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Qual é a marca do seu carro?

Saiba como vender e comprar um carro sem intermediário

Há algumas vantagens em vender ou comprar um carro sem intermediário. Mas é preciso ficar atento e se prevenir quanto aos riscos que ela envolve.

Se você está pensando em vender seu carro, a decisão sobre como proceder pode ser difícil. Há vários caminhos a seguir, desde usar o carro em uma troca, em um revendedor de veículos, deixar o carro em consignação em uma loja, colocar uma anúncio em um site online, procurar um feirão de seminovos e usados, etc. Essas alternativas, de venda para pessoa jurídica ou pessoa física, tem vantagens e desvantagens, que é preciso conhecer para se fazer um bom negócio.

Saiba como vender e comprar um carro sem intermediário

Vender para particular

Vender o carro para um particular geralmente faz com que se consiga um valor maior pelo veículo, que pode chegar a até 30% mais na negociação.

Se a intenção é comprar um modelo mais novo, é claro que esse fator é muito importante. Quando se vende a uma concessionária o pagamento se recebe à vista. Mas como elas precisam ter a sua margem de lucro na revenda, o preço que oferecem é sempre bem menor.

Como estabelecer um preço

Primeiramente é preciso pesquisar o valor de mercado, para que o seu preço não deixe de ser competitivo. Entretanto, sempre se deve começar a pedir um valor um pouco maior, para que haja uma margem de negociação. No Brasil, esse tipo de transação nunca acontece sem um desconto no valor inicial, o que praticamente já é esperado que aconteça.

Em muitos casos, os compradores chegam pedindo 20% de desconto, o que é pode ser bastante irreal. Mas não se deixe assustar por essa tática agressiva! Coloque o seu valor, com a certeza de que seu carro vale o que está pedindo. Muitas vezes o interessado faz um drama inicial, finge que desistiu do negócio, mas depois volta. Fique tranquilo e espere.

Converse com os interessados mostrando os pontos fortes do carro

Quando se vende para um particular é possível explicar o estado do veículo, como funcionou sua manutenção, que tipo de hábitos o seu dono seguiu, o que é uma vantagem para comprador e vendedor.

O vendedor pode investigar para quem está vendendo, para evitar golpes na hora do pagamento e o comprador terá garantia de procedência e da conservação do veículo.

Converse com os interessados mostrando os pontos fortes do carro

Na hora de fechar o negócio

Atenção para estes cuidados:

– Se o seu comprador pedir para dar uma volta no carro, acompanhe e vá a lugares movimentados.

– Não combine encontros com o comprador na sua residência.

– Só entregue o carro depois do pagamento realizado.

– Acompanhe o comprador ao banco para a realização do depósito na sua conta corrente. Não aceite cheques comuns, peça depósitos ou cheques administrativos. Guarde uma cópia do comprovante do depósito.

– Vá ao cartório para assinar a transferência e reconhecer a sua firma. Entregue um atestado de multas mostrando que não existe dívida no seu nome.

Comprar de particular

Existem cuidados que o comprador deve ter ao negociar diretamente com o proprietário. Existem garantias que funcionam quando a compra é feita de pessoas jurídicas, garantidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Já o Código Civil garante as compras feitas com particulares, que demandam, às vezes, os serviços de um advogado. Nesse caso, o processo pode ser demorado e complicado. Portanto, o comprador precisa se precaver, para que a negociação ocorra sem problemas.

Comprar de particular

Compra com pessoa jurídica tem garantia do CDC

A compra com uma pessoa jurídica, no caso uma revendedora de automóveis, é garantida pelo Código de Defesa do Consumidor, por 90 dias. O lojista deve dar assistência técnica, caso o novo proprietário comprove que o carro tem algum problema. A compra de particular já torna mais difícil uma assistência técnica imediata e acaba sendo mais vantajosa quando é feita com pessoas já conhecidas.

O carro em uma revendedora poderá ser mais caro

Um carro que está sendo vendido por um particular pode ser mais barato do que na concessionária. Já na loja, ao lucro da gira em torno de 20% do valor do veículo. O proprietário particular pode dar mais descontos ao comprador. 

O que se deve checar antes da compra

Em primeiro lugar é preciso comparar o valor pedido pelo proprietário com o preço de mercado. A Tabela Fipe contém os preço de todos os carros, novos e usados.

Depois do preço, é preciso verificar se não há dívidas ligadas ao carro, verificando-se no Detran, de acordo com a placa. O documento do carro fornece o número da placa e o número do chassi, que devem ser conferidos.

O que se deve checar antes da compra

Em terceiro lugar, observe as condições do veículo. Faça um test-drive, se possível leve a um mecânico de sua confiança. Olhe meticulosamente a pintura, em um lugar claro. Assimetrias nas portas, nos para-choques e no teto podem ser indícios de colisão. O melhor a fazer e levar o carro até uma oficina de pintura, onde os profissionais podem avaliar com mais certeza.

Dependendo da cidade, é preciso verificar se o carro não foi afetado por enchente, o que deixa marcas em bancos e carpetes.

Algumas empresas especializadas fazem vistorias completas de veículos. É o caso da Supervisão e Evydhence, que fazem uma busca de reparos realizados, registros de sinistros, irregularidades, roubos, etc. O site Checkauto permite a busca para saber se a quilometragem foi adulterada, se o veículo está alienada, se foi adquirido em leilão e outros dados.

O mais importante é não fazer adiantamentos antes de ter segurança quanto à compra e a idoneidade do vendedor. 

Proteção do Código Civil para quem compra veículo de particular

Se você deixou de comprar seu veículo usado na concessionária para conseguir um preço mais em conta em uma negociação particular, ou mesmo porque não encontrou o veículo que procurava nas concessionárias de sua cidade e acabou achando o que queria nas mãos de um particular, precisa saber qual é a proteção legal que terá se o carro apresentar um problema.

Se o vendedor não é profissional da venda de veículos, apenas vende de forma esporádica, ele é considerado particular. Nesse caso, a negociação não é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor e o prazo para a reclamação não será de 90 dias. No entanto, se você é o comprador, não ficará sem amparo legal, porque essa compra e venda está prevista no Código Civil, com regras específicas que a regem.

Se o problema do carro for de fácil constatação, será difícil pleitear uma indenização. Portanto, a análise das condições do carro no momento da venda é muito importante.

Se o problema, ou o chamado vício, for aparente no carro, depois de realizado no negócio, o comprador deverá arcar com as despesas do conserto, mesmo que não tenha percebido sua existência anterior, porque se presume que se certificou da situação antes da compra.

Entretanto, se o vício for oculto, isto é, não aparente para o comprador e mesmo para um mecânico que tenha examinado o carro, e se esse vício impossibilitar o uso do veículo ou diminuir o seu valor, é possível conseguir a redução do preço do carro ou desfazer o negócio, com a devolução do dinheiro pago (Art. 441 do CC/02).

Será necessário comprovar devidamente que o vício oculto era pré-existente à negociação e que o comprador não foi informado de sua existência. Se o comprador assinou algum contrato em que consta que estava comprando o carro no estado em que se encontrava, ficará mais difícil reclamar, porque isso pode ser interpretado como uma concordância de que comprou sabendo que não estava completamente em ordem.

De acordo como o Código Civil, o comprador tem um prazo de 180 dias para perceber o vício oculto. Depois que isso acontece, de preferência comprovado com um diagnóstico de uma concessionária da marca do veículo, o comprador tem um prazo de até 30 dias para solicitar redução do preço, cobertura do dano ou cancelamento da compra (Art. 445 do CC/02. Depois desse prazo, o comprador perderá esse direito.

Portanto, se o comprador constatar um problema até depois de 180 dias da compra, ou 6 meses, terá direito de reclamar a anulação da compra ou ressarcimento do prejuízo, se o fizer dentro de um prazo de 30 dias. Se provar que o vendedor estava ciente do vício oculto e agiu por má fé, este deverá fazer não apenas a devolução do total do valor pago, como deverá responder por perdas e danos causados ao comprador (art. 443 do CC/02.

Há várias jurisprudências sobre o assunto, onde o direito do comprador e do vendedor particular de um veículo já foi analisado e julgado. O mais importante é que essa negociação dever ser feita com todo o cuidado. O comprador, principalmente, precisa analisar o bem antes da compra e conhecer os seus direitos caso encontre um problema de difícil constatação e que aparece posteriormente.

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