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Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

A General Motors já tem a tabela dos reajustes nos preços de seus veículos, que deverá ser divulgada brevemente, no que deverá ser seguida por outras montadoras.

A informação foi do presidente da GM, que calcula que a cotação do dólar em torno de R$ 4 teve um impacto de 20% nos custos da produção, que usa componentes importados. Segundo ele, não há como evitar impacto nos preços ao consumidor.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: correiodopovo

De acordo com Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, não será repassado o total do aumento nos custos, porque a proporção é tão alta que o mercado não teria condições de absorver. Dessa maneira, a fabricante alega que irá operar com prejuízo, mas não por muito tempo.

O representante da GM afirma que seus automóveis contêm um total de 40% de itens importados e autopeças, que são produtos que empregam alta tecnologia e não são produzidos no país. Os custos foram elevados em cerca de 20% só com a alta do dólar em relação ao real. No preço final, o impacto é de 8%.

Para a GM, a indústria está se recuperando de uma crise econômica, operando com baixa margem de lucro na venda dos carros. A alta do dólar exerce uma pressão que não estava nos planos. Na Argentina, a alta do dólar frente ao peso fez os preços subirem 24% de janeiro a setembro de 2018. O país é o principal cliente das montadoras brasileiras.

Além do câmbio, a indústria automobilística brasileira está recebendo os efeitos das previsões de crescimento menor do PIB, da inflação mais alta, juros altos e falta de confiança dos consumidores, principalmente depois da greve dos caminhoneiros e do preço alto dos combustíveis. O reflexo é sentido nas lojas e a média de vendas, até junho, foi menor do que a esperada.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: Greve dos caminhoneiros.

O executivo da GM faz uma projeção de que os resultados no balanço financeiro, em 2018, da GM na América do Sul, não serão positivos. O grupo teve prejuízos em 2015 e 2016, um relativo equilíbrio em 2017 e mantinha a expectativa de pequeno lucro em 2018. Entretanto, a fábrica, que é líder em vendas no país, vê queda em sua participação no mercado devido à paralisação da produção nos dias da greve dos caminhoneiros, além de ter a fábrica de Gravataí (RS) parada por dez dias, por ser necessário preparar as linhas de montagem para o início da produção de novos modelos. Em Gravataí são produzidas as versões do Onix, o carro mais vendido no Brasil e o Prisma.

Até 2022, serão feitos 20 lançamentos da GM, que deve anunciar um novo plano de investimentos. Entretanto, o seu representante afirma que vivemos no Brasil um período de incertezas, que impede que se tenha clareza para tomar decisões de longo prazo. As eleições introduzem um fator de instabilidade, além da nova política industrial do setor, que está sendo estudada há muito tempo pelo governo, sem que fique claro que o crescimento do país será retomado.

O preço médio já subiu de R$ 65 para R$ 102 mil em três anos

Muita gente está com a sensação de que o preço dos carros disparou, mas seu salário diminuiu ou ficou na mesma. Infelizmente, não é somente sensação, é a realidade.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: motorshow

De acordo com o que o presidente da Jato Dynamics, Vitor Klizas, declarou em sua participação no IX Fórum da Indústria Automobilística, realizado em São Paulo, em abril, o preço médio de venda dos sedãs passou de R$ 65 mil em 2015 para R$ 102 mil, em 2018. Foram aumentos graduais, sendo que em 2016 houve a maior alta, de 30,5%, em 2017, o aumento foi de 17,7%, passando o preço médio para R$ 100.

Neste ano, o preço médio de um Honda Civic, Chevrolet Cruze e Toyota Corolla, que são sedãs médios, chegou a cerca de R$ 102 mil. Não apenas os sedãs médios, mas os Hatchs compactos, como o Hyundai HB20 e o Onix, por exemplo, tiveram o preço majorado de R$ 45.615 em 2015 para R$ 56.485 em 2018, com aumentos anuais de 8,1%, em 2016; 3,5%, em 2017 e 7,7%, em 2018.

Os sedãs mais compactos, como o Chevrolet Prisma, o Volkswagen Voyage e do Hyundai HB20S, aumentaram de R$ 48.371 para R$ 58.692, um aumento de mais de R$ 10 mil.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: Toyota Corolla

Os SUVs também tiveram a média de preço aumentada, principalmente pelos novos modelos que foram lançados. É o caso de carros como Ford EcoSport, Jeep Renegade, Honda CR-V, Honda HR-V, Hyundai ix3 e Jeep Compass 5, que superaram a média de R$ 80.283, passando para R$ 98.365, em 3 anos, com aumentos de 7,9%, 10,9% e 5,8% respectivamente.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: Volkswagen Voyage Comfortline 2018

De acordo com Klizas, a alta extraordinária dos preços foi provocada pela demanda exercida pelo consumidor brasileiro, que se tornou mais exigente com relação aos carros produzidos no Brasil. As montadoras passaram a priorizar os veículos em versões que incorporam um maior nível de tecnologia.

Em comparação com os carros de dez anos atrás, os equipamentos dos carros mudaram muito. Por exemplo, o controle de estabilidade ou o auxílio de partida em rampa, auxílio para estacionar, direção assistida, ar condicionado e travas elétricas passaram a ser itens diferenciados até entre os dez carros mais vendidos do mercado e estão presentes nesses modelos mais procurados por consumidores.

Preço dos carros vai aumentar com dólar mais alto

Imagem: Grandes telas multimídia

Outro diferencial que aumentou os preços dos carros foi a busca por maior conectividade. Agora os sistemas Android Auto ou Apple CarPlay estão presentes em cerca dos 10 mais vendidos. O consumidor exigiu e as montadoras atenderam aumentando o tamanho das telas multimídia, que passaram ao tamanho de oito polegadas, na maioria dos modelos. Outros itens, como câmbio automático, piloto automático, GPS e bancos de couro, passaram a ser procurados pela maioria dos consumidores, nos carros atuais.

E difícil avaliar o quanto dos aumentos de preço nos modelos sedãs foram em razão da busca por lucro no faturamento, por parte da indústria automobilística ou se o preço reflete realmente a disposição dos consumidores para pagar mais. Na crise que atravessa o mercado automobilístico brasileiro, com a redução da demanda, era esperado que as montadoras diminuíssem os preços, para vender mais. Mas o que aconteceu foi o contrário, as indústrias parecem ter optado por vender menos, por preços mais altos.

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