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Coronavírus: transporte público deve ser higienizado

Os veículos de transporte público terão que ser higienizados durante a pandemia de coronavírus, todos os dias, ao final de cada percurso.

A desinfecção e limpeza dos veículos de transporte público deverá ser feita pelas empresas, diariamente e no final de cada percurso, até o final da pandemia do novo coronavírus. 

Coronavírus: transporte público deve ser higienizado

Imagem: Pxhere

No estado do Rio de Janeiro as empresas de transporte público deverão higienizar seus veículos durante a pandemia do novo coronavírus. A obrigatoriedade foi estabelecida por lei estadual, publicada no dia 4 de maio no Diário Oficial. O governo do estado estabeleceu que a desinfecção e a limpeza no transporte público devem ser feitas todos os dias e ao final de cada percurso.

A Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro determinou que as empresas que não respeitarem a medida, serão multadas em quase R$1.800 no primeiro descumprimento, e depois R$ 3.500 na segunda advertência e mais de R$ 17.700 a partir da terceira desobediência. As empresas que não se adequarem poderão ter suas concessões suspensas ou cassadas.

Como higienizar seu carro

Para sua segurança saiba como higienizar seu carro durante a pandemia do coronavírus

Mantenha o ar condicionado de seu carro higienizado e em boas condições de manutenção, para não causar ou agravar as condições de problemas respiratórios.

transporte público deve ser higienizado

Imagem: Pxhere

É preciso usar o álcool gel ou líquido 70% com muita sabedoria. Os especialistas da área química alertam para o fato de que está faltando álcool em quantidades adequadas em muitos hospitais brasileiros,  porque ele foi comprado para ser utilizado para limpar carrinhos de supermercado ou outros objetos que poderiam ser muito bem higienizados com desinfetantes de uso geral, inclusive com custo bem mais barato, como o cloro ou água sanitária, por exemplo. O uso indiscriminado do álcool gel é errado, ele deve ser reservado para a desinfecção das mãos. 

Enquanto durar a pandemia da Covid-19, o álcool gel pode ser utilizado para limpar as mãos, por exemplo, antes de entrar e depois de sair do metrô, ônibus, trem ou táxi. Entretanto, ele não deve ser usado para limpeza dos veículos.

No transporte público, é importante manter o distanciamento entre pessoas e deixar as janelas sempre abertas, conforme orientou a médica infectologista Tânia Vergara, que é presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro.

A higienização de carros, sejam particulares ou de uso compartilhado, pode ser feita com detergente neutro e desinfetantes de uso geral, que são vendidos no varejo, já reconhecidos e registrados pelo Ministério da Saúde. A limpeza precisa ser feita regularmente para eliminar o vírus das superfícies e evitar a propagação da doença.

Etapas para a limpeza

Existem duas etapas para o processo de higienização dos carros. A primeira é uma necessária limpeza geral da superfície do veículo, com sabão ou detergente neutro, o que elimina a sujeira mais grossa e aparente. Somente depois se pode fazer a desinfecção.

Muitos estão fazendo o processo de forma errada, fazendo apenas a desinfecção do carro sem fazer a limpeza prévia. Dessa forma a eficiência do desinfetante é menor. Quando se usa o desinfetante em uma superfície suja, ele é consumido rapidamente pela sujeira e não chega a agir como um desinfetante. O produto pode ser o correto, mas a forma de utilizar é errada. 

Segundo especialistas da área de engenharia química, o uso de soluções com água sanitária ou cloro pode ser eficiente, mas o produto utilizado de forma indiscriminada pode prejudicar a saúde e muito provavelmente vai danificar, a médio e longo prazo, a superfície do automóvel.

Existem formas seguras de cuidar do próprio carro para que ele não seja um transporte para a doença. Além disso, também é preciso saber como utilizar o transporte público coletivo ou táxis e carros de aplicativos, de forma mais segura e responsável.

Veja as orientações sobre como diminuir os riscos dos seus deslocamentos, quando o isolamento não é possível ou você não tem condições de se distanciar por completo de outras pessoas, como é o caso de quem mora com a família e compartilha o mesmo veículo ou quem precisa utilizar o transporte público.

Cuidados com os transportes coletivos

Imagem: Pxhere.

Cuidados com os transportes coletivos

Os especialistas alertam para a necessidade de tomar cuidados redobrados ao usar veículos coletivos ou particulares para os deslocamentos.

Quando no transporte público, as pessoas não podem descuidar de medidas como higienizar as mãos, não colocar as mãos no rosto, além de manter a distância mínima de outras pessoas, que é de 1,5 metro, com muita atenção para os cuidados se tiver que compartilhar o espaço e isso for inevitável. 

Segundo o Ministério da Saúde, devemos manter uma distância de 2 metros entre pessoas. Quando isso não é possível, a distância segura, segundo especialistas em saúde é de, no mínimo, 1,5 metro.

É muito importante que se que respeite essa orientação, porque o coronavírus é transmitido pelo contato com gotículas expelidas por um indivíduo contaminado, que podem estar em suspensão no ar. Essa distância mínima é a necessária para que você não seja atingido por possíveis gotículas de saliva que saem da boca quando se fala, espirra ou tosse. 

As caronas devem ser evitadas durante este período de pandemia. O limite de pessoas dentro de um carro é um mínimo que respeite o distanciamento. Caso a distância mínima não seja impossível, deve-se usar máscaras, não esquecendo o cuidado ao colocar, tirar, guardar e higienizar. 

As superfícies internas do carro devem ser limpas, retirando-se toda a sujeira com pano úmido e detergente neutro. Em seguida se parte para etapa de higienização, que pode eliminar vírus e bactérias, com desinfetante de uso geral. O álcool gel deve ser reservado para as mãos. No carro esqueça a água sanitária, que é muito agressiva para a pele e tem efeito nocivo em superfícies metálicas e nos revestimentos em couro ou tecido do automóvel.

A limpeza do carro deve ser feita periodicamente, com desinfetante, nos pontos mais acessados, como volante, maçanetas, câmbio, controles de multimídia, controles para subir e baixar os vidros, etc.  No caso de haver necessidade de levar seu carro para a oficina, para alguma manutenção, faça a limpeza assim que ele for devolvido.

Cuidados com os transportes coletivos

Imagem: Pxhere

Se for necessário utilizar serviços de terceiros para a higienização do seu carro, o mais conveniente é procurar empresas ou pessoal de confiança e pesquisar para saber se estão tomando os cuidados necessários no serviço durante a pandemia. Verifique se estão sendo cumpridas as duas etapas de higienização, ou seja, em primeiro lugar a limpeza geral das superfícies; depois, a desinfecção.

Você deve evitar serviços de manobristas para seu carro. Quando for abastecer, ao receber as chaves do frentista, higienize as mãos com álcool gel antes e depois de recolocá-las na ignição. Também higienize as mãos após pegar em dinheiro ou utilizar a máquina de cartões de crédito e assim que possível higienize as chaves e o cartão de crédito. 

Cuidados ao usar o transporte público

Se for utilizar metrô, ônibus ou trem, procure horários de menor pico, quando há menos pessoas circulando. Se for possível, sente-se afastado de outras pessoas ou mantenha-se em pé, se isso for necessário para manter o distanciamento.

Seja em ônibus, trens, táxis e carros pedidos por aplicativo, mantenha as janelas abertas. Essa é uma melhor opção do que o ar-condicionado. 

Quando usar um transporte público ou táxi/carro de aplicativo, devemos higienizar as mãos com álcool gel ao entrar e ao sair do veículo. Evite tocar nas superfícies se não for necessário e de forma alguma leve as mãos aos olhos, nariz ou boca, mesmo que esteja de máscara.

Neste momento de pandemia não é aconselhável optar pelo compartilhamento de corridas em carros de aplicativos, com a intenção de economizar. 

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Foto de Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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