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Trocar de carro para evitar o IPVA – será que compensa?

Fim de ano se aproxima, muita gente pensa em trocar de carro, até mesmo para evitar o pagamento do IPVA de 2018. Veja o que considerar para tomar essa decisão.

Se você está pensando em trocar de carro, pode estar se perguntando: será que é melhor fazer isso agora ou esperar até o início do ano novo? Há prós e contras que precisam ser analisados, como o pagamento do IPVA, que deverá ser feito nos primeiros meses do ano e os descontos que as montadoras oferecem.

Trocar de carro para evitar o IPVA – será que compensa?

Fim de ano, muita gente conta com o 13º salário na conta e considera a chance de trocar de carro. Para o brasileiro, que vive em um país de dimensões continentais e é mal servido de transporte público, o carro novo não é só status, é necessidade. O que considerar na hora da decisão de vender o usado e comprar um carro novo?

Decisão difícil: quando é a hora certa de trocar de carro

Há vários fatores que pesam na hora de procurar um carro novo ou continuar com o velho. O aumento dos custos de manutenção, a desvalorização anual, a facilidade para vender numa conjuntura do mercado, entre outros. 

Quanto ao pagamento do IPVA

Será que compensa trocar de carro todo ano para escapar do pagamento do IPVA do carro atual, comprando outro que venha com o IPVA pago. Mas será que há vantagem?

Em relação ao IPVA (Imposto de Propriedade sobre Veículos Automotores), o valor é calculado sobre o valor venal do carro. Sendo o valor igual, o IPVA do novo e do usado será o mesmo. Portanto, o IPVA somente será mais caro se você estiver adquirindo um carro mais novo ou de maior nível.

Imagem: Chevrolet Spark.

O IPVA relativo ao ano de 2017 já está bem superado, faz tempo que você já pagou. Ao vender o seu carro no final de 2017 ou no início de 2018, o indicado é dar um desconto ao comprador, relativo ao que ele vai ter que pagar de IPVA em 2018. Outra negociação que acontece é a venda do carro assumindo a primeira parcela do IPVA do ano que vem, repassando ao comprador as demais duas parcelas do pagamento. Isso vai facilitar a venda.

Se você vender seu carro em novembro ou dezembro, não vai ter que pagar o IPVA de 2018, apesar de não poder contar com preços em ofertas no mercado. Lembre-se de que os revendedores estando contando que os consumidores estarão com o dinheiro do décimo terceiro salário em mãos, o que faz entrar dinheiro no caixa. Normalmente, nesse momento de demanda, não há descontos.

Imagem: Fiat Punto 2017.

Quanto aos descontos do início do ano

Muitas montadoras, para começar uma nova linha de carros, oferecem descontos para que se desfaçam do estoque do ano anterior. O consumidor pode se beneficiar de descontos que chegam a ser até 15% sobre o valor de tabela, nos meses de janeiro e fevereiro.

Quanto à depreciação

Para quem tem essa possibilidade, a troca de carro deve ser feita todo ano, porque a venda é mais fácil, há mais economia de gastos com manutenção, apesar de se ter que arcar com uma depreciação inevitável do carro, no primeiro ano

A depreciação em um ano varia conforme o valor do carro, como exemplo:

Carros populares até 23 mil = 6%

Carros médios – de 35 a 45 mil = 8%

Caros de luxo – de 55 a 80 mil e mais = de 10% a 12%

Há também modelos populares mais caros, por terem mais opcionais, o que eleva o valor final. Eles são um pouco mais difíceis de vender e a desvalorização gira em torno de 6% a 12%, conforme o modelo.

Não há muitas informações sobre a desvalorização de carros com mais de 2 anos, mas ela costuma se estabilizar na marca dos primeiros 12 meses. O que passa a influenciar o valor é a conservação, o modelo e o mercado para aquele tipo de carro.

Quanto à depreciação

Quanto à manutenção

Teoricamente, todo carro 0 km tem três anos de uso, sem dar muito trabalho para seu dono. Esse é o momento em que muitos indicam que é hora de vender. A quilometragem equivale a 60.000 km, mas depende ainda do tipo de uso que se dá ao veículo. Uma revisão completa depois dos 50.000 km, com certeza não vai ficar barato, porque há itens vencidos e que precisam ser trocados, como pneus, amortecedores, correia dentada, troca do óleo do câmbio automático, etc.

Depois dos 50 mil quilômetros, começa a aumentar a probabilidade de peças quebrarem e o veículo não estará mais na garantia, na maioria dos casos. Isso inclui a direção, rodas, radiador. São itens que não são trocados em uma manutenção preventiva e custam caro.

A maioria dos mecânicos aconselha trocar de carro antes que ele comece a dar problemas de manutenção seguidos. Nesse caso, você vai começar a gastar em um carro que está valendo cada vez menos.

Imagem: Hyundai Creta.

Quanto ao seguro

O IPVA fica mais barato a cada ano que passa, acompanhando a desvalorização do veículo. Em se tratando do seguro, ele não diminui com o passar do tempo. Isto porque o custo da cobertura para reparos continua o mesmo, quando o carro está mais velho. Em alguns casos, o seguro fica mais caro, porque as peças vão ficando mais difíceis de serem repostas. Antes de optar por outro carro, avalie o preço do seguro, que varia em função do quanto ele é sujeito a roubos. O preço do seguro faz parte do valor que você vai pagar pelo carro.

Quando vale a pena continuar com o seu carro

Para quem não pode trocar de carro aos 60 mil quilômetros, vale a pena fazer a revisão e continuar com o mesmo carro. Para grande parte dos consumidores, as despesas com um carro novo, que incluem seguro, IPVA, licenciamento, emplacamento, além de mais gasto mensal com combustível, estão além do orçamento. Uma oficina de confiança fará com que o usado fique em ótimo estado para rodar no ano que vem.

Nessa hora é melhor usar peças de qualidade, que duram mais. Usando boas peças nas revisões, o carro vai durar mais. As revisões também devem ser feitas conforme a orientação da montadora do veículo. Assim, a manutenção vai adiar o momento da troca, até que se esteja mais preparado financeiramente.

Quem não gostaria de ter um carro zero quilômetro? Se você pudesse optar entre um usado e um novo, talvez escolhesse o novo, sem antes pensar. Mas há muitos usados de nível superior a carros básicos 0 km, em termos de equipamentos, motor, estilo, que você pode comprar pelo mesmo valor. Portanto, antes de pensar em uma troca, reflita se irá realmente melhorar o seu conforto e segurança com o veículo.

Depois de avaliar as suas condições de orçamento, caso não possa trocar de carro agora, a melhor opção é guardar uma economia com o 13º salário e passar a economizar uma quantia mensal, destinada ao objetivo do carro novo. Essa poupança vai possibilitar uma troca programada mais vantajosa, fugindo do financiamento com juros altos. Um bom planejamento vai fazer com que se realize o sonho de trocar de carro num futuro próximo.

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