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Como proteger o carro se você não tem vaga coberta

Se você não tem garagem em casa e seu carro fica exposto ao ar livre, cuidado com agentes que podem danificar a lataria, como o sol, dejetos de pássaros, granizo e seivas de árvores. 

Quem não tem a oportunidade de estacionar o carro em uma vaga coberta sofre uma ameaça ao patrimônio, que é o seu veículo. Isso acontece no trabalho e também quando se utiliza um estacionamento para mensalistas, que não têm todas as vagas cobertas. A dificuldade também é de conseguir comprar ou alugar um imóvel que tenha vagas cobertas para todos os veículos de uma família. Essa é uma preocupação para quem deseja prolongar a vida útil de um carro, cujo valor médio no Brasil é alto.

Como proteger o carro se você não tem vaga coberta

Além de dejetos de pássaros, granizo e seivas de árvores danificarem a pintura, o sol intenso atinge diversos componentes, como plásticos e borrachas, que sofrem muito desgaste. Com o tempo é necessária a sua troca, principalmente dos que fazem parte dos frisos e vedações. O tecido que reveste os bancos fica com aparência de queimado depois de muito tempo exposto ao sol.

Capas protetoras – será que resolvem?

Capas protetoras – será que resolvem?

Às vezes, nem mesmo capas são eficientes para proteger os carros, porque com o tempo elas podem manchar a pintura. Com o calor do sol elas podem até mesmo aderir à pintura da carroceria.

Algumas capas são de boa qualidade, mas precisam ser colocadas com muito cuidado. É preciso que sejam removidas todos os dias, o que dá um certo trabalho. Mas, isso é necessário, para evitar que elas se fixem na pintura. Além disso, é preciso lavar o carro toda a semana, porque os resíduos de poeira, em contato com a capa, podem entrar em atrito com a pintura e arranhá-la.

Para não gastar dinheiro à toa em uma capa e ter a lataria manchada, são indicadas as capas de polietileno especial texturizado, com forração total, até nas laterais. Elas também devem ter um cabo de aço com cadeado para evitar furtos e evitar que se solte com ventos mais fortes. O ideal é que tenha um balão inflável, encaixado entra a capa e a lataria, o que evita o contato e ajuda a ventilar. O preço vai variar conforme o tamanho.

É importante ficar sempre atento para não colocar a capa se ela estiver molhada ou se o carro estiver molhado. A lataria deve estar sempre seca para usar a capa. Como a capa é impermeável, qualquer umidade que existir não vai evaporar e assim causará manchas. Também nunca se deve colocar a capa se o motor do carro ainda estiver quente ou em carros que foram pintados recentemente.

Quando encerar

Segundo opinião de especialistas em estética automotiva, o carro que fica ao ar livre precisa de mais proteção para a pintura, o que pode ser conseguido com uma cera de longa duração. O carro com o tempo vai perdendo o brilho, o que pode ser recuperado com o enceramento. No carro com a cera preservada, a água escorre com facilidade pela lataria. O proprietário pode verificar se está na hora de encerar novamente quando percebe que isso não está mais ocorrendo.

Para a proteção e renovação de partes plásticas, que costumam ser danificadas pelo sol intenso, existem produtos específicos à venda em lojas de autopeças e alguns supermercados, que podem amenizar esse efeito.

Dejeto de pombos, seiva de árvores e chuva ácida

O verniz dos carros importados, como BMW, Mercedes-Benz ou Audi, resiste mais a agentes agressivos, porque tem aditivos de cerâmica.

Segundo especialistas, o dejeto dos pombos e pássaros é um dos agentes mais agressivos para a pintura de um carro. É recomendável ter sempre no porta-malas uma garrafa de água e um pano, para limpar o mais rápido possível esse tipo de sujeira, especialmente se o carro fica exposto ao sol.

Parar na sombra de árvores pode proteger do sol, mas em compensação há seivas de árvores que pingam sobre o carro e deixam marcas. Elas devem ser retiradas com solvente. A chuva ácida também representa um problema, porque contem elementos corrosivos que se encontravam no ar e que danificam a pintura. Quando isso acontece é preciso tentar corrigir o defeito com polimento, cristalização ou ainda a vitrificação, apesar de que a eficácia desses procedimentos vem sendo questionada por muitos, além de ter um alto custo.

Granizo, um evento temido

Se o seu carro fica estacionado a céu aberto, existe o risco de que seja danificado por uma chuva de granizo. Isso depende da região do Brasil onde você mora, porque esse é um evento que ocorre com mais frequência na região sul e sudeste. O granizo costuma provocar muitos prejuízos e amassa o teto do carro, muitas vezes quebrando o para-brisa. Nesse caso, nem uma capa protegeria a lataria.

Além da pintura é preciso reparar o amassado da lataria e o tempo para o serviço e valor vão depender dos danos, que variam conforme o tamanho das pedras de gelo, mas é possível afirmar que não ficaria menos do que R$ 1.000.

Enceramento, primeiro passo para proteção

O enceramento consiste em uma simples aplicação de cera, para proteger a pintura, o que pode ser feito por você mesmo, na sua casa. No entanto, é preciso cuidado é técnica, para se conseguir um bom resultado de brilho uniforme. 

Polimento ou espelhamento – é para dar brilho e melhorar a aparência

Polimento ou espelhamento - é para dar brilho e melhorar a aparência

O polimento é um processo que só deve ser aplicado a pinturas já danificadas ou riscadas e só deve ser feito no máximo a cada dois anos. Ele utiliza uma cera abrasiva especial, aplicada com um equipamento específico e existe o risco de reduzir a camada original de tinta do veículo.

Algumas marcas de produtos específicos adotam o nome de espelhamento, o que é um processo semelhante ao polimento, para efeito reparador e que não pode ser realizado com muita frequência, pelos mesmos motivos.

Profissionais da área de funilaria explicam que polimento não protege a pintura. O seu efeito é reparador e o que se consegue é corrigir algum problema que afetou a pintura, eliminar riscos e recuperar o brilho.

Cristalização é proteção light

A cristalização pode proteger contra o sol e o orvalho, que comparativamente com outros agentes não danificam de forma grave. Seu efeito pode oferecer proteção por até seis meses. O próximo passo para resguardar a pintura é a vitrificação.

Vitrificação

A vitrificação consiste em uma camada de resina protetora especial, aplicada no verniz, cujo efeito dura três anos. O processo seria uma fase avançada da cristalização e o preço costuma ser o dobro desta. Se o serviço for realizado na concessionária do veículo, o valor cobrado fica bem acima do praticado nos serviços autônomos.

Carros novos não precisam de proteção preventiva

Quem compra um carro novo não precisa de qualquer tratamento extra para a pintura do carro que acabou de comprar. Os fabricantes usam um verniz protetor com durabilidade de 10 anos, que dispensam qualquer produto adicional, segundo informações de engenheiros da Fiat e da Renault. Produtos aplicados em uma pintura nova podem danificar o verniz e alterar a pintura original.

Engenheiros dessas montadoras afirmam que a modernização das fabricas no Brasil e no exterior levou à adoção de processos de pintura automatizada, que incluem quatro camadas, para proteger e manter o brilho. Essa é uma proteção feita para todos os tipos de pintura. A durabilidade do verniz depende do tipo de uso do carro, sendo que os que ficam expostos ao sol ou muita poeira costumam ter mais chance de ter a pintura danificada. Entretanto, certamente não se deve aplicar cristalização, vitrificação ou espelhamento em um carro zero. Para proteção, basta lavar com água limpa e detergente apropriado.

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