue pode provocar diferentes efeitos e, quanto maiores ele forem, mais a situação vai se agravando. Entenda um pouco melhor.

0,02%

  • Funções visuais diminuídas;
  • Redução da capacidade de fazer duas coisas simultaneamente.

0,05%

  • Funções visuais diminuídas;
  • Diminuição da capacidade de fazer duas coisas simultaneamente.

0,08%

  • Redução da concentração;
  • Perda de memória de curto prazo;
  • Descontrole da velocidade;
  • Diminuição da capacidade de processar informações;
  • Redução da percepção.

0,10%

  • Diminuição da capacidade de ficar na mesma pista da estrada e parar corretamente.

0,15%

  • Incapacidade substancial para controlar o veículo, prestar atenção às funções de direção e processar informação visual e auditiva.

Mesmo com essas perdas das capacidades, a Dados da Pesquisa Nacional de Saúde constatou que 1 em cada 4 brasileiros dirige após beber, sendo esse ato mais comum entre os homens do que entre as mulheres.

Isso faz com que o Brasil seja o 4º país com mais mortes no trânsito na América, fincando atrás apenas de Belize, Republica Dominicana e Venezuela. Isso representa um índice de 23,4 mortes para cada 100 mil habitantes.

Faça a cotação do seu seguro auto online!
Qual é a marca do seu carro?

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses números tendem a aumentar nos próximos anos e, em 2050, pode chegar a 1 milhão de mortes por ano no mundo, sendo que os países que mais contribuirão para esse índice são os menos desenvolvidos, incluindo o Brasil.

Com todos esses dados, os acidentes de trânsito provocados pelo consumo de álcool continuam a acontecer e, por conta disso, cada vez mais a legislação está mais severa.

A Lei seca

A Lei Seca foi criada em 2008, previa a aplicação de multa e até mesmo apreensão do veículo para quem fosse pego dirigindo com um percentual de álcool no sangue acima do permitido. Em 2012, passou por mudanças e a tolerância para a concentração de álcool passou a ser zero.

Como resultado se conseguiu uma diminuição no número de acidentes provocados por álcool nas estradas. Segundo o Ministério da Saúde, de 2013 para 2014, houve uma diminuição de 5% em relação ao número de mortes no trânsito. Apesar disso, ainda estamos distantes da média mundial e do planejado pelo Plano Nacional de Redução de Acidentes, de 2011.

Para que pudesse ser aplicada com mais rigor, a lei passou a aceitar provas como fotos, vídeos e testemunhas. O valor da multa para quem fosse pego dirigindo embriagado também sofreu aumento e passou a ser de R$ 1.915,40.

O Brasil é um dos poucos países do mundo que utiliza o teste do bafômetro para comprovar o uso de álcool, porém ele tem se mostrado bastante eficiente.

As punições

Quem for pego dirigindo embriagado vai sofrer as penalidades legais porque se assume um risco ao pegar ao volante sobre o efeito de álcool, mesmo que o motorista não cometa nenhum acidente.

As penalidades são:

  • Infração gravíssima de 7 pontos na carteira;
  • Multa no valor de R$ 1.915,40;
  • Suspensão da CNH por 12 meses;
  • Necessidade de realizar um curso de reciclagem em uma autoescola.

Se o infrator ainda causar acidente ou morte, terá outras penalidades:

  • 2 a 4 anos de prisão em casos de acidente com lesão corporal.
  • 4 a 8 anos de reclusão em regime fechado e suspensão ou proibição de dirigir em caso de acidente fatal.

Para muitos, essas penas ainda são consideradas leves devido aos riscos e danos que podem causar. O ideal seria que as pessoas não dirigem após beber, não colocando a sua vida e a dos outros em risco.

E você, o que acha das penas no Brasil para quem bebe e dirige? Acredita que poderiam ser mais severas e fiscalizadas de outra forma?

Leia mais artigos sobre:

Comentários

Sem comentários. Seja o primeiro a responder!

Postar um comentário