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18 razões para negativa do seguro auto

18 razões para negativa do seguro auto

Contratou um seguro auto e não quer ter nenhum problema? Então acompanhe este artigo e veja quais são as principais situações em que a seguradora pode negar a indenização do seguro!

18 razões para negativa do seguro auto

Contratar um seguro auto é uma excelente decisão para proteger seu veículo e evitar prejuízos inesperados. No entanto, muita gente acredita que estará coberta em qualquer situação — e não é bem assim.

Existem regras previstas na apólice que precisam ser seguidas. Quando essas condições não são cumpridas, a seguradora pode negar a indenização.

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No entanto, independente de contratar uma das seguradoras mais confiáveis do país, ou uma empresa nova no mercado, existem algumas regras para que a indenização do seguro seja paga.

Quando essas não são cumpridas, o segurado perde o direito a receber os valores.

Então, é preciso estar sempre atento, por exemplo, se você precisar de um carro reserva, mas seu contrato não possui esse benefício, a seguradora tem o direito de negá-lo.

Ler a apólice com cuidado, e assim não correr o risco de ter o seguro negado.

Quer conhecer quais são as situações mais comuns em que a empresa pode negar a indenização do seguro?

Então veja algumas delas.

Índice de Conteúdo

  1. Introdução
  2. Informações falsas ou incompletas
  3. Perfil do condutor incorreto
  4. Mudança de perfil não informada
  5. Dirigir sob efeito de álcool
  6. Veículo conduzido por pessoa não habilitada
  7. Atraso no pagamento do seguro
  8. Sinistro provocado intencionalmente
  9. Agravamento de risco
  10. Instalação de acessórios sem aviso
  11. Alterações estruturais no veículo
  12. Tentativa de fraude ou vantagem indevida
  13. Acidente com familiares próximos
  14. Danos causados por manobristas
  15. Tumultos e eventos públicos
  16. Dirigir na contramão
  17. Excesso de velocidade
  18. Falta de documentação
  19. Falta de cobertura contratada
  20. Quando a indenização é aprovada, como receber
  21. O que fazer se a seguradora não pagar
  22. FAQ – Dúvidas frequentes
  23. Conclusão

Informações falsas ou incompletas

Um dos motivos mais comuns para a negativa de indenização é o fornecimento de informações falsas ou incompletas no momento da contratação do seguro. Muitas pessoas, na tentativa de reduzir o valor da apólice, acabam omitindo dados ou alterando informações importantes, como o local onde o veículo pernoita, o uso diário (pessoal ou profissional) ou até quem realmente conduz o carro com maior frequência.

O que poucos sabem é que as seguradoras realizam análises detalhadas e, em caso de sinistro, podem investigar profundamente todas as informações fornecidas. Caso seja identificado que houve divergência entre o que foi declarado e a realidade, a empresa pode recusar o pagamento da indenização.

Além disso, essa prática pode ser considerada má-fé, o que prejudica ainda mais o segurado em possíveis negociações futuras. Vale lembrar que o cálculo do valor do seguro é baseado justamente nessas informações, pois elas definem o nível de risco envolvido.

Por isso, a melhor decisão é sempre ser transparente. Mesmo que o valor do seguro fique um pouco mais alto, você garante a tranquilidade de estar realmente protegido quando precisar. Informações corretas evitam dores de cabeça e asseguram que seus direitos sejam respeitados.

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Perfil do condutor incorreto

Outro fator extremamente relevante é o preenchimento correto do perfil do condutor principal. Informações como idade, tempo de habilitação, estado civil e até histórico de direção influenciam diretamente no valor e nas condições do seguro.

Mesmo que o erro não seja intencional, qualquer inconsistência pode gerar problemas no momento da indenização. Por exemplo, declarar que apenas uma pessoa experiente dirige o veículo, quando na prática ele também é utilizado por um condutor jovem, altera significativamente o risco analisado pela seguradora.

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Quando ocorre um sinistro, a empresa pode verificar quem estava dirigindo no momento do acidente. Se for constatado que o perfil informado não corresponde à realidade, a indenização pode ser negada. Isso acontece porque o contrato foi firmado com base em dados incorretos.

Muitas vezes, o segurado acredita que pequenas diferenças não farão impacto, mas para a seguradora, qualquer detalhe pode ser determinante na avaliação de risco. Por isso, é essencial revisar cuidadosamente todas as informações antes de finalizar a contratação.

Garantir que os dados estejam corretos não apenas evita problemas futuros, como também mantém a relação com a seguradora transparente e segura. Em caso de dúvidas, o ideal é sempre consultar um corretor antes de concluir o processo.

Mudança de perfil não informada

Durante a vigência do seguro, é comum que ocorram mudanças na vida do segurado. Alterações como troca de endereço, mudança de estado civil, novo local de trabalho ou até a inclusão de um novo condutor no veículo são situações que impactam diretamente o risco analisado pela seguradora.

O problema acontece quando essas mudanças não são comunicadas. A apólice é baseada nas informações fornecidas no momento da contratação, e qualquer alteração relevante precisa ser atualizada por meio de um endosso contratual.

Por exemplo, se o veículo passa a pernoitar em um local diferente, especialmente em uma região com maior índice de roubos, isso aumenta o risco. Da mesma forma, mudanças no uso do veículo, como passar a utilizá-lo para trabalho, também influenciam.

Caso ocorra um sinistro e a seguradora identifique que houve alteração no perfil sem comunicação prévia, ela pode negar a indenização. Isso ocorre porque o contrato deixa de refletir a realidade do risco assumido.

Dirigir sob efeito de álcool

Dirigir sob efeito de álcool é uma das infrações mais graves no trânsito e também um dos principais motivos para a negativa de indenização por parte das seguradoras. Isso acontece porque essa conduta é considerada ilegal e aumenta significativamente o risco de acidentes.

As apólices de seguro deixam claro que o segurado deve agir de acordo com a legislação vigente. Quando ocorre um acidente e é comprovado que o motorista estava embriagado, a seguradora entende que houve agravamento intencional do risco, o que invalida o direito à cobertura.

Mesmo que o acidente não tenha sido grave ou que não haja vítimas, o simples fato de estar dirigindo sob efeito de álcool já pode ser suficiente para a recusa da indenização. Além disso, testes como bafômetro, exames de sangue e até relatos em boletins de ocorrência podem ser utilizados como prova.

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Outro ponto importante é que essa regra não se aplica apenas ao segurado, mas também a qualquer pessoa autorizada a dirigir o veículo. Ou seja, se você emprestar o carro e o condutor estiver embriagado, a cobertura também pode ser negada.

Para evitar esse tipo de situação, a recomendação é simples: nunca dirija após consumir bebidas alcoólicas. Além de colocar vidas em risco, essa atitude pode gerar prejuízos financeiros significativos.

Veículo conduzido por pessoa não habilitada

Permitir que uma pessoa não habilitada conduza o veículo é uma atitude que pode gerar sérias consequências, tanto legais quanto financeiras. Em caso de acidente, a seguradora tem respaldo para negar a indenização, já que essa prática viola diretamente as regras do contrato e a legislação de trânsito.

A habilitação é a comprovação de que o motorista possui capacidade técnica e conhecimento para dirigir com segurança. Quando alguém sem carteira assume a direção, o risco de acidente aumenta consideravelmente.

Se ocorrer um sinistro nessa condição, a seguradora entende que houve negligência por parte do segurado. Isso vale inclusive em situações comuns, como ensinar um familiar a dirigir em vias públicas.

Mesmo que o acidente não tenha sido grave, o simples fato de o condutor não possuir habilitação já é suficiente para que a cobertura seja negada. Além disso, o proprietário do veículo pode sofrer penalidades legais.

É importante destacar que essa regra também se aplica a motoristas com CNH vencida, suspensa ou cassada. Nesses casos, a situação é tratada de forma semelhante.

Para evitar problemas, nunca permita que alguém sem habilitação dirija seu veículo. Essa é uma responsabilidade direta do proprietário e pode impactar diretamente seu direito à indenização.

Atraso no pagamento do seguro

Manter o pagamento do seguro em dia é fundamental para garantir a validade da cobertura. Quando há atraso nas parcelas, a seguradora pode suspender temporariamente a proteção ou até cancelar o contrato, dependendo do tempo de inadimplência.

Muitos segurados acreditam que possuem uma “margem de tolerância”, mas isso nem sempre é garantido. Cada contrato possui regras específicas sobre prazos e consequências em caso de atraso.

Se ocorrer um sinistro durante o período em que a apólice estiver suspensa por falta de pagamento, a seguradora pode negar a indenização. Isso acontece porque, tecnicamente, o seguro não estava ativo naquele momento.

Outro risco é o cancelamento definitivo da apólice. Nesse caso, além de perder a cobertura, o segurado pode enfrentar dificuldades para contratar um novo seguro posteriormente.

Caso haja dificuldade para pagar, o ideal é entrar em contato com a seguradora ou corretor o quanto antes. Muitas empresas oferecem opções de renegociação ou ajuste de vencimentos.

Evitar atrasos é essencial para manter sua proteção ativa. Afinal, o seguro só cumpre sua função quando está devidamente regularizado.

Sinistro provocado intencionalmente

Embora pareça incomum, existem casos em que o próprio segurado provoca o sinistro com a intenção de receber a indenização. Esse tipo de atitude é considerado fraude e é rigorosamente combatido pelas seguradoras.

As empresas contam com equipes especializadas em análise de sinistros, capazes de identificar inconsistências, padrões suspeitos e até simulações de acidentes. Quando há indícios de fraude, uma investigação detalhada é realizada.

Se for comprovado que o evento foi intencional, a indenização é negada imediatamente. Além disso, o segurado pode sofrer consequências legais, incluindo processos judiciais.

Mesmo situações aparentemente “leves”, como exagerar danos ou omitir informações importantes, podem ser interpretadas como tentativa de fraude.

Vale lembrar que o seguro existe para proteger contra eventos inesperados, e não para gerar lucro ao segurado. Qualquer tentativa de manipular essa finalidade compromete o contrato.

A melhor postura é sempre agir com honestidade e transparência. Isso garante não apenas o direito à indenização, mas também uma relação de confiança com a seguradora.

Agravamento de risco

O agravamento de risco ocorre quando o segurado adota comportamentos que aumentam desnecessariamente as chances de um sinistro. Situações como deixar o carro destrancado, com vidros abertos ou chave na ignição são exemplos clássicos.

Essas atitudes demonstram falta de cuidado com o bem segurado e podem ser usadas pela seguradora como justificativa para negar a indenização.

O contrato de seguro pressupõe que o segurado também é responsável por zelar pelo veículo. Quando essa responsabilidade não é cumprida, o risco deixa de ser imprevisível e passa a ser consequência de negligência.

Em caso de roubo, por exemplo, se for comprovado que o veículo estava em condições que facilitaram a ação criminosa, a cobertura pode ser recusada.

É importante entender que o seguro não substitui o cuidado básico com o veículo. Ele funciona como uma proteção adicional, e não como garantia para qualquer situação.

Manter hábitos seguros no dia a dia é essencial para preservar seu direito à indenização e evitar prejuízos.

Instalação de acessórios sem aviso

Adicionar acessórios ao veículo, como som automotivo, rodas especiais ou equipamentos eletrônicos, é algo comum. No entanto, essas alterações precisam ser comunicadas à seguradora.

Isso acontece porque itens de valor aumentam o risco de roubo ou furto, impactando diretamente a análise da apólice.

Se um acessório não declarado for roubado ou danificado, a seguradora pode negar a indenização referente a esse item. Em alguns casos, a negativa pode se estender a todo o sinistro.

Além disso, a falta de comunicação pode ser interpretada como omissão de informação relevante, o que compromete o contrato.

Para evitar problemas, sempre informe qualquer modificação feita no veículo. A seguradora poderá atualizar a apólice e ajustar o valor do seguro, se necessário.

Essa prática garante que todos os itens estejam devidamente protegidos e evita surpresas desagradáveis no momento em que você mais precisa.

Alterações estruturais no veículo

Mudanças na estrutura do veículo, como rebaixamento da suspensão, modificações no motor ou alterações estéticas mais profundas, devem ser informadas à seguradora.

Algumas dessas modificações aumentam o risco de acidentes ou dificultam a reposição do veículo em caso de perda total. Por isso, nem todas são aceitas pelas seguradoras.

Se uma alteração não for comunicada e houver um sinistro, a indenização pode ser negada. Isso ocorre porque o veículo já não corresponde às condições avaliadas na vistoria inicial.

Além disso, determinadas modificações podem até inviabilizar a contratação do seguro, dependendo da política da empresa.

Antes de realizar qualquer alteração, o ideal é consultar a seguradora. Assim, você evita investir em mudanças que podem comprometer sua cobertura.

Manter o veículo dentro das condições aceitas pelo contrato é essencial para garantir sua proteção.

Tentativa de fraude ou vantagem indevida

Qualquer tentativa de obter vantagem indevida sobre a seguradora é considerada fraude e pode resultar na negativa imediata da indenização. Isso inclui desde omitir informações importantes até exagerar danos ou criar situações inexistentes.

As seguradoras utilizam sistemas avançados e equipes especializadas para identificar comportamentos suspeitos. Quando há indícios de irregularidade, é iniciada uma análise detalhada do caso, que pode envolver perícias, cruzamento de dados e investigação.

Mesmo pequenas distorções, como inflar o valor de um reparo ou incluir itens que não estavam no veículo, já são suficientes para comprometer a credibilidade do segurado. Em muitos casos, a fraude não apenas cancela o pagamento da indenização, como também pode gerar o cancelamento da apólice.

Além disso, o segurado pode enfrentar consequências legais, incluindo processos judiciais e inclusão em registros internos das seguradoras, dificultando futuras contratações.

É fundamental entender que o seguro é um contrato baseado na boa-fé entre as partes. Qualquer quebra dessa confiança pode trazer prejuízos muito maiores do que o valor da indenização.

Agir com transparência e honestidade é sempre o melhor caminho para garantir seus direitos.

Acidente com familiares próximos

Muitas pessoas não sabem, mas acidentes envolvendo familiares próximos, como pais, filhos, irmãos ou cônjuges, podem não ser cobertos pelo seguro em determinadas situações.

Isso acontece porque, para a seguradora, essas pessoas não são consideradas terceiros. Ou seja, o seguro de responsabilidade civil, que cobre danos a terceiros, não se aplica nesses casos.

Por exemplo, se você colidir com o carro do seu cônjuge ou de um familiar direto, a seguradora pode negar o pagamento dos danos causados ao outro veículo.

Essa regra existe para evitar fraudes e acordos simulados entre pessoas próximas. Como há vínculo direto, a seguradora entende que pode haver interesse em obter vantagem indevida.

É importante verificar na apólice como essa cláusula está descrita, pois pode haver variações entre seguradoras e tipos de cobertura.

Para evitar surpresas, o ideal é conhecer bem as condições do seu contrato e esclarecer dúvidas com o corretor. Assim, você entende exatamente em quais situações estará protegido.

Danos causados por manobristas

Quando você deixa seu veículo em locais com serviço de manobrista, como restaurantes, hotéis ou eventos, a responsabilidade pelo carro passa a ser do estabelecimento.

Se o manobrista causar um acidente, a seguradora do seu veículo pode não cobrir o prejuízo, já que a responsabilidade é de terceiros.

Nesse caso, o correto é acionar o estabelecimento, que deve possuir seguro próprio ou assumir os custos do dano causado.

Muitos segurados desconhecem essa regra e acionam sua própria seguradora, o que pode resultar na negativa da indenização.

Além disso, dependendo da situação, o uso do seguro pode gerar perda de bônus ou aumento no valor da apólice, o que não compensa quando há um responsável direto.

Sempre que utilizar esse tipo de serviço, verifique se o local oferece cobertura para danos. Guardar comprovantes ou tickets também pode ajudar em caso de necessidade.

Entender essa responsabilidade evita transtornos e garante que você busque o ressarcimento da forma correta.

Tumultos e eventos públicos

Danos causados por tumultos, manifestações, greves ou eventos públicos podem não estar cobertos pelo seguro, dependendo das condições da apólice.

Essas situações são consideradas de risco elevado e, muitas vezes, imprevisíveis em larga escala. Por isso, algumas seguradoras excluem esse tipo de cobertura ou exigem contratação adicional.

Se o veículo for danificado durante uma manifestação, por exemplo, a indenização pode ser negada caso essa situação esteja excluída no contrato.

É fundamental ler atentamente a apólice para entender quais eventos estão cobertos. Em alguns casos, é possível contratar coberturas específicas para esse tipo de risco.

Evitar estacionar o veículo em locais com aglomerações ou situações de instabilidade também é uma medida preventiva importante.

A atenção a esse tipo de detalhe pode fazer toda a diferença no momento de acionar o seguro.

Dirigir na contramão

Dirigir na contramão é uma infração gravíssima e pode resultar não apenas em multas e pontos na carteira, mas também na perda do direito à indenização do seguro.

Quando ocorre um acidente nessas condições, a seguradora entende que houve violação clara das leis de trânsito, o que caracteriza agravamento do risco.

Mesmo que o erro tenha sido acidental, como entrar em uma rua sem perceber a sinalização, a responsabilidade continua sendo do condutor.

Se for comprovado que o acidente ocorreu devido a essa infração, a indenização pode ser negada total ou parcialmente.

Essa regra reforça a importância de respeitar a sinalização e dirigir com atenção, principalmente em locais desconhecidos.

Além de garantir sua segurança, cumprir as normas de trânsito é essencial para manter a validade do seguro.

Excesso de velocidade

O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes e também pode levar à negativa de indenização por parte da seguradora.

Quando um sinistro ocorre e é comprovado que o motorista estava acima do limite permitido, entende-se que houve aumento consciente do risco.

Essa comprovação pode ser feita por meio de perícias, câmeras, testemunhas ou registros eletrônicos.

Mesmo que o acidente envolva outros fatores, o excesso de velocidade pode ser considerado determinante para a recusa da cobertura.

Respeitar os limites de velocidade não é apenas uma questão de segurança, mas também de responsabilidade contratual com a seguradora.

Dirigir dentro das normas garante maior proteção e evita prejuízos financeiros em caso de sinistro.

Falta de documentação

Após um sinistro, a seguradora exige a apresentação de documentos obrigatórios para dar andamento ao processo de indenização.

Entre eles estão boletim de ocorrência, documentos do veículo, CNH do condutor e, em alguns casos, laudos ou comprovantes adicionais.

Se o segurado não apresentar essa documentação, o processo pode ser suspenso ou até negado.

A ausência de documentos impede a análise correta do ocorrido e levanta dúvidas sobre a veracidade das informações.

Além disso, atrasos na entrega podem prolongar significativamente o tempo de liberação da indenização.

Por isso, é fundamental reunir e enviar toda a documentação solicitada o mais rápido possível.

Manter esses documentos organizados facilita o processo e aumenta as chances de uma resolução rápida.

Falta de cobertura contratada

Um erro comum entre segurados é acreditar que o seguro cobre qualquer tipo de situação. Na prática, a cobertura depende exclusivamente do que foi contratado na apólice.

Por exemplo, se você não contratou cobertura para terceiros e se envolve em um acidente, a seguradora não será obrigada a arcar com os danos causados a outras pessoas.

O mesmo vale para eventos como enchentes, danos a acessórios ou carro reserva. Tudo depende das cláusulas contratadas.

Por isso, é essencial analisar cuidadosamente as opções no momento da contratação e escolher um plano adequado às suas necessidades.

Optar apenas pelo seguro mais barato pode resultar em falta de cobertura em situações importantes.

Entender exatamente o que está incluído no contrato evita frustrações e garante que você esteja realmente protegido.

Sempre que tiver dúvidas, consulte seu corretor e revise sua apólice periodicamente.

Quando a indenização do seguro é aprovada, como você recebe?

Na maioria dos casos, quando todas as regras da apólice são respeitadas, a indenização do seguro é aprovada sem dificuldades. Ou seja, se você não cometeu nenhuma infração contratual ou legal, o processo tende a ser rápido e tranquilo.

A forma de recebimento varia de acordo com o tipo de sinistro:

Perda parcial (quando há conserto do veículo)

Nos casos em que o carro pode ser reparado, o procedimento é simples:

  • Você escolhe ou informa a oficina credenciada ou de sua preferência
  • A seguradora analisa e aprova o orçamento
  • O pagamento é feito diretamente à oficina

Nesse cenário, o segurado precisa pagar a franquia, valor previamente definido na apólice. Esse pagamento é feito diretamente ao estabelecimento responsável pelo reparo.

Perda total (roubo, furto ou danos graves)

Quando o veículo é considerado perda total, a indenização é paga diretamente ao segurado.

O prazo padrão é de até 30 dias após a entrega completa da documentação, conforme regulamentação da Superintendência de Seguros Privados.

O pagamento geralmente é feito via depósito bancário, e o valor segue o que está previsto na apólice (como tabela FIPE ou valor determinado).

O que fazer se a seguradora não quiser pagar?

Se a seguradora negar o pagamento e você acreditar que tem direito à indenização, siga estes passos:

  1. Entre em contato com a seguradora e solicite uma justificativa formal
  2. Converse com seu corretor de seguros, que pode intermediar a situação
  3. Caso não haja acordo, registre uma reclamação na Superintendência de Seguros Privados
  4. Se necessário, procure um advogado especializado e avalie a possibilidade de ação judicial

A SUSEP disponibiliza materiais como o “Guia de Defesa do Consumidor de Seguros”, que pode ajudar bastante nesse processo.

Em caso de dúvidas, a quem recorrer?

Se você ainda tiver dúvidas sobre o seu seguro, pode buscar ajuda com:

  • Seu corretor de seguros
  • A central de atendimento da seguradora
  • A Superintendência de Seguros Privados
  • Um advogado especializado

O mais importante é sempre conhecer bem sua apólice, pois é nela que estão todas as regras sobre cobertura e indenização.

Vale a pena acionar o seguro em qualquer situação?

Nem sempre. Antes de acionar o seguro, é importante avaliar o custo-benefício.

Em muitos casos, existe a cobrança da franquia. Se o valor do conserto for próximo ou até inferior a ela, pode ser mais vantoso pagar o reparo por conta própria.

Por outro lado, há planos com franquia reduzida ou até isenta, que podem compensar dependendo do perfil do motorista.

A melhor decisão depende de fatores como:

  • Valor do dano
  • Valor da franquia
  • Impacto no bônus do seguro
  • Condições da apólice

Analisar esses pontos evita prejuízos e ajuda a usar o seguro de forma inteligente.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre indenização de seguro

A seguradora pode demorar mais de 30 dias para pagar?

Não. O prazo de até 30 dias começa a contar após a entrega de toda a documentação correta. Caso falte algum documento, o prazo é pausado até a regularização.

Posso escolher qualquer oficina para conserto?

Sim, na maioria dos casos. Porém, oficinas credenciadas costumam oferecer mais agilidade e benefícios adicionais.

O que acontece se eu não pagar a franquia?

Sem o pagamento da franquia, o reparo não é autorizado. Esse valor é obrigatório nos casos de perda parcial.

Recebo o valor integral do carro na perda total?

Depende da sua apólice. Pode ser pela tabela FIPE, valor de mercado referenciado ou valor fixo contratado.

Posso recorrer se a indenização for negada?

Sim. Você pode contestar diretamente com a seguradora, recorrer à Superintendência de Seguros Privados ou até buscar seus direitos judicialmente.

Acionar o seguro aumenta o valor da próxima apólice?

Pode aumentar, sim. Isso acontece porque você pode perder bônus por não ter sinistros, o que impacta no valor da renovação.

Entender como funciona o pagamento da indenização

Entender como funciona o pagamento da indenização é essencial para evitar surpresas. Mais do que contratar um seguro, é fundamental conhecer as regras, coberturas e obrigações envolvidas.

Assim, você garante tranquilidade e segurança quando realmente precisar utilizar seu seguro.

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Conteúdo revisado por Walter Tadeu de Oliveira Filho, Corretor de Seguros – Registro SUSEP: 201103878

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531 Comentários

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  • F
    Felipe says:

    Me envolvi em um acidente e devido ao estado de choque que fiquei não parei, mas não houve feridos, logo após me apresentei na GNR e prestei todas as informações necessárias e abri o processo no seguro acha que eles podem negar a cobertura?


    • E
      Edson Nascimento says:

      Olá! Tudo bem?
      Nessa situação, o fato de não ter parado no momento do acidente não gera negativa automática da cobertura, principalmente porque você se apresentou posteriormente às autoridades e prestou todas as informações.
      A seguradora irá analisar o caso com base na boa-fé e nas condições da apólice, mas, em geral, esse tipo de ocorrência não costuma ser motivo isolado para recusa.

  • L
    Lisiane says:

    Bateram no meu veículo e a seguradora da pessoa que bateu negou a cobertura. O que fazer,meu carro tem um pouco mais de 6 meses.


    • E
      Edson Nascimento says:

      Olá!
      Nesses casos, o ideal é solicitar à seguradora a justificativa formal da negativa para entender o motivo da recusa. Dependendo da situação, o responsável pelo acidente ainda pode responder pelos danos diretamente. Se houver dúvida sobre seus direitos, também é possível buscar orientação jurídica para avaliar o caso.

  • R
    Reginaldo says:

    Bati na traseira de um carro que não é permitido reboque … quem é a culpa?


    • E
      Edson Nascimento says:

      Quem bate na traseira é o culpado, mesmo que o outro veículo não pudesse rebocar.
      Só muda se houver prova de situação excepcional (freada brusca, marcha à ré, etc.).

  • L
    Luciano says:

    Meu carro tem seguro e com cobertura para terceiros, minha esposa estacionou no pátio atraz do meu carro e nao percebi, dei um ré e bateu no carro dela, porem o carro dela esta no meu nome, o seguro negou o conserto do terceiro, por ser no meu nome o outro carro. Esta certo isso?


    • E
      Edson Nascimento says:

      Sim, está correto.
      A cobertura de terceiros não se aplica quando o veículo atingido pertence ao mesmo segurado (mesmo CPF). Nesse caso, a seguradora pode negar o conserto como “terceiro”.