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O que é sinistro no seguro de carro

A seguradora pediu para você fazer um sinistro, mas você não tem noção por onde começar, ou nem mesmo sabe o que esta palavra significa? Calma! Um sinistro não é um bicho de sete cabeças.

Sinistro é um termo usado constantemente no mundo dos seguros. E, apesar de ser considerado comum neste meio, esta é uma palavra que pode soar estranha para muitas pessoas. Afinal, muitos a associam a algo terrível, funesto.

No ramo dos seguros, o significado desta palavra não é muito diferente do que se encontra no dicionário.

Isso uma vez que o termo é muito utilizado pelas seguradoras para se referir a um problema que causa danos materiais de um veículo, e que pode demandar indenização.

Ou seja: sempre que você precisar acionar o seguro após ter sofrido algum tipo de acidente ou roubo, terá que fazer um registro do sinistro

Para que você possa entender melhor o que é sinistro no seguro de carro, e como proceder para realizá-lo, listamos algumas dicas. Acompanhe!

O que é sinistro no seguro de carro

Entenda melhor o que um sinistro no seguro de carro

De maneira mais direta e simples, sinistro no seguro de carro é todo evento que envolva danos materiais ou pessoais ao segurado — ou a terceiros, dependendo da cobertura contratada.

Vale mencionar que apenas os danos cobertos pela apólice são considerados como sinistros, e só eles podem ser reembolsados. A apólice é o contrato da prestação de serviço do seguro.

Saiba a diferença de sinistro parcial ou integral

Existem dois tipos de sinistros atendidos pelo seguro de carro. São eles: o parcial e o integral. Conheça melhor cada um deles a seguir.

1. Sinistro Parcial

Um sinistro é considerado como parcial quando os danos causados ao veículo são inferiores a 75% do valor do carro. Ou seja, é possível promover reparos ao veículo.

Neste caso, é preciso que o segurado arque com o valor da franquia, e a seguradora pagará somente a diferença do valor para conserto.

2. Sinistro Integral

Já o sinistro integral ocorre quando o dano causado ao veículo tem reparação inviável no quesito econômico. Ou seja, quando o valor do reparo é maior do que 75% do valor do carro.

Neste caso, não existe a necessidade do pagamento da franquia e, a seguradora reembolsará o valor do veículo de acordo com o contrato do cliente. Geralmente este valor é definido de acordo com os preços atuais na Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O que um seguro de veículo cobre?

As coberturas dos seguros de veículo variam, e ficam sempre listadas no contrato de adesão do serviço. Por isso, é fundamental que o consumidor verifique as informações antes da contratação da cobertura.

Ele também deve verificar os dados no momento do registro do sinistro, para que solicite apenas aquilo que cabe ao acordo.

Em todo o caso, há algumas coberturas principais no mercado. São elas: a básica; compreensiva; a acidentes pessoais de passageiros; a cobertura de danos a terceiros; e a contra incêndio, roubo e furto.

Cobertura básica

Oferece proteção contra roubo, colisão, danos devido a alagamentos e raios, incêndio e outros prejuízos relativos ao carro.

Cobertura compreensiva

Abrange roubo, colisão, incêndio, furto e danos causados pela natureza.

Cobertura contra incêndio, roubo e furto

Oferece proteção contra as condições citadas em sua denominação. Geralmente é mais barata que as anteriores, pois não abrange colisão.

Cobertura de danos a terceiros

Esse tipo de cobertura pode ser associada a qualquer outra que protege o veículo.

Nesse tipo de assistência, a seguradora fica responsável pelo pagamento de prejuízos de natureza material, pessoal ou moral de indivíduos que se envolvam em um acidente com o segurado.

Isso inclui, até mesmo, o pagamento de eventuais tratamentos médicos. Há um limite de valores associados, que é previsto na apólice do seguro.

Cobertura em acidentes pessoais de passageiros

A assistência oferecida é a mesma que a citada na de danos a terceiros. Desta vez, porém, ela é garantida aos passageiros conduzidos no veículo segurado.

Em caso de óbito, a indenização deste passageiro é direcionada a seus beneficiários, como seus familiares.

Coberturas adicionais

São coberturas diferentes das citadas, que abrangem ocorrências mais específicas.

É o caso, por exemplo, da cobertura que oferece carro reserva ao segurado, ou então proteção a equipamentos como de som ou kits de gás, que são considerados acessórios no veículo.

Processos de um sinistro no seguro de carro

Se você precisar solicitar um sinistro, deverá realizar alguns procedimentos padrões.

Todas as medidas devem ser tomadas no prazo máximo de 30 dias após o acidente, roubo ou outro. As medidas incluem:

  • Realizar uma apuração de danos. Por meio dela, e usando de vistorias e registros policiais, serão analisados a causa, natureza e extensão das avarias;
  • Solicitar uma análise do evento, para saber se ele está coberto ou não pelo seguro.

Depois de avaliar os itens necessários, a seguradora pode fazer o pagamento da indenização, ou finalizar o processo sem indenização.

A segunda alternativa só é possível quando o consumidor descumpre as regras do seguro e/ou quando o sinistro não é coberto pelo plano.

Com a aprovação da indenização parcial, para conserto dos sinistros, os valores são direcionados diretamente à oficina mecânica que realizará o trabalho.

Já o pagamento integral da indenização é feita ao segurado. Geralmente, os valores são liberados em até dois dias antes após a conclusão do processo.

Como fazer um sinistro?

Cada seguradora costuma ter um procedimento específico para abertura de sinistro. Algumas, inclusive, permitem a abertura do sinistro no seguro de carro por meio do telefone ou seu site oficial.

Ainda assim, é possível listar alguns pontos básicos para a realização do processo.

O primeiro passo para a abertura de um sinistro é comunicar ao seguro do seu veículo o ocorrido com o veículo.

Lembre-se, em todo o caso, que, se você se envolver em algum acidente com vítimas, o ideal é primeiro prestar o socorro necessário, e só depois se preocupar com o trâmite com a seguradora.

É interessante que você reúna, ao menos, três testemunhas dispostas a lhe ajudar, caso seja necessário.

Basta que você colete o nome e telefone dessas pessoas e, se possível, fotos ou vídeos que mostrem bem o local do acidente e as condições em que ele aconteceu.

Com essas informações, será muito mais fácil ter sucesso no pedido de indenização do sinistro no seguro de carro.

Depois disso, você deverá fazer um boletim de ocorrência. Um BO é obrigatório apenas no caso de roubo e furto, mas também é indicado quando o acidente envolve terceiros.

Documentos necessários para a abertura de um sinistro

Assim como no caso dos procedimentos para a abertura do sinistro, os documentos necessários podem variar de acordo com cada empresa de seguros.

Portanto, antes de iniciar um processo de abertura de um sinistro no seguro, leia atentamente em sua apólice. Você também pode questiona os documentos necessários ao seu corretor.

Mesmo com essas possíveis variações, existem alguns documentos e informações que sempre serão solicitados. São eles:

  • Data, local e hora da ocorrência;
  • Boletim de ocorrência, no caso de furto, roubo ou acidente com terceiros;
  • Carteira de motorista;
  • Documento do carro;
  • Formulário de sinistro da empresa de seguro;
  • Documentos pessoais do segurado, como RG e CPF.

A seguradora pode recusar o pedido de sinistro?

Se o sinistro estiver listado em contrato, a seguradora não pode negar o pagamento da indenização correspondente, seja ela parcial, seja integral. Se, ainda assim o fizer, o consumidor pode requerer seus direitos.

O primeiro modo de agir é realizando uma reclamação no Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de sua cidade, e/ou na Susep.

Caso as entidades não consigam resolver a situação, é possível entrar com um processo judicial, com resguardo do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor.

Normalmente, o prazo para abertura de uma ação na Justiça é de até um ano, a contar da data da negativa.

Qualquer negativa da empresa, aliás, deve ser fornecida por escrito ao consumidor, com as justificativas para a decisão. Esse documento será essencial para a abertura do processo.

Entenda melhor o que a franquia

Se você não sabe ao certo o que este termo significa, vale a pena dar uma explicadinha rápida sobre o assunto.

Franquia é o valor cobrado pelo seguro sempre que um sinistro parcial é solicitado pelo segurado. Este valor será estipulado no ato da contratação do serviço, e deverá constar na apólice do seguro do carro.

Imagine que o seu seguro tenha uma franquia de R$ 500. Isso significará que, no caso de um sinistro, você será responsável por quitar R$ 500 dos valores necessários para o conserto do veículo.

Em um conserto com custo total de R$ 3 mil, por exemplo, a seguradora quitará os R$ 2.500 restantes.

Por isso, antes de solicitar um sinistro para a seguradora, é importante avaliar os reparos necessários.

Caso os estragos causados ao seu veículo possuam um valor mais baixo que o da franquia, você será o responsável por todo o pagamento. Logo, o trabalho de contato com a empresa não valerá a pena.

Ficou com alguma dúvida sobre o sinistro no seguro de carro? Envie-a para a gente nos comentários deste texto!

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