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Meu carro foi guinchado! E agora?

Um carro guinchado geralmente representa uma despesa extra e tempo precioso desperdiçado em providências burocráticas. É melhor preparar o bolso.

Quando ocorre um contratempo desse tamanho a melhor coisa a fazer é se informar sobre como sair dessa enrascada. E a primeira providência é saber o destino do carro após ser guinchado, além do valor que você vai precisar pagar para liberar o veículo.

Meu carro foi guinchado! E agora?

Imagem: Flickr

Um carro guinchado acarreta diversas consequências para o seu proprietário. A primeira delas é a multa, com pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), punição que pode variar se a infração é de natureza leve, grave ou gravíssima. Além das multas, existem as taxas exigidas no processo de liberação do veículo.

Existem passos que o proprietário de veículo terá que seguir depois que seu carro for guinchado. Sem dúvida essa é uma punição dura e o importante é entender porque ela aconteceu.

Por que seu carro foi guinchado?

Na maioria das vezes, um carro é guinchado por estacionar em local proibido ou estacionar de maneira irregular. De acordo com o artigo 181 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), são diversas as formas de estacionar consideradas irregulares, como por exemplo, parar muito longe do meio fio, estacionar na calçada, parar na contramão, parar ao lado de outro carro em fila dupla, estacionar em calçada com guia rebaixada ou em frente a garagens. Essas são irregularidades que configuram infração que levam ao guinchamento.

Existem ainda outros motivos para  que seu carro seja guinchado, como ignorar placas de sinalização, estacionar em áreas de carga e descarga de comércio e serviços, estacionar fora do horário permitido ou em vagas destinadas à idosos ou deficientes, se não possuir a identificação de permissão, são exemplos dos motivos que podem levar ao recolhimento do automóvel.

Entretanto, é importante ressaltar que, se o motorista estiver no interior ou próximo do seu carro no momento em que a autoridade de trânsito notifique a infração, poderá cancelar a punição retirando o veículo do local irregular ou proibido.

Meu carro foi guinchado! E agora?

Imagem: Guilmann Licença Creative Commons

Meu carro sumiu, será que ele foi guinchado?

Se você não encontrar seu carro não fique desesperado/a. É natural que a primeira coisa que venha à mente é que o carro foi roubado, mas isso pode não ser verdade. O policiar que determinou o guinchamento do carro costuma colocar um cavalete no local em que ele estava estacionado e haverá a informação de que ele foi guinchado.

Juntamente com o aviso, deve haver a informação do número do telefone para o qual o motorista deve ligar para obter mais informações. Em algumas cidades, poderão ser encontradas informações sobre a situação do automóvel no site da prefeitura local.

No período de dez dias deverá chegar, pelo correio, uma notificação no endereço do proprietário do veículo, aquele que consta do cadastro da placa do carro.

Meu carro foi guinchado! E agora?

Imagem: Pixabay /fill

Como agir para liberar o carro?

O proprietário pode efetuar o resgate do veículo ou o seu representante legal pode fazê-lo, desde que a documentação do carro esteja em ordem, sem restrições, como bloqueio judicial que conste do cadastro oficial do automóvel.

Para liberar o carro será necessário comparecer ao Departamento do Atendimento a Multa de Trânsito ou ao órgão responsável da cidade, dependendo da sua localização, levando o certificado do registro de licenciamento do veículo atualizado e RG, juntamente com uma cópia simples desses documentos.

Se a liberação for feita pelo representante do proprietário, é preciso apresentar uma procuração original com firma reconhecida, se for para uma pessoa física. No caso de pessoa jurídica, a procuração deve ser acompanhada de cópia autenticada do contrato social da empresa.

Qual vai ser o valor do pagamento?

Para que o carro seja liberado, é preciso que não haja débitos, como multas não pagas ou parcelas do IPVA pendentes. Por isso, a primeira providência é pagar qualquer débito que exista no cadastro do veículo.

Além disso, vai ser necessário pagar a diária do pátio em que o carro ficou recolhido. Ele é considerado um estacionamento e um valor é calculado com base na quantidade de dias em que o veículo ali permaneceu.

O gasto não para por aí, porque também é cobrado o custo da remoção. Os preços variam de acordo com o estado e o órgão oficial que faz a cobrança. Em novembro de 2019, a taxa cobrada na capital paulista era de R$ 673 pelo serviço de guincho. No Rio o valor era de R$ 188,98.

Depois de pagas as taxas, você deve comparecer ao pátio com a autorização para a retirada do carro, junto com os documentos como certificado de registro e licenciamento de veículo e a identificação estabelecida pelo Departamento de Trânsito.

Existe um prazo de 60 dias para que o proprietário regularize a situação e retire o carro do pátio para onde foi recolhido. Passado esse prazo, se o veículo não for retirado ele será leiloado, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

O que você pode resolver pela internet

Hoje já existem muitos serviços que você pode resolver através da internet, como licenciamento, declaração de furto, segunda via, e outras questões relacionadas ao Detran.

O Detran é um órgão estadual e tem autonomia para determinar seus procedimentos e regras, o que faz com que seu serviço varie de estado para estado. Alguns, como o de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, podem apresentar mais recursos do que outros.

O órgão nacional é o Denatran, que executa a legislação de trânsito e supervisiona os Detrans estaduais. Em todos os sites regionais, você pode fazer várias operações online que simplificam sua vida. Por exemplo, essas são algumas das operações mais comuns:

IPVA

Consulte os valores a serem pagos para o seu veículo ou débitos pendentes. Para isso é preciso ter em mãos o número do Renavan (Registro Nacional de Veículo Automotor). Para pagamento, você pode utilizar os serviços de internet da sua rede bancária ou nas agências.

Licenciamento

Você pode pagar os débitos e solicitar a entrega do documento de licenciamento (Certificado de Registro de Licenciamento – CRLV) através do correio na sua residência. Para isso o endereço cadastrado no documento do automóvel precisa estar atualizado, sendo o mesmo do destinatário. Esse é um serviço é  oferecido pelos bancos, em seus sites, quando eles possuem convênio com os Detrans, como é o caso do Banco do Brasil.

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Foto de Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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