Seta Balao

Simule o preço do seu Seguro Auto

Qual é a marca do seu carro?

O excesso de confiança ao volante pode levar a acidentes

A falsa percepção de que temos total controle sobre o ambiente no trânsito, fundamentado na crença na própria habilidade e perícia, pode levar a acidentes.

Pode parecer estranho, mas um dos motivos que pode levar um motorista a sofrer um acidente no trânsito é exatamente a sua baixa percepção de risco, isto é, acreditar que os acidentes só acontecem com outros, dando pouca importância para os cuidados preventivos.

O excesso de confiança ao volante pode levar a acidentes

Imagem: Pixabay

O motorista que se acha perfeito se permite correr riscos, o que aumenta a chance de imprevistos acontecerem.

E por que será que isso acontece? Quem são as pessoas que dirigem dispostas a enfrentar alto risco?

Esse tipo de atitude é uma escolha que a pessoa faz quando está dirigindo e está relacionada com a maneira como ela percebe o risco que corre no trânsito.

Segundo especialistas em segurança no trânsito, existem motoristas que não acreditam na probabilidade de se envolverem em acidentes e jamais imaginam que esse acidente possa ser grave.

A avaliação que fazem do risco potencial de acidente e o excesso de confiança que possuem, acreditando que controlam o veículo em um imprevisto e sabem como enfrentar qualquer situação, leva a aceitar correr um risco elevado.

É difícil identificar a percepção de risco de cada motorista, mas é importante saber que muitos se preocupam muito pouco com as possibilidades de um acidente acontecer.

São os motoristas que minimizam a noção do perigo das situações e acham que sempre vão se sair bem.

E o perigo é ainda maior com essa percepção distorcida.

Muitos de nós vivemos alimentando um otimismo irreal, com uma noção distorcida do risco, nos achamos imunes e auto suficientes, como se não fosse necessário dirigir com atenção, porque o perigo está longe.

Motoristas que dirigem com excesso de velocidade, segundo estudos realizados, justificam o seu comportamento dizendo que estão em total controle da situação.

Acreditam mesmo que a velocidade que praticam não oferece riscos, principalmente quando se julgam experientes.

O excesso de confiança ao volante pode levar a acidentes

Imagem: Pixabay

Aumentar a percepção de risco para mudar comportamentos

É fácil entender que, se o motorista não percebe o perigo, suas escolhas e seus comportamentos deixam de ser adequados às situações de risco que o trânsito apresenta.

Se pretendemos educar para conseguir um trânsito mais seguro, é muito importante salientar que os condutores precisam diminuir o nível do risco que estão dispostos a enfrentar.

A população precisa ter sua atenção voltada para essa questão, porque elevar o nível de consciência do risco faz com que mais pessoas percebam os imprevistos que podem acontecer a cada um.

Essa é uma das principais maneiras de evitar acidentes e reduzir a mortalidade no trânsito.

Um outro fator que também influencia no comportamento dos motoristas é o seu nível de conhecimento.

Conhecer a legislação do trânsito e aperfeiçoar a maneira de conduzir um veículo é dever de todo motorista.

Você concorda em mudar o seu comportamento, aumentando a sua percepção de risco no trânsito, como forma de conseguirmos a mobilidade mais segura para todos?

Aumentar a percepção de risco para mudar comportamentos

Imagem: Pixabay

Comportamento da juventude diante do risco

Quando se fala em jovens ao volante, o assunto gira obrigatoriamente sobre distração, inexperiência, comportamento de risco e trânsito.

É preciso manter os alertas para o público no sentido de aumentar a segurança no trânsito.

Mas isso somente vai acontecer se houver uma mudança de comportamento que considere a vida em primeiro lugar.

Para conseguirmos esse objetivo precisamos reconhecer comportamentos nocivos e estimular práticas que possam trazer uma mudança.

As atitudes dos jovens no volante precisam ser analisadas, porque seu comportamento de risco faz com que sejam eles mesmos suas maiores vítimas.

Em todo o mundo, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre os jovens. Na faixa que inclui crianças, de 5 a 29 anos, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte.

Aumentar a percepção de risco para mudar comportamentos

Imagem: Pixabay

O Conselho Federal de Medicina – CFM divulgou relatório que mostra que entre 2008 e 2016, um total de 368.821 pessoas morreram vítimas do trânsito nas ruas e estradas do Brasil.

Um levantamento realizado pela entidade, que considerou os últimos 10 anos, de 2009 a 2018, mostrou que os acidentes de trânsito deixaram mais de 1,6 milhão de feridos.

Entre as vítimas graves, nos últimos dez anos (1.636.878), o CFM informa que 60% eram vítimas com idade entre 15 e 39 anos.

Do total, quase 80% das vítimas eram do sexo masculino.

Em janeiro de 2019, 87 pessoas perderam a vida no trânsito na cidade de São Paulo.

De acordo com o Infosiga, 34 casos (39% do total) foi de mortes de pedestres e 30 casos (34%) de ocupantes de motocicletas.

Comportamento da juventude diante do risco

Imagem: Pixabay

Em 2018, o número de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito foi maior do que a quantidade de pedestres que morreram atropelados.

Foram 366 vítimas fatais que estavam em motos e 349 pessoas a pé.

Os dados são da Companhia de Engenharia do Tráfego (CET).

A maior parte dos motociclistas mortos eram jovens entre 20 e 29 anos, e dirigia durante a madrugada em rodovias do perímetro urbano.

Do total de 366 óbitos, 67 ocorreram na madrugada do final de semana, de sexta, sábado e domingo.

E um em cada 4 estavam a menos de dois quilômetros de casa quando sofreram o acidente fatal.

Durante as fiscalizações, é comum a constatação de jovens dirigindo alcoolizados ou ultrapassando os limites de velocidade e essas são as causas que estão entre os principais motivos de acidentes entre jovens ao volante.

O outro grande perigo é usar o telefone, seja para falar ou mandar mensagem de texto ou de voz.

Criar uma cultura defensiva entre jovens necessita de um maior acesso a informações, escolarização e também bons exemplos.

Os pais, parentes e a comunidade têm grande potencial para influenciar o comportamento dos jovens de maneira positiva.

Apesar de todos os cuidados, imprevistos podem acontecer.

Mas algumas atitudes reduzem em muito as possibilidades de um acidente ocorrer.

Principalmente se estiver relacionado a uma simples negligência, por parte de jovens ou adultos.

Dessa forma, buscar conhecer as leis de trânsito, dirigir de forma defensiva, não dirigir após o consumo de bebida alcoólica, não usar o celular enquanto dirige, manter sempre a velocidade dentro dos limites estabelecidos, utilizar a cadeirinha para crianças, são algumas atitudes simples, que são decisivas para proteger e manter a vida.

Leia mais artigos sobre:
Foto de Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *