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Cuidados com o GNV e segurança ao abastecer seu carro

A segurança no uso do gás natural depende da obediência às normas de manutenção e abastecimento. Fique atento aos principais cuidados!

No abastecimento em um posto de combustível, não há contato do gás com o ar, o que dificulta o risco de combustão.

Apesar do gás natural ser mais seguro do que a gasolina, por se dispersar rapidamente, sem se acumular em caso de vazamento, é preciso seguir algumas regras de segurança.

O gás dificilmente se inflama, pois, isso só acontece acima dos 620°C. Diferentemente da gasolina que possui um ponto de combustão de 200°C e do álcool, que entra em combustão a 400°C.

Mas há outros motivos de risco para uma explosão na hora do abastecimento.

Aqui você conhecerá melhor todos os riscos que rondam o gás natural veicular e os cuidados necessários na hora de abastecer seu veículo convertido.

Cuidados com o GNV e segurança ao abastecer

Imagem: Autorealidade

Pressão na hora do abastecimento

Se você pensa que a maior pressão na hora do abastecimento com GNV é uma vantagem, está enganado.

Abastecer com uma pressão muito elevada, além de afetar a vida útil do kit do veículo, pode fazer com que o bico do dispenser arrebente e/ou danifique a válvula, causando graves acidentes.

O motorista pode achar que o prejuízo foi causado pelo kit de má qualidade, quando na verdade, o problema está na pressão.

Os kits são projetados para resistir com segurança a uma pressão de até 220 kgf/cm².

De acordo com a Resolução ANP no. 34, de 26/12/06, os postos revendedores de GNV devem informar ao consumidor, de maneira clara, qual a pressão máxima para o abastecimento dos veículos a gás natural.

Sendo que, esta não pode ultrapassar 220 kgf/cm², e precisa estar visível na bomba, para que o usuário não se engane com vantagens sobre pressão superior ao limite.

O aviso deve estar de forma destacada, para facilitar a visualização. Essa é uma medida de segurança para o abastecimento de GNV e é obrigatória em todo o país.

Alguns postos anunciam pressão superior como estratégia de propaganda e o consumidor mal informado corre o risco de danificar o seu veículo e, no caso de acidente, arrisca sua própria integridade física.

Acidentes relacionados a pressão excessiva das bombas de abastecimento do GNV já aconteceram, levando motoristas a morte, como é possível ver nesta reportagem.

Principalmente em razão de kits clandestinos ou mal instalados, que não resistiram à pressão fixada pela ANP.

Dicas de segurança durante o abastecimento do GNV

Devido aos acidentes ocorridos em veículos convertidos ao gás natural veicular, os bombeiros de todos os estados brasileiros começaram a fornecer dicas de segurança há alguns anos, para o abastecimento em um posto de combustível.

Essas normas de segurança são as seguintes:

  1. O veículo deve ser estacionado no local previsto
  2. O freio de mão deve ficar acionado
  3. O motor do veículo deve ser desligado
  4. Devem ser desligados todos os componentes da parte elétrica, como faróis e equipamento de som
  5. Não utilizar o telefone celular
  6. Os ocupantes do veículo devem aguardar em local seguro, afastado do veículo
  7. Equipamentos elétricos e eletrônicos devem permanecer desligados
  8. O porta-malas e o capô devem ficar abertos
  9. O frentista deve fazer o aterramento próximo à válvula do abastecimento
  10. É proibido fumar ou usar isqueiros ou fósforos na zona de abastecimento
  11. Antes de ligar o veículo, verificar se a mangueira de abastecimento foi devidamente desconectada.
Durante o abastecimento do GNV

Imagem: Brasilpostos

Porque acontecem tantos acidentes com GNV?

Entre os maiores problemas que causam acidentes com GNV, está a falha humana.

Por isso, um dos principais cuidados que o consumidor deve tomar é não utilizar recipientes de GLP – gás liquefeito de petróleo, o famoso botijão de gás de cozinha.

Também não se deve usar cilindros de refrigeração para abastecimento com GNV, isso porque eles não suportam a pressão do gás e podem acabar estourando durante o abastecimento.

A maioria dos acidentes envolvendo GNV – gás natural veicular, cerca de 96% dos casos, acontecem pelos seguintes motivos:

  1. Utilização indevida de componentes, como tubulações em cobre, furações e soldas nos cilindros, além do uso de botijões de gás de cozinha e cilindros de compressores de ar.
  2. Obstrução e erro no calibre da válvula de alívio de pressão, que fica na válvula de cabeça do cilindro.
  3. Incêndios ocasionados por sistema elétrico, por ignorância quanto ao uso do sistema de GNV.

Outros acidentes (4% dos casos) ocorrem por:

  1. Falha em componentes fora da especificação e vazamento de GNV
  2. Falta de manutenção do veículo e falta de manutenção no sistema GNV.
  3. Excesso de pressão no abastecimento.

Está na dúvida se compensa converter o seu auto para GNV? Confira as vantagens e desvantagens!

Sobre a conversão e manutenção dos cilindros

A primeira coisa a ficar clara é que, invariavelmente você só deve converter seu veículo para gás GNV em uma oficina homologada pelo Inmetro.

A oficina deve fornecer nota fiscal e o Certificado de Homologação oficial, para que seja feito posteriormente o registro de conversão no Detran.

É importante também que as revisões periódicas e a manutenção do kit e dos cilindros sejam feitas apenas pelas convertedoras homologadas pelo Inmetro.

E, esteja atento para que nunca sejam usadas peças de segunda mão, cilindros recondicionados, tubos de cobre ou de procedência desconhecida.

Os tubos devem ser de aço especial, de alta resistência, apropriados para GNV (NBR-12790 ou ISSO 4705). Já os cilindros devem ser fixados por suportes apropriados.

Eles não podem ser soldados, pois, a solda não oferece resistência para a pressão, com risco de ruptura e vazamento do gás.

Mantenha-se atento também as condições das tubulações que vão do cilindro até o redutor. É importante que essa tubulação não fique exposta a situações e fatores externos como rampas, quebra molas e outras condições.

Tão importante quanto não confiar em profissionais realmente capacitados e devidamente credenciados, é evitar promover reparos, mesmo que pequenos, por conta própria.

Atenção para cuidados preventivos gerais

Atenção para cuidados preventivos gerais

Imagem: Jb.com.br

  1. Não tente improvisar e consertar pequenos defeitos. Reparos somente devem ser feitos na convertedora autorizada.
  2. Gás Natural Veicular (GNV) é diferente de gás de cozinha (GLP), não use o botijão doméstico no seu veículo.
  3. Denuncie clandestinos para sua própria segurança e a segurança de todos.
  4. Se houver vazamento, use as válvulas de segurança do kit, pare de circular com o veículo e procure a assistência técnica.
  5. Mantenha o carro em ordem, quanto a filtro de ar, velas, ignição e injeção, verificando se estão sujos ou precisam de reposição em um mecânico de confiança.
  6. Os cilindros devem ser retestados e requalificados a cada cinco anos, em uma oficina credenciada, ou quando forem reinstalados em outro veículo.

Como funciona a válvula de segurança do kit GNV?

Todas as conversões e instalações quando feitas de acordo com a lei, em oficinas homologadas e responsáveis, contam com duas válvulas de segurança.

Uma delas instalada no cilindro do kit GNV e outra no compartimento do motor.

Sempre que houver um vazamento, é preciso que as duas válvulas sejam acionadas, para que o fluxo de movimentação do gás seja interrompido e os riscos de acidentes ou até mesmo explosões não ocorram.

Por isso, é praticamente impossível que um acidente sério ou mesmo uma explosão aconteça com um veículo que foi convertido da maneira correta.

Acidentes motivaram maior rigor na fiscalização

Um acidente que ocorreu em outubro de 2015 motivou uma intensificação na fiscalização das regras do uso do GNV.

Naquela data, um carro explodiu na cidade de Piraí, Rio de Janeiro, no momento em que estava sendo abastecido com o gás natural veicular (GNV).

O cilindro do GNV explodiu e a dona do carro, um frentista do posto e um ocupante de outro veículo ficaram feridos.

Um outro acidente ocorreu recentemente, em abril de 2017, na cidade de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, quando um carro explodiu, matando uma mulher e ferindo mais 3 pessoas.

O carro era abastecido com gás GNV. A explosão destruiu o veículo e causou danos até na cobertura do posto.

O motorista, que estava fora do veículo, foi lançado para longe e a mulher, que havia permanecido no seu interior, morreu.

A essa altura, não existem mais dúvidas em relação a economia obtida com o abastecimento do GNV.

É importante também que você saiba que este é um processo completamente seguro, desde seja sempre realizado por um mecânico capacitado, com peças corretas e todas as certificações necessárias.

E, não se preocupe, pois, a maior parte das seguradoras oferecem seguros para carros convertidos e contam com pacotes de proteção especiais para o kit gás.

Ou seja, será possível manter seu carro protegido de acidentes e bandidos mesmo depois da conversão.

Para proteger o seu bolso, não se esqueça de contratar um seguro com uma das seguradoras mais confiáveis!

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5 Comentários

  • Valdir Romão da Motta says:

    Olá,

    A ANP, Inmetro e os postos de distribuição devem deixar a hipocrisia de lado e normatizar de verdade o processo. Nunca vi o frentista aterrar o mangote da bomba ao abastecer; Sempre vejo o cabo-de-aço rudimentar todo enrolado e preso com fita adesiva à mangueira; Raríssimas vezes as pessoas saem do veículo em abastecimento; Nunca vi alguém abrir o porta-malas ao abastecer; sempre vejo kits instalados com abraçadeiras genéricas e mangueiras comuns “ralando” nas partes do motor.

    Até mais.

  • Edi says:

    Olá, Fernando Henrique, o deficiente deverá ser retirado do veiculo com a ajuda de outras pessoas se necessário, esse é o procedimento correto, se for possível abasteça antes de pagar o deficiente, assim terá menos trabalho, se o percurso não for tão grande, sem a necessidade de outro abastecimento.

    Abraços

  • Thiago says:

    Boa tarde, tenho um veículo com cilindro 16, esses dias fui abastecer, pegou 20, isso pode acontecer ou fui enganado?

    Grato

    • Joenir Fonseca says:

      Boa tarde,

      Com certeza você foi enganado, Thiago. O limite aceitável do excedente do GNV dentro do cilindro é de 5%, sendo até 10% já em situação de risco (caso este excedente esteja realmente “entrando” no cilindro). Há “comentários” de gás + ar em determinadas bombas na cidade do Rio de Janeiro.

      Até mais.

  • Fernando Henrique says:

    Bom dia, até concordo com a lei mas a pergunta é: E se tiver um deficiente físico que não possa sair do carro? Qual o procedimento o carro totalmente correto?

    Grato.

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