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Os velhinhos da indústria automobilística nacional

Os automóveis pioneiros da indústria nacional, Fusca e Kombi e Opala, comemoram 60 anos. O Opala, de grande sucesso, chega aos 50 anos. Eles mantêm proprietários fiéis até hoje.

Fusca, o queridinho de uma geração

A produção do primeiro Fusca no Brasil teve início em 1959 e completou 60 anos no dia 3 de janeiro de 2019. Até 1996, foram produzidos 3,3 milhões desses automóveis, apelidados de “besouros”.

Na época de seu lançamento, quando a fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), distribuiu suas primeiras unidades, ele era conhecido como o Volkswagen Sedan, ou simplesmente o “Volks”.

Fusca, o queridinho de uma geração

Imagem: Opasgarage

O Volks ou Fusca foram o maior sucesso da indústria automobilística brasileira, durante pelo menos uma geração, principalmente durante os anos 60 e 70 do século passado. Durante toda a década de 60, ele foi o carro mais vendido do país.

De 1959 a 1967, o motor do Fusca rodava com 36 cavalos e tinha 1.200 cm3, sendo então substituído pelo motor de 1.300 cm3 e 46cv.

Em 1970, o motor passou a ser maior, com 1.500 cm3 e 52cv e foram incorporadas algumas mudanças visuais, como novas lanternas redesenhadas e capô modificado para melhor ventilação. Em 1972, o volume de vendas chegou a 1 milhão de unidades produzidas.

Fusca, o queridinho de uma geração

Imagem: Deivissonlopes

O Fusca continuou a ser modificado nos anos seguintes, com a introdução da obrigatoriedade do cinto de segurança. Seus carburadores foram melhorados e chegaram pequenas mudanças estéticas. O motor foi ampliado para 1.600 cm3, com 65 cv, no que ficou conhecido como Fuscão.

A liderança nas vendas de carros brasileiros foi mantida durante 24 anos, um recorde jamais igualado. O nome Fusca foi adotado oficialmente pela montadora em 1983.

Fusca, o queridinho de uma geração

Imagem: Eduardosauner

A renovação na década de 90

Em 1986, a Volkswagen deixou de produzir o Fusca, pela primeira vez. Mas sete anos depois, em 1993, o presidente Itamar Franco solicitou à Volkswagen que voltasse a produzir o carro, no que foi atendido e a fábrica retomou a produção.

O carro foi relançado com poucas novidades, apenas no interior a mudança foi notada no novo quadro de instrumentos, um volante adaptado Gol e estofamentos reformulados.

O novo Fusca foi produzido até 1996. Depois de uma edição especial, limitada a 1.500 carros, chamada de Série Ouro, a produção foi definitivamente encerrada.

Segundo a  Volkswagen publicou na época, o carro estava ultrapassado frente às grandes mudanças que ocorriam, não só no mercado automobilístico, como no contexto mundial.

Fuscão preto

Imagem: Opasgarage

Um exemplo de fidelidade ao Fusca

Um exemplo eloquente dos admiradores fiéis do Fusca foi mostrado pela imprensa. É o caso da americana Kathleen Brooks, da Califórnia, proprietária de um Fusca desde dezembro de 1966.

Desde essa data, o carro permanece com ela e faz parte da sua vida, recebendo o apelido de Annie.

Depois de 51 anos e com 560 mil quilômetros rodados, o caso do Annie de Kathleen chegou até a Volkswagen, que resolveu restaurar o seu amado Fusca, modelo 1967.

Logicamente ele precisou ser totalmente refeito, o que foi uma tarefa que ocupou 60 empregados da Volkswagen, durante um período de 11 meses.

Durante esse período, a equipe deixou o carro no estado de novo, como foi comprado nos anos 60.

Volkswagen 1967

Imagem: Volkswagen 1967

A completa restauração aconteceu na montadora mexicana da Volkswagen, em Puebla, no Mexico, onde foram produzidos os últimos Fuscas.

O carro recebeu 40% de itens novos, além de ter 357 peças restauradas. Seu motor foi completamente remontado, depois de desmontado e atualizado.

Kombi, o utilitário de gerações

Kombi, o utilitário de gerações

Imagem: Artimagesfrom

A Kombi completou 60 anos e continua com uma legião de fâs no Brasil, que declaram amor ao carro.

A comemoração de aniversário de 60 anos reuniu 300 unidades da Kombi, que foram expostas por seus proprietários no Anhembi de São Paulo.

A Kombi saiu de linha em 2014, mas ainda mantém seus admiradores. Os 60 anos foram completados em 2017, pois ela foi lançada pela Volkswagen em 1957, pela fábrica de São Bernardo do Campo.

Kombi, o utilitário de gerações

Imagem: Jornalibia

Há vários motivos que fazem da Kombi um veículo admirado pelos brasileiros. Ao longo de várias décadas, ela participou de muitas histórias, fazendo parte de nossa vida.

Há pessoas que a vida toda utilizaram a Kombi para trabalhar, crianças que foram anos seguidos em uma Kombi para a escola, há os que aprenderam a dirigir em uma Kombi, empresas que se desenvolveram utilizando a Kombi, enfim, gerações andaram de Kombi e continuam andando até hoje.

A produção do veículo foi suspensa em 2014, porque ele não mais se enquadrou nas novas normas de segurança, que pedem freios ABS e airbag duplo. Houve uma edição especial de despedida.

Durante o ano de 2017, ocorreram vários eventos para comemorar a despedida da Kombi, entre eles:

Kombi, o utilitário de gerações

Imagem: Carros.uol

– um encontro com mais de 300 Kombis no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo;

– Noite das Kombis Modificadas, em junho, também no Sambódromo do Anhembi.

– Noite da Kombi, em outubro, no Anhembi

– Comemoração em Araçariguama (SP).

Opala, o clássico da Chevrolet

Lançado em 1968, no Salão do Automóvel de São Paulo, o Opala completou 50 anos em 2018. Desde o seu lançamento até 1992 haviam sido produzidas 1 milhão de unidades, com diversos desenhos de carrocerias, motores e versões.

Opala, o clássico da Chevrolet

Imagem: Quatrorodas

O Opala é um dos maiores clássicos da indústria automotiva brasileira. Desde quando foi apresentado no Salão do Automóvel, em 1968, quando este ainda era realizado no Pavilhão do Ibirapuera, o Opala agradou ao público brasileiro, caindo no gosto do consumidor.

Nessa época e nas décadas de 70 e 80, não haviam muitas opções de marcas e modelos no mercado automobilístico brasileiro e, dentre o que era disponível, o Opala atendia a necessidade crescente de um público que buscava o transporte particular.

Durante décadas, mesmo depois de finalizada a sua produção, ainda hã fãs do carro. Modelos se tornaram raros e são valorizados pelos admiradores, com preços de modelos de marcas importadas.

Os fãs do Opala são chamados de “opaleiros”, que muitas vezes tem mais de um na garagem. Os apaixonados pelo carro comentam que não há pontos negativos no carro, “nada desagrada”.

Opala, o clássico da Chevrolet

Imagem: Carros.uol

O Opala é muito apreciado para viagens, sendo espaçoso e confortável, especialmente o seu modelo Caravan, que é a perua do Opala.

A mecânica é considerada simples, a manutenção era fácil e barata e continuam sendo fatores atrativos para os donos. Há casos em que a família tem 6, 7 e até 11 exemplares na garagem.

Encontro de Opalas

Imagem: Encontro de Opalas no Salão do Automóvel 2018

O Opala foi o primeiro sedan produzido pela Chevrolet em sua fábrica no Brasil. No início, apresentava motores de 4 e 6 cilindros, com 2.5 e 3.8 litros, respectivamente.

Com as melhorias tecnológicas, o motor do Opala passou para 4.1 litros, o que perdurou até que saísse de linha. Suas versões mais conhecidas foram o Opala GranLuxo, DeLuxo, Diplomata, Comodoro e SS, o mais esportivo.

Quando o mercado brasileiro foi aberto a carros importados e sem maiores atualizações, o Opala acabou se tornando obsoleto. O último carro saiu da linha de montagem em abril de 1992, na fábrica Chevrolet de São Caetano do Sul.

Vários eventos aconteceram em São Paulo para comemorar os 50 anos do Opala, em especial no Anhembi, quando 700 carros e milhares de pessoas estiveram para celebrar os 50 anos do Opala.

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