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Problemas de saúde do motorista podem levar a um acidente

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Muitas vezes o acidente é fruto de um problema de saúde do motorista, nas estradas e nas cidades. Motoristas profissionais são ainda mais sujeitos ao estresse, hipertensão, sonolência, diabetes e dores na coluna. 

O Brasil tem a maior parte do transporte de carga e de passageiros pelas estradas, com o uso intenso dos caminhões e dos ônibus. Motoristas têm mostrado problemas de saúde do motorista que afetam sua qualidade de vida e que são causa de acidentes, o que despertou interesse de equipes de saúde. São problemas que constituem fatores de risco para a vida do motorista e dos demais que partilham a estrada.

Problemas de saúde do motorista podem levar a um acidente

Imagem: Brewerlloyd

A sonolência, por exemplo, é um sintoma de problemas de saúde ocupacional, evidenciando a fadiga e as más condições de trabalho e as péssimas condições das estradas. Os problemas ocupacionais relacionados com a saúde estão elevando o índice de acidentes, incapacidades físicas, aposentadoria precoce, por doenças cardiovasculares, gastrintestinais, respiratórias, distúrbios do sono, obesidade, doenças musculoesqueléticas e alterações psíquicas.

E não somente para os motoristas de caminhão existem esses fatores de risco. Todos que dirigem devem se perguntar sobre os efeitos que podem ter a pressão baixa, a labirintite ou o diabetes sobre a capacidade do motorista.

Certamente, o objetivo de todo motorista é chegar ao seu destino. Mas isso depende de vários fatores. Se o veículo precisa estar em ordem, com as revisões feitas e com combustível, um cuidado maior ainda deve ser dado à saúde de quem o dirige. Além disso, existem regras de segurança que precisam ser seguidas, como usar o cinto de segurança, trafegar na velocidade indicada, respeitar a sinalização, não usar o celular e não beber antes de dirigir.

Imagem: Chico da Boleia

Medicamentos podem afetar o motorista tanto o mais do que o álcool

Se você precisa tomar algum medicamento antes de dirigir, leia as informações da bula. Existem efeitos colaterais, que agem alterando a percepção e a eficiência dos reflexos do motorista. Isso ocorre com muitos remédios, mesmo os vendidos livremente, e são mais ou menos potenciais dependendo da sensibilidade da pessoa que os toma. Os efeitos secundários mais comuns são: sonolência, tontura, visão embaçada, tontura, diminuição da atenção, lentidão de reflexos e náuseas.

Um exemplo desse fato são os analgésicos e os antialérgicos, como a dipirona, que provoca muita sonolência. Medicamentos também têm seus efeitos aumentados quando tomados juntos, quando há interação entre eles. Se estiver em tratamento, siga a orientação do médico e escolha um horário para tomar os remédios de forma que não afeta a direção. Se for um medicamento de venda livre, pergunte ao farmacêutico se há algum efeito que comprometa a capacidade de dirigir.

Imagem: Acontece Notícias

A importância de dormir o suficiente

O sono é importante para a saúde física e mental. Todos precisam respeitar as horas de sono para poderem descansar. Os motoristas que sofrem de apneia do sono e insônia, correm maior risco de acidentes. Isso porque o sono pode chegar pelo cansaço, na hora em que se está na estrada, favorecido pelo calor e uma rodovia monótona. Alguns medicamentos para dormir continuam seu efeito durante o dia, até que sejam eliminados da corrente sanguínea, o que pode demorar, dependendo da pessoa. Antes disso, o paciente continuará sonolento.

Problemas de pressão arterial e diabetes

Tanto as pessoas que têm pressão alta, como as que têm pressão baixa, bem como os diabéticos, podem ter uma crise ao volante e desmaiar. No trânsito ou na estrada, isso pode ser fatal. Controlar o diabetes e a pressão é essencial para quem vive dirigindo.

Doenças que afetam motoristas de caminhão, ônibus e taxistas

Horários para a alimentação e hábitos saudáveis não costumam fazer parte da rotina dos motoristas profissionais. Por esse motivo, eles são frequentemente afetados por doenças, que iniciam de maneira sutil e vão se desenvolvendo até afetar seriamente a saúde, com risco de morte, se não forem tratadas adequadamente. Aqui vão algumas delas:

1- Diabetes

Imagem: O Carreteiro

O diabetes é o desequilíbrio na produção de insulina, levando à hipoglicemia, ou baixo teor de açúcar (glicose) no sangue ou à hiperglicemia, ou excesso de açúcar no sangue. Muitos dos que constantemente estão ao volante desconhecem essa sua condição e ignoram que podem ter uma crise na estrada.

As crises desencadeadas pelo diabetes afetam seriamente a segurança dos motoristas de caminhão. Seus sintomas são o desequilíbrio, tontura, tremedeira, perda de coordenação, visão embaçada e sonolência, que podem levar o motorista a perder o controle do veículo.

2- Colesterol

O colesterol alto no sangue não costuma ter sintomas. Mas o seu efeito a longo prazo é ter o excesso de gordura depositado nas artérias, que levam sangue aos tecidos e órgãos, o que reduz a sua oxigenação. A falta de oxigenação no cérebro leva ao AVC – acidente vascular cerebral ou derrame. O entupimento das artérias coronárias leva à angina, ou dor no peito e ao infarto do miocárdio. Os órgãos podem ser afetados e aparecerem doenças como a pancreatite e o aumento do fígado e do baço.

Os alimentos que provocam o aumento do colesterol são largamente consumidos pelos motoristas de caminhão, ônibus e taxistas, nos locais onde param para fazer suas refeições, tais como bacon, torresmo, feijão gordo, churrasco com gordura bovina, frituras, salsicha, salame, linguiça, nata, manteiga, etc.

3- Hipertensão

A hipertensão ou pressão alta faz com que o coração tenha um esforço maior do que o normalmente necessário para bombear o sangue de forma equilibrada para o organismo. Isso porque o sangue se encontra em níveis elevados de pressão nas artérias. Muitas vezes a hipertensão é provocada pelo consumo do álcool e fumo. Outras causas de hipertensão são a obesidade, o diabetes, o elevado consumo de sal, o estresse e a falta de sono. Os sintomas da hipertensão são as dores no peito, zumbido nos ouvidos, dor de cabeça, fraqueza e visão embaçada.

4-Dores nas costas

As dores nas costas são consequência do tempo que os motoristas profissionais passam sentados ao volante, com muito pouco exercício. Os bancos dos veículos não costumam ser ergonômicos, a postura que os motoristas adotam geralmente é errada, faltam apoios para o pescoço e os braços. Isso se junta ao sedentarismo, obesidade e falta de alongamentos, num trabalho que é contínuo e tem poucas pausas para descanso. Para melhorar as dores nas costas os motoristas precisam controlar o peso e cuidar para ter uma dieta saudável, fazendo atividades físicas nos intervalos das viagens e melhorando a postura.

Imagem: Domingos Trindade

5- Obesidade

O excesso de peso ocorre quando o indivíduo ingere mais alimento do que gasta de energia, sem o correspondente movimento físico que acelere o metabolismo. O excesso de peso costuma levar a doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

Pode ser originado pela tendência genética e problemas com a tireoide.

6- Estresse

Falamos de estresse quando nos referimos a irritação constante, preocupação, nervosismo, medo, frustração, por causas diversas. O estresse aumenta o nível de cortisol no sangue, que é um agente oxidante,que leva a doenças autoimunes, tensão muscular, alergias, com sintomas como dor de cabeça, tonturas, insônia, problemas cardiovasculares e depressão.

Imagem: Saúde CulturaMix

7- LER – Lesão por Esforço Repetitivo

O LER se refere a problemas de inflamação e irritação nos músculos, nervos e tendões, principalmente dos membros superiores, causados por movimentos repetidos por grande espaço de tempo. O LER também pode aparecer pelas condições de trabalho que exigem esforço excessivo, com má postura. Os problemas do LER são inúmeros, como tendinites, tenossinovite, síndrome do túnel do carpo, bursites, dedo em gatilho, síndrome do pronador redondo, síndrome do desfiladeiro toráxico, etc.

8- Problemas respiratórios pela poluição

Os motoristas dos ônibus e taxistas são afetados, nas grandes centros urbanos, pela poluição. Os poluentes provocam inflamação das mucosas respiratórias e prejudicam ainda mais os portadores de doenças crônicas, como os asmáticos, que apresentam crises. A poluição também causa dor de cabeça. Os especialistas informam que, quando os motoristas circulam com os vidros fechados e ar condicionado ligado, para evitar a poluição, também podem ter problemas no aparelho respiratório, prejudicado pelos gases em excesso e o ar mais frio.


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